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sábado, 16 de dezembro de 2023

Domingão tarifa zero, Explore, Descubra, Viva São Paulo



* * * Extraído do Portal Sptrans * * *

Benefício vai valer em todas as linhas e incentivar uso do transporte público, ampliar acesso ao lazer, parques e eventos culturais, melhorar a economia e a oferta de emprego

A cidade de São Paulo vai ter ônibus gratuitos aos domingos, da 0h as 23h59. A medida foi anunciada pelo prefeito da capital nesta segunda-feira (11) e já começa a valer no dia 17 em todas as linhas da cidade. A gratuidade também será aplicada no Natal (25/12), Ano Novo (1/1/24) e Aniversário de São Paulo (25/1/24). A medida tem como objetivo incentivar o uso do transporte público, ampliar o acesso ao lazer, parques, centros esportivos, eventos culturais, melhorar a economia e a oferta de empregos.  

Ao anunciar a gratuidade, o prefeito apresentou o slogan “Domingão Tarifa Zero – explore, descubra, viva São Paulo”. “Só de espaços culturais da Prefeitura que abrem aos domingos, são 78, de espaços esportivos, 45, além de 112 parques. Fora os equipamentos do Estado, particulares, shoppings. O cidadão vai poder visitar a Avenida Paulista aberta aos domingos, a Liberdade, poderá ir à missa, ao teatro, ao centro histórico e uma série de atividades”, destacou o prefeito. 

Além de ressaltar o aquecimento da atividade econômica e de lazer, o prefeito reforçou a importância do bem-estar para a saúde mental. “É uma questão fundamental para a saúde mental, porque o trabalhador recebe o vale-transporte para ir trabalhar e voltar para casa. Por exemplo, um casal com três filhos gasta R$ 44 com transporte, que vai deixar de gastar", disse. 

O prefeito destacou ainda que não haverá aumento de recursos para custear a iniciativa. Aos domingos, atualmente, 2,2 milhões de passageiros utilizam 1.175 linhas de ônibus municipais. Inicialmente, o atendimento será feito com a frota atual operacional de 4,8 mil ônibus. Estudos da SPTrans demonstram que, aos domingos, há 60% de capacidade ociosa nos ônibus em alguns períodos, o que permite absorver uma demanda maior. Não há necessidade de integração com o sistema metroferroviário, já que as linhas de ônibus atendem a toda a cidade, como destacou o prefeito. 

“Não será necessário fazer incremento de recursos ou ampliação do número de linhas. Vamos deixar de receber o valor da tarifa que é pago aos domingos, que soma R$ 280 milhões no ano. Mas quando a gente paga e já tem o subsídio do transporte, em que se tem 60% de ociosidade, tecnicamente estará zerado esse custo, porque a gente vai levar benefícios para a população. Então tecnicamente não existe um aumento de recurso”, explicou.  

Os passageiros terão que usar o Bilhete Único: a tarifa não será cobrada no validador. Quem ainda não tiver, o cobrador ou o motorista irão liberar sua passagem pela catraca (https://bilheteunico.sptrans.com.br/). “A catraca ficará utilizável e o passageiro que encostar o bilhete único terá o acesso liberado. Para o usuário que não tem o Bilhete Único, o cobrador tem um bilhete de bordo que vai liberar a catraca. Para os casos de ônibus que não tem cobrador, o motorista tem um dispositivo que tem condições de liberar a passagem”, explicou o diretor-presidente da SPTrans.  

“São Paulo é uma cidade rica, com 12 milhões de habitantes, mas que tem uma parcela da população pobre. Com a tarifa zero, teremos uma cidade mais acessível. Mais famílias poderão frequentar os equipamentos públicos gratuitos. Às vezes, a pessoa não faz o uso de toda essa rede por conta de não ter o recurso da tarifa. Então, é uma política pública de inclusão. A tarifa zero aos domingos vai ampliar o lazer e permitir a população viver mais a cidade”, reforçou o prefeito.

Tags: Bilhete único, Cidade de São Paulo, Notícias, Ônibus, Prefeitura São Paulo, Sptrans, Tarifa Zero

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Prefeitura de SP bloqueia 90 mil Bilhetes Únicos suspeitos e gera filas em posto

Movimentação é intensa no posto de atendimento da SPTrans no centro de São Paulo


* * * Extraído do Potal UOL * * *

Do UOL, em São Paulo
12/01/201711h06 Atualizada 12/01/201712h27

Usuários do "Bilhete Único" --que dá acesso ao sistema de transporte público na capital paulista-- foram surpreendidos com o bloqueio dos cartões nesta semana. Foram afetados cerca de 90 mil cartões em um universo de quase 15 milhões, segundo a SPTrans --empresa que gerencia o transporte público em São Paulo--, que informou que há suspeita de fraudes.

As irregularidades não são cometidas efetivamente pelos usuários. Ela acontece quando os cidadãos recarregam o "Bilhete Único" em postos sem credenciamento que cobram preços menores que os estabelecidos pela Secretaria Municipal de Transportes. O órgão alerta a população para não utilizar os serviços desses postos, que estão cometendo fraudes, "evitando ser vítima de golpe", diz, em nota.
Os bloqueios causaram uma superlotação no principal posto de atendimento da SPTrans na rua 15 de Novembro, no centro de São Paulo. Usuários querem que o bloqueio de seus cartões seja reavaliado.
Em função da alta demanda, a SPTrans informou que vai ampliar o horário de atendimento no posto:
§  Quinta (12): funciona até 20h (normalmente, o posto fica aberto das 8h às 17h)
§  A partir de sexta (13): das 6h às 20h 
§  Aos sábados e domingos: das 8h às 18h 
O secretário municipal de Transportes, Sergio Avelleda –que está no cargo desde 1º de janeiro--, disse que foi "surpreendido pela quantidade de fraudes sendo praticadas no sistema". Ele se desculpou pelos transtornos no atendimento e culpou a gestão anterior, do petista Fernando Haddad, pelos problemas.
"A gente está bloqueando os cartões porque é a única maneira que a gente tem de descobrir onde está sendo feita essa carga. As pessoas que estão indo lá [nos postos da SPTrans] vão nos informar onde são feitas essas cargas", disse à TV Globo nesta quinta-feira.
Os dados obtidos com os usuários de cartões bloqueados serão repassados ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e à SSP (Secretaria de Segurança Pública), segundo Avelleda.
Por enquanto, apenas o posto da 15 de Novembro tem capacidade para avaliar a situação dos cartões bloqueados, segundo o secretário. Mas ele pretende equipar outros postos da cidade para realizar o atendimento, o que deve acontecer até a próxima segunda-feira (16).
"No médio prazo, o atendimento aos usuários passará a ser descentralizado, com novos postos com capacidade para atender quem foi vítima de golpe. A SPTrans precisa aparelhar os seus postos remotos para a realização de todos os procedimentos de atendimento aos usuários", disse o órgão em nota.
Justiça barra aumento da tarifa
Na terça-feira (10), o presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Paulo Dimas, negou o recurso do governo do Estado de São Paulo contra a liminar que suspendeu o reajuste na tarifa integrada de ônibus com trilhos (metrô e trem). Com a decisão, o valor da passagem de integração volta a ser de R$ 5,92 e não mais de R$ 6,80.
Na decisão, Dimas afirma que a decisão de congelar a tarifa básica em R$ 3,80 --uma promessa de campanha do prefeito João Doria (PSDB) encampada pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB)--, e, ao mesmo tempo, reajustar o valor da integração em 14,8%, ou seja, acima da inflação do período "não foi devidamente justificada" pelo governo.
"Faltou, numa análise inicial, detalhamento técnico que demonstrasse a existência de situação fática autorizadora do reajuste (ou redução de descontos em algumas modalidades de tarifa) nos patamares praticados", afirma o presidente do Tribunal de Justiça.
Além de elevar o custo da tarifa de integração, Doria e Alckmin querem valores maiores para os bilhetes temporais. O aumento chegou a 50% no caso do Bilhete 24 horas, que foi de R$ 10 para R$ 15. Já o "Bilhete Único Mensal", bandeira do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), foi de R$ 140 para R$ 190, registrando um aumento de 35,7%.
Protestos estão previstos para a tarde desta quinta-feira (12), em São Paulo, contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. O MPL (Movimento Passe Livre) quer ir da avenida Paulista ao Jardim Europa, onde mora o prefeito, para entregar-lhe o "Troféu Catraca - Aumento Inovador"

Tags:  TV Globo, Ônibus, Passagem, Prefeitura, Sptrans, Tarifa, Transporte, UOL

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Empresas de ônibus de São Paulo lucraram R$ 152,5 mi em 2012


* * * Extraído do Portal UOL * * *

Marivaldo Carvalho 
Do UOL, em São Paulo
19/07/201319h53
A SPTrans, empresa que administra o transporte público na cidade de São Paulo, divulgou nesta sexta-feira (19) o balanço com o lucro das empresas de ônibus da cidade, um montante de R$ 152.574.770,03. Este número é apenas das 17 empresas concessionárias, que integram oito consórcios. As permissionárias, conhecidas como lotação, não são obrigadas, por lei, a repassar os números para a prefeitura, segundo a SPTrans.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou no dia 26 de junho deste ano, em entrevista ao "SPTV", que cancelou o processo de licitação para a contratação das empresas de ônibus que realizarão o serviço pelos próximos 15 anos e estimada em R$ 45 bilhões. A medida ocorreu após a série de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público na capital paulista, que voltou a custar R$ 3.
A Câmara Municipal de São Paulo realizou nesta sexta-feira (19) a primeira sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Transportes, que investiga as planilhas do transporte municipal, após receber as primeiras respostas dos requerimentos feitos no início deste mês.
Até o momento, a SPTrans entregou aos parlamentares mais de 6.000 páginas de documentos, além de cerca de 1 giga de arquivos em formato digital, segundo informações da assessoria da CPI.  O presidente da comissão, Paulo Fiorilo (PT), disse que os dados serão disponibilizados para todos os vereadores após serem avaliados pela procuradoria da Câmara.
A empresa já havia disponibilizado no site os contratos dos sistemas de permissão e concessão e os dados completos sobre a remuneração diária de empresários e cooperativas. A SMT (Secretaria Municipal de Transportes) e a SPTrans disponibilizam no site o demonstrativo diário de passageiros transportados por linha de ônibus em operação na cidade e o balanço patrimonial de 2012 das empresas.
Para encontrar os dados, basta entrar no ícone Transparência da página da SMT no portal da prefeitura e selecionar as opções Indicadores do sistema de transportes, balanço patrimonial 2012 e demonstrações contábeis.
Na página de passageiros transportados está disponível o "demonstrativo de remuneração do sistema" e todas as "planilhas" referentes à rotina diária de passageiros transportados por linha do sistema. Nela estão identificados número diário de passageiros de cada uma das linhas conforme a modalidade de pagamento utilizada, ou seja, bilhete único comum, bilhete único estudante, bilhete único vale transporte, dinheiro, gratuidade e integrado.
Na página "Balanço 2012", estão informações sobre as empresas concessionárias e permissionárias do serviço por ônibus na cidade.
Para o diretor de gestão econômico financeira da SPTrans, Adauto Farias, a medida acaba com a suposta "mística" existente em torno dos números e das contas do sistema de transporte público municipal, além de contribuir para o debate em torno das melhorias em andamento.
"O transporte coletivo e sua total transparência são uma prioridade para a atual administração, que investe na discussão com a sociedade civil e no planejamento de um sistema mais moderno, econômico e eficiente para a população paulistana", afirma. 

Tags: Prefeitura, Ônibus, Notícias, UOL

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Em decisão conjunta, Rio e SP anunciam redução da tarifa do transporte

Carolina Farias e Guilherme Balza
Do UOL, no Rio e em São Paulo

 A partir da esq., o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciam a redução da tarifa de ônibus, metrô e CPTM


·         A partir da esq., o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciam a redução da tarifa de ônibus, metrô e CPTM
Após diversos protestos que se espalharam nas principais cidades brasileiras, os governos do Rio de Janeiro e de São Paulo anunciaram, na noite desta quarta-feira (19), a redução das tarifas do transporte público.
Em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), anunciaram que o valor dos ônibus, metrô e trem voltarão a ser R$ 3 a partir da próxima segunda-feira (24), ante aos R$ 3,20 que atualmente são cobrados. Já a integração dos ônibus com o metrô e os trens da CPTM  (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltará a custar R$ 4,65 --hoje o valor é R$ 5.
Já no Rio de Janeiro, o aumento no valor das passagens de ônibus, metrô, trens e barcas também foi suspenso, segundo o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PMDB), que disse que a decisão foi combinada com o Estado vizinho. "Essa suspensão se dá em conjunto com o prefeito de São Paulo."

São Paulo

"Quero dizer que no caso do metrô e trem, nós vamos revogar o reajuste dado, voltando a tarifa original de R$ 3. É um sacrifício grande, vamos ter que cortar investimentos, porque as empresas não têm como arcar com esses custos", disse Alckmin ao anunciar a medida. "Esse debate vai ser feito com a sociedade, as implicações dessa medida. Esperamos a manutenção do espírito de democracia. Estaremos em diálogo com a população de São Paulo", afirmou Haddad.
A passagem do transporte coletivo em São Paulo foi reajustada de R$ 3 para R$ 3,20 no último dia 2. A inflação desde o último aumento nos ônibus da capital, em janeiro de 2011, foi de 15,5%, de acordo com o IPCA (índice oficial, calculado pelo IBGE). No caso do metrô e dos trens, o último reajuste ocorreu em fevereiro de 2012. Se optassem por repor toda a inflação oficial, a gestão Haddad teria de elevar a tarifa para R$ 3,47 e o governo de Geraldo Alckmin, para R$ 3,24.

Inicialmente, Alckmin e Haddad se mostraram irredutíveis e descartaram inclusive a hipótese de suspender, por 45 dias, o reajuste já aplicado nas tarifas. O prefeito afirmou ainda que uma possível diminuição implicaria em reduzir recursos destinados para outras áreas, como educação e saúde.
Os discursos, no entanto, começaram a mudar com a resistência dos manifestantes. No início desta semana, Haddad chegou a dizer que avaliava "algumas alternativas" para reduzir o valor das passagens.
Ontem, a ministra Gleisi Hoffmann afirmou que duas desonerações feitas pelo governo federal permitiam que os municípios, inclusive São Paulo, fizessem reajustes menores ou reduzissem o preço nos casos em que o reajuste já havia sido feito, com queda de 7,23%.
No entanto, Haddad "corrigiu" a informação da ministra e afirmou aoUOL que "o reajuste da tarifa de ônibus no município já foi feito com base nas desonerações do governo federal.
Nesta quarta, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não tem mais espaço para cortar impostos que incidem sobre as tarifas de transporte público no país. Segundo o ministro, "a parte mais salgada da conta já foi reduzida".
Em entrevista coletiva na manhã de hoje, Haddad disse que reduzir a tarifa de ônibus seria uma medida populista e que não iria tomar essa decisão se tivesse que retirar dinheiro de outras áreas do orçamento da capital paulista.

Resumo dos protestos dia-a-dia


 

Rio de Janeiro
No dia 1º de julho, a passagem de ônibus no Rio havia aumentado de R$ 2,75 para R$ 2,95, causando uma série de protestos pela cidade. O prefeito anunciou ainda que os aumentos no metrô (de R$ 3,20 para R$ 3,50), trens (de R$ 2,90 para R$ 3,10) e barcas (R$ 4,50 para R$ 4,80) também serão revogados.
"São R$ 200 milhões que têm que ser arcados pelo poder público. Arcar com esses recursos significa, sim, a escolha de prioridades. Serão R$ 200 milhões a menos investidos em outras áreas", afirmou o prefeito do Rio. A revogação nos valores valerá a partir de sexta-feira (21), quando a decisão deve ser publicada nos diários oficiais do município e do Estado.
Programados via redes sociais, os protestos que tomaram o Brasil na última segunda-feira (17) surpreenderam pelo tamanho e, em alguns locais, pela violência, caso do Rio de Janeiro, onde cem mil pessoas tomaram o centro da cidade e ao menos 31 ficaram feridas; dois manifestantes seguem internados devido a ferimentos causados por armas de fogo atribuídos à polícia.
Imagens mostram ainda policiais militares atirando para cima com fuzis. Em entrevista coletiva na terça, o coronel Frederico Caldas, porta-voz da Polícia Militar do Rio, afirmou que as imagens de policiais atirando para o alto com fuzis e revólveres durante o protesto demonstram que não havia "objetivo de atingir quem quer que seja". Segundo ele, apenas a perícia da Polícia Civil determinará se algum dos feridos por arma de fogo foi atingido por algum policial.
Belo Horizonte
Após três dias de protestos consecutivos, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), anunciou hoje também que enviará à Câmara dos Vereadores da cidade projeto de lei com intuito de reduzir o valor passagem de ônibus na capital mineira.
O último reajuste foi feito no final do ano passado, e o valor da passagem mais utilizada pelos usuários é a de R$ 2,80.
Segundo nota divulgada pela assessoria da prefeitura, o projeto conterá proposta de isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços) na incidência do custo do transporte coletivo. No entanto, não há informação sobre o valor da redução que seria alcançada com a nova medida.

Tags: Manifestação, Metro, Ônibus, Passe Livre, Tarifa, Transporte, Trem