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quinta-feira, 17 de julho de 2025

Empresa que ressuscita animais extintos anuncia projeto para trazer de volta ave gigante de mais de três metros de altura; entenda

 


Uma representação da maior espécie de moa, a moa gigante da Ilha Sul, que já chegou a atingir 3,6 metros de altura — Foto: (Cortesia da Colossal Biosciences via AP)

* * * Extraído do Portal G1 * * *

Link para a matéria original: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2025/07/11/empresa-que-ressuscita-animais-extintos-anuncia-projeto-para-trazer-de-volta-ave-gigante-de-mais-de-tres-metros-de-altura-entenda.ghtml 

Ave extinta há 600 anos pode voltar à vida com uso de edição genética. Empresa diz ter trazido de volta o lobo terrível e já criou camundongos com pelos de mamute.

 

Por Redação g1

 

A Colossal Biosciences, empresa que busca trazer de volta animais extintos há milhares de anos, anunciou um novo projeto de desextinção: a moa giganteA ave, considerada uma das maiores que já habitaram a Terra, está extinta há quase 600 anos.

Com mais de três metros de altura, a moa gigante é a ave mais alta que se tem registro. Por milhares de anos, o herbívoro sem asas viveu na Nova Zelândia, se alimentando de árvores e arbustos, até ser extinta com a chegada dos humanos.

Nesta semana, a Colossal anunciou que seu novo projeto pretende trazer o animal de volta. Para isso, a empresa recebeu um financiamento de mais de US$ 15 milhões — o equivalente a quase R$ 83 milhões.

O investimento veio de Peter Jackson, diretor da saga "O Senhor dos Anéis", que é colecionador de ossos de moa e apaixonado pela história da espécie.

 

O cineasta Peter Jackson, à esquerda, e o CEO da Colossal, Ben Lamm, seguram ossos da coleção de moas extintas de Jackson em Wellington. — Foto: Cortesia da Colossal Biosciences via AP

 

Como eles pretendem fazer isso?

No projeto, os cientistas vão analisar fósseis da ave gigante para coletar DNA. Na sequência, pretendem editar os genes de seus parentes vivos mais próximos, como a ema.

As aves geneticamente modificadas serão incubadas e, depois, soltas em "locais de renaturalização" fechados, segundo a empresa.

 

A Colossal, com sede no Texas, afirma que pretende ressuscitar a espécie extinta em um prazo de cinco a dez anos, em parceria com o Centro de Pesquisa Ngāi Tahu da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.

A ideia divide opiniões

Apesar do apoio local e cultural, a comunidade científica está dividida. O ecologista Stuart Pimm, da Universidade Duke, que não está envolvido no projeto, alerta para riscos ecológicos e logísticos.

“É possível devolver uma espécie à natureza depois de exterminá-la?”, questiona. “Acho extremamente improvável que consigam fazer isso de forma significativa. Este será um animal extremamente perigoso.”

Além dos desafios técnicos, há críticas éticas. Especialistas temem que projetos de “desextinção” tirem o foco da conservação de espécies atualmente ameaçadas. A Nova Zelândia, por exemplo, ainda enfrenta perda de biodiversidade causada por espécies invasoras e destruição de habitats.

Ainda assim, o projeto das moas tem despertado interesse popular e acadêmico no país. O arqueólogo maori Kyle Davis afirmou que o trabalho com Jackson e a Colossal “revigorou o interesse em examinar nossas próprias tradições e mitologia”. Em um dos sítios arqueológicos visitados pela equipe, em Pyramid Valley, há registros de arte rupestre retratando moas antes da extinção, ocorrida há cerca de 600 anos devido à caça excessiva.

Desextinção do lobo-terrível? Empresa diz ter dado vida a espécie extinta há 10 mil anos

Animais de volta à Terra após a extinção

Esse não é o primeiro anúncio da Colossal. Em abril deste ano, a empresa revelou a primeira desextinção de uma espécie: o lobo-terrível (dire wolf, em inglês).

Para trazê-lo de volta, a Colossal afirma ter usado edições genéticas derivadas do genoma do animal, reconstruído a partir de DNA antigo encontrado em fósseis com idades entre 11,5 mil e 72 mil anos.

Batizados de Rômulo e Remo, os dois primeiros filhotes nasceram em 1º de outubro de 2024. Já Khaleesi, o terceiro, nasceu em 31 de janeiro de 2025. As imagens só foram divulgadas em abril. (Veja a imagem acima)

Antes disso, em março, a empresa anunciou outro feito: a criação de um camundongo-lanoso. Os roedores foram modificados geneticamente com pelos semelhantes aos dos mamutes-lanosos, espécie extinta há cerca de quatro mil anos. (Veja a imagem abaixo)

Camundongo geneticamente modificado — Foto: Colossal Biosciences

Tags: Atualidades, Ciência, Colossal, Educação, G1, História, Informação

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Técnica pioneira contra câncer vai estar no SUS? Saiba como 4 novos pacientes serão decisivos no estudo



* * * Extraído do Portal G1 * * *

Terapia utilizada em homem de 64 anos com linfoma em fase terminal, deve ser reproduzida em mais quatro pacientes até o primeiro semestre do ano que vem. Pesquisa da USP-Fapesp criou método 100% brasileiro para aplicar técnica norte-americana CART-Cell, que ainda não tem data para ser disponibilizada na rede pública de saúde.

Por Fabio Manzano, G1
 

O tratamento que levou à remissão de um linfoma em fase terminal no mineiro Vamberto Luiz de Castro deverá ser aplicado em mais quatro pacientes até julho de 2020, afirma um dos pesquisadores do grupo responsável pela criação de técnica de terapia genética pioneira no país.
"Minha expectativa é que até o primeiro semestre de 2020 vamos ter realizado pelo menos mais 4 tratamentos compassivos", disse ao G1 o hematologista Eduardo M. Rego, que é pesquisador do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP), entidade que concentrou as pesquisas.

Eduardo M. Rego, que também é professor da Faculdade de Medicina da USP e coordena o setor de hematologia do grupo Oncologia D’OR, explica que os próximos passos para esta descoberta incluem ainda a realização de um estudo clínico, que deve durar dois anos e ter um grupo maior de pacientes – ele não define prazos, nem número de atendidos.
A expectativa é que, junto com o acompanhamento de Vamberto, os resultados que virão a ser obtidos com os próximos quatro pacientes também sirvam para guiar os os rumos do projeto.
"No estudo clínico é onde poderemos testar a eficácia e a segurança do tratamento. Tem que garantir que ele é eficaz e seguro, a partir daí podemos pleitear que essa estratégia seja incorporada ao SUS, mas aí vai entrar uma discussão de orçamento, que a gente não controla.", ressaltou Rego.
Se as etapas de estudos e pesquisas continuarem a se manter promissoras, o coordenador do CTC Dimas Tadeu Covas, avalia que o tratamento pode ser adotado em larga escala com adaptações nos laboratórios de produção.
“Os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”, afirma Covas.

Próximos passos

O primeiro paciente a estar “virtualmente” curado de um linfoma a partir desta técnica ainda segue em tratamento, com medicações e sessões de fisioterapia para reabilitação após 40 dias em que ficou internado. O mineiro Vamberto receberá o diagnóstico final de cura após cinco anos de acompanhamento da equipe médica.
O linfoma é um câncer que afeta as células do sistema linfático, que é uma parte importante do sistema imunológico, ou seja, o sistema de defesa do nosso organismo que ajuda a combater infecções. No linfoma, essas células passam a se proliferar de forma descontrolada.
Nos próximos meses, os pesquisadores esperam poder realizar mais quatro tratamentos no CTC. De acordo com o hematologista Eduardo M. Rego, todos serão feitos até o fim do primeiro semestre de 2020. Este passo será realizado apenas em formato compassivo, com pacientes que não tenham mais nenhuma opção de tratamento.
Após estes pacientes, o grupo pretende abrir um protocolo de pesquisa clínica que atenderá mais pacientes em um prazo de dois anos. Depois deste período é que apresentarão os resultados do estudo para a Anvisa, que irá decidir se o tratamento poderá ou não ser liberado no país em escala.



Manchas pretas no exame são tumores. O primeiro foi realizado há um mês, quando o paciente chegou ao hospital. Nesta semana, o resultado do exame mostra que a maioria das manchas desapareceu, e as que restam sinalizam a evolução da terapia. — Foto: Reprodução/Fantástico

100 % brasileira

Renato Luiz Cunha, outro dos responsáveis pelo estudo, explicou ao G1 que a terapia genética consegue modificar células de defesa do corpo para atuarem em combate às que causam o câncer.
"As células vão crescer no organismo do paciente e vão combater o tumor", disse Cunha. "E desenvolvemos uma tecnologia 100% brasileira, de um tratamento que nos EUA custa mais de R$ 1 milhão. Esperamos que ela possa ser, no futuro, acessível a todos os pacientes do SUS."
O tratamento ainda não está liberado na rede pública ou privada de saúde, por isso, Cunha explicou que, para que o estudo pudesse ter atendido a um paciente no hospital universitário, seu encaminhamento foi aprovado por uma comissão de ética.
Um porta-voz do Ministério da Saúde disse ao G1 que a pasta não comenta sobre pesquisas em andamento, mas explicou que antes de ser disponibilizado na rede SUS, o tratamento precisa passar "por uma série de comissões" que avaliam os riscos e a segurança dos pacientes e tem que ser aprovado pela Anvisa.

Tratamento complexo

Dimas Tadeu Covas, que coordena o Centro de Terapia Celular do HC de Ribeirão, disse ao G1 que o procedimento poderá ser reproduzido em outros centros de excelência do país, mas não dá datas. Isso porque, segundo ele, depende de laboratórios controlados com infraestrutura adequada.
"Devido à complexidade do tratamento, ele também só pode ser feito em unidades hospitalares com experiência em transplante de medula óssea", disse o pesquisador. "Isso porque, durante o processo, a imunidade é comprometida. O paciente tem que ficar isolado, não pode ficar exposto. Não são todos os hospitais que podem fazer esse tipo de tratamento. Além disso a terapia tem efeitos colaterais."
A resposta imune progressiva pode causar febres altas, náuseas e dores musculares. Os pesquisadores não eliminam o risco de morte, e reconhecem que a forte baixa no sistema imunológico traz um potencial fatal para alguns pacientes.

Terapia genética

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Tags:  Brasil, Câncer Ciência, Esperança, G1, Mundo, Saúde

terça-feira, 31 de maio de 2016

Encontrada múmia de uma das mulheres mais importantes do Egito Antigo


* * * Extraído do Portal UOL * * *

EFENo Cairo
31/05/201610h07

Arqueólogos espanhóis descobriram a múmia de Sattjeni, uma dama da nobreza que era "a guardiã do sangue dinástico", na cidade egípcia de Assuão, explicou à Agência Efe o chefe da missão, Alejandro Jiménez.
A múmia de Sattjeni, "filha, esposa e mãe de governadores", segundo Jiménez, foi achada dentro de dois sarcófagos de madeira na necrópole de Qubbet el-Hawa, no Vale dos nobres, que é escavada pela equipe espanhola desde 2008.

Esta dama da dinastia 12 do Império Médio foi a mãe dos principais governadores de Elefantina, Heqaib III e Amaney-Seneb, que dirigiram a região entre 1810 e 1790 a.C.
O diretor do departamento de Antiguidades egípcio, Mahmoud Afifi, garantiu em comunicado que Sattjeni era além disso filha do emir Sarenput II e "uma das principais personalidades da época".





Para Jiménez, a importância do achado -feito em 5 de março - está em que esta família estava "bem abaixo do faraó" Amenemhat III (1800-1775 a . C.) na hierarquia de Assuão.
A múmia tem o rosto coberto por uma máscara policromada, detalhou o arqueólogo espanhol.
Os sarcófagos, de madeira de cedro do Líbano, estão talhados e apresentam escrituras hieroglíficas que permitiram identificar Sattjeni e datar a tumba.
O caixão interior se encontra em "bom estado de conservação", acrescentou em seu comunicado o responsável de Antiguidades egípcio.


Tags: Ciência, Educação, Múmias, UOL

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Fenômeno da "lua azul" poderá ser visto nesta sexta-feira



* * * Extraído do Portal UOL * * *

O fenômeno da "lua azul", algo que acontece aproximadamente a cada três anos e que não voltará a ocorrer até janeiro de 2018, poderá ser visto no céu na noite de sexta-feira (31), o último dia do mês julho.
Como lembra o Observatório Naval dos Estados Unidos em seu site, o fenômeno da "lua azul" acontece quando há uma segunda lua cheia dentro de um mesmo mês do calendário.
Cada ciclo lunar dura aproximadamente 28 dias, por isso, quando a lua cheia acontece no início do mês, é provável que haja uma segunda no final. Isso é o que vai ocorrer neste mês de julho, que teve sua primeira lua cheia no dia 2 e terá uma segunda, a "azul", nesta sexta-feira, dia 31.
O fenômeno se chama "lua azul", mas o astro não será visto nessa cor, mas em tons de cinza, branco e prateado, os que normalmente se veem na superfície do satélite natural da Terra.
Segundo os especialistas, a lua apresentou a cor azul em muito poucas ocasiões, por efeito de pó, cinza ou fumaça na atmosfera da Terra devido a grandes erupções vulcânicas e incêndios florestais.
A última "lua azul" ocorreu no dia 31 de agosto de 2012.
Envie suas melhores imagens!
Queremos receber suas melhores fotos da Lua Azul. Assim que ela aparecer no céu, clique a lua e envie para o Whatsapp da redação do UOL Notícias. O número é  (11) 97500-1925. As melhores imagens serão publicadas.
Tags: Ciclo lunar, Ciência, Curiosidades, Lua azul, UOL

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Lâmpada incandescente de 60 watts deixa de ser vendida em 1º de julho



Já as de 25 e 40 watts deixarão de ser vendidas em julho de 2016.
Opções são mais caras, mas gastam menos energia e duram mais.

* * * Extraído do Portal G1 * * *
Do G1, em São Paulo
26/06/2015 06h00 - Atualizado em 26/06/2015 08h33

O consumidor não encontrará mais as lâmpadas com filamento incandescente de 60 watts para comprar a partir de 1º de julho. Já as de 25 e 40 watts deixarão de ser produzidas em 30 de junho, mas poderão ser comercializadas apenas por mais um ano. As lâmpadas incandescentes acima de 75W e 100W deixaram de ser comercializadas em 30 de junho de 2014.



A mudança atende a cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial 1007 dos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, de dezembro de 2010, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização das lâmpadas incandescentes de uso geral em território brasileiro.
O consumidor tem três opções de lâmpadas domésticas: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas incandescentes halógenas e lâmpadas LED. Apesar de mais caras que a incandescente, gastam menos energia e duram mais.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), outra alternativa é substituir o soquete de rosca e instalar conjuntos (luminárias e fontes de luz) mais eficientes como, por exemplo, luminárias com lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas e luminárias com LEDs.
A mudança leva em conta a eficiência energética, principalmente no momento em que o Brasil atravessa uma escassez de chuvas que deixa os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis críticos. "O consumidor brasileiro se adaptou na crise energética de 2001 quando passou a consumir mais fluorescentes compactas do que incandescentes", diz Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux.

De acordo com a Abilux, as fluorescentes compactas são quatro a cinco vezes mais eficientes do que as incandescentes, economizam cerca de 70 a 80% de energia para produzir o mesmo volume de luz e têm uma vida de 6 a 10 vezes maior. Já as lâmpadas LED têm uma eficiência de 80 a 90% superior às incandescentes e uma vida de 25 a 30 vezes maior. As incandescentes halógenas têm uma eficiência cerca de 20% maior e cerca do dobro de vida.

Lâmpadas fluorescentes compactas têm uma vida mediana superior a 6 mil horas, lâmpadas a vapor de sódio em alta pressão chegam a uma vida mediana de 32 mil horas e lâmpadas LED podem chegar a uma vida útil superior a 50 mil horas.


Tags: Ciência, Economia, G1, Tecnologia

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Satélite perdido da NASA faz seu primeiro contato com a Terra em 17 anos


* * * Extraído do Portal UOL * * *

Por: Kelsey Campbell-Dollaghan
30 de maio de 2014 às 9:38


É oficial: o ISEE-3, um satélite lançado há 36 anos que a NASA deixou para morrer há mais de uma década, voltou a fazer contato com a humanidade. Um grupo de voluntários – que arrecadou quase US$ 160.000 para controlar o ISEE-3 – estabeleceu contato bidirecional com o pequeno satélite.

O contato foi feito pelo Observatório de Arecibo em Porto Rico, onde cientistas colaboraram com uma rede mundial de fãs do espaço para financiar e realizar o projeto.

O que acontece daqui para a frente? "Ao longo dos próximos dias e semanas, nossa equipe irá fazer uma avaliação do status geral do satélite, e aperfeiçoar as técnicas necessárias para ativar seus motores e trazê-lo de volta para uma órbita próxima à Terra", explica a equipe Reboot em um comunicado triunfante.
Na semana passada, a NASA autorizou oficialmente a equipe a fazer contato com o ISEE-3, lançado em 1978 para estudar a relação entre Terra e Sol. Ele realizou diversas missões até 1997, quando a NASA parou de contatá-lo.


Uma década depois, a agência descobriu que o ISEE-3 ainda estava funcionando, mas não poderia levá-lo a novas missões, pois a antena na Terra que se comunicava com ele foi removida. A NASA não tem orçamento o suficiente para perseguir esse projeto.

Por isso, a equipe Reboot de cientistas – vindos da SkyCorp, SpaceRef, Space College Foundation e outros – se prontificaram a usar outra antena e a reconstruir o software dos anos 70 usado para se comunicar com o ISEE-3. Eles arrecadaram US$ 159.602 em uma campanha de crowdfunding no RocketHub, e fecharam um acordo com a NASA para controlar o satélite.

Isto pode indicar um futuro diferente para a indústria espacial: em vez de ficar nas mãos de agências governamentais, ela passaria para a iniciativa privada – Elon Musk e seu SpaceX estão aí para mostrar isso – e também para cientistas e engenheiros independentes.

Nos próximos anos, outras espaçonaves da NASA vão ficar obsoletas e talvez sejam abandonadas, enquanto o orçamento da agência não deve crescer muito até lá. Quem assumirá o controle?
Agora vem a parte divertida: fazer o ISEE-3 voltar a analisar o espaço. Sua missão ainda é "estudar a física do vento solar" e também ficar de olho em cometas. [Reboot Project]

Tags: Ciência, Espaço, Nasa, Satélite, UOL

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Morre Solitário Jorge, última tartaruga de sua espécie em Galápagos


* * * Extraído do Portal UOL * * *
O Solitário Jorge, a última tartaruga gigante de sua espécie que habitava as ilhas Galápagos, morreu neste domingo depois de infrutíferas tentativas para que se reproduzisse, informou a reserva ecológica equatoriana.

O animal, único sobrevivente da espécie "Geochelone abigdoni", com idade estimada de mais de 100 anos, foi encontrada sem vida no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, informou o Parque Nacional Galápagos (PNG) em um comunicado.

"Com a morte desta tartaruga se extingue a espécie da ilha Pinta", de onde era originária, lamentou o PNG, que em 1993 submeteu Jorge a um processo de reprodução mal sucedido.

O PNG anunciou que em "homenagem" ao Solitário Jorge realizará um seminário internacional, em julho, para elaborar uma estratégia de manejo das populações de tartarugas nos próximos dez anos com a finalidade de obter sua restauração.

Tags: Ciência, Noticias, UOL

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Especialistas dos EUA aprovam pílula preventiva contra Aids


* * * Extraído do Portal UOL * * *
Consultores sanitários dos Estados Unidos recomendaram nesta quinta-feira a adoção da droga Truvada como a primeira pílula preventiva contra a Aids.
O Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais, que assessora a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou por 19 votos contra 3 a prescrição do Truvada para homens homossexuais HIV-negativos, e por 19 votos a 2 (uma abstenção) receitar a droga para cônjuges não infectados cujos parceiros têm Aids.

O Truvada atualmente está disponível como tratamento para soropositivos em combinação com outras drogas antirretrovirais e a FDA o aprovou em 2004. A fabricante de medicamentos Gilead Sciences Inc., da Califórnia, apresentou uma solicitação para poder comercializá-lo com objetivos de prevenção.

Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga, fabricada pela Gilead Sciences, ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%.

Mas críticos observam que a pílula é cara - custa até US$ 14 mil ao ano - e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de Aids.

Os dados usados provêm principalmente do Estudo de Prevenção do HIV iPrEx, pesquisa realizada entre julho de 2007 e dezembro de 2009 em seis países: Brasil, Equador, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

O estudo foi realizado com 2.499 homens homossexuais, inclusive 29 transexuais, com idades entre 18 e 67 anos, sexualmente ativos, mas não infectados com o vírus causador da Aids.

Os participantes foram selecionados ao acaso para tomar uma dose diária de Truvada - combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 milligramas de tenofovir disoproxil fumaratoo - ou um placebo.

Aqueles que tomaram o novo medicamento com regularidade tiveram uma incidência quase 73% menor de infecções. Em todo o estudo, incluindo aqueles que não fizeram um uso tão seguido do Truvada, houve 44% menos infecções do que entre aqueles que tomaram o placebo.

O método de ingestão do medicamento antes da potencial exposição ao HIV é denominado profilaxia pré-exposição (PrEP).

Depois da publicação do estudo no periódico New England Journal of Medicine, alguns especialistas saudaram os resultados, denominando-os de uma virada de mesa e a primeira demonstração de que um medicamento oral já aprovado poderia reduzir a probabilidade de infecções por HIV.

No entanto, outros alertaram para os riscos de se depender nas pessoas - particularmente naquelas que já tiveram comportamentos de risco - em ingerir uma pílula diária.

"Poderá haver um aumento do risco para os homens que, acreditando falsamente estar 100% protegidos, parassem de usar preservativos. Uma redução no uso do preservativo significaria um risco maior de transmissão e disseminação de um vírus resistente a medicamentos", alertou em um comunicado a Aids Healthcare Foundation.

"Os 44% que se beneficiaram do Truvada no estudo iPrex foram aconselhados mensalmente e fizeram exames frequentes para detectar infecções sexuais, algo que não é verossímil no mundo real", acrescentou.

Os homens homossexuais representam mais da metade dos 56 mil novos casos de HIV nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

Uma análise do custo e benefício, realizada no mês passado por especialistas da Universidade de Standford, sugeriu que o medicamento seria financeiramente viável entre homens gays com cinco parceiros ou mais ao ano, mas seria proibitivamente caro se promovido para todos os homossexuais masculinos.
Tags: Aids, Ciência, Notícias, Saúde, UOL

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tempestade solar chega à Terra hoje e pode afetar equipamentos


* * *Extraído do Portal G1 * * *

Nuvem de partículas expelidas pelo Sol atinge 7,2 milhões de km/h.
Fenômeno pode afetar comunicação, rede elétrica, transporte aéreo e GPS.
Da Reuters
Uma forte tempestade geomagnética originária do Sol deve chegar nesta quinta-feira (8) à Terra. O fenômeno pode afetar redes elétricas, transportes aéreos e aparelhos de GPS e de comunicações, segundo especialistas norte-americanos.
A tempestade - uma gigantesca nuvem de partículas expelidas pelo Sol a cerca de 7,2 milhões de km/h - foi provocada por duas erupções solares, de acordo com os cientistas.
Essa é provavelmente a mais violenta tempestade solar em quase seis anos, superando uma semelhante no final de janeiro, segundo Joseph Kunches, um meteorologista espacial que trabalha na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A perturbação solar, segundo Kunches, tem três estágios, dos quais dois já estão afetando a Terra.
Primeiro, duas labaredas solares, movendo-se quase à velocidade da luz, chegaram à Terra, na noite de terça-feira (6). Elas podem afetar transmissões de rádio.
Em seguida, a radiação solar atingiu, na quarta-feira (7), o campo magnético terrestre, com possível impacto sobre o tráfego aéreo, especialmente perto dos polos. Satélites e astronautas em caminhadas espaciais também estão sujeitos aos efeitos dessa fase, que pode durar vários dias.
Finalmente, a nuvem de plasma emitida pela ejeção de massa coronal - que é basicamente um pedaço grande da atmosfera solar - deve chegar na manhã de quinta à Terra.
Essa fase pode afetar o funcionamento de redes elétricas, satélites, GPSs de alta precisão usados em operações petrolíferas e agrícolas, segundo os cientistas.
O GPS comum, como o dos carros, não deve ser afetado, segundo Doug Biesiecker, da NOAA.
Kunches disse que o componente geomagnético da tempestade pode se antecipar um pouco por ocorrer logo depois de uma tempestade anterior, que saiu do Sol no domingo (4) e está atualmente castigando a magnetosfera terrestre. "Quando você já teve uma tempestade de ejeção de massa coronal, às vezes a próxima tempestade de ejeção de massa coronal é mais rápida em chegar aqui", disse Kunches.
As tempestades podem produzir auroras polares. No Hemisfério Norte, o fenômeno poderia ser visto até em latitudes médias, como em Nova York.
Cientistas dizem que o Sol está numa fase de atividade ascendente no seu ciclo de 11 anos, e o pico está previsto para 2012.

Tags: Ciência, G1, Notícias, Sol