Sobem os casos de mpox no Brasil — Foto: Reprodução
* * * Extraído do Portal G1 * * *
O
Brasil já registrou 88 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados
atualizados pelo Ministério da Saúde. Outros dois casos estão em
investigação. O número praticamente dobrou em poucos dias:
em 20 de fevereiro, eram 48 casos confirmados no país.
Apesar
do aumento recente, não há registro de mortes neste ano. De acordo com a pasta,
a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados da doença.
Em
2025, foram confirmados 1.079 casos e duas mortes no Brasil. No mesmo período
do ano passado, o país tinha 215 casos registrados.
A maior parte das infecções em 2026 foi registrada em
São Paulo, com 62 confirmações. Os demais casos estão distribuídos em:
·15 no Rio de Janeiro
·4 em Rondônia
·3 em Minas Gerais
·2 no Rio Grande do Sul
·1 no Distrito Federal
·1 no Paraná
O Ministério da Saúde
informou que segue monitorando a situação e atuando em conjunto com as
vigilâncias epidemiológicas estaduais.
O que é mpox
A mpox é uma doença viral
causada pelo vírus monkeypox, da mesma família da varíola. A transmissão ocorre
principalmente por contato próximo com lesões de pele, fluidos corporais,
gotículas respiratórias ou objetos contaminados.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, ínguas e
lesões na pele, que podem surgir no rosto, mãos, pés, genitais e outras partes
do corpo.
Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve e
autolimitada, mas pessoas com imunidade comprometida podem ter maior risco de
complicações.
Tags: Atualidades, Epidemia,
Final dos tempos, G1, Ministério da Saúde, Mpox, Notícias, Saúde
Movimentação de pessoas na Rua 25 de Março, região central de
São Paulo, na manhã de sábado (20) — Foto: Bruno Rocha/Estadão Contrúdo
* * * Extraído do Portal G1 * * *
Fiscalização será feita pelas Vigilâncias Sanitárias municipais.
Órgão também vai multar em R$ 5 mil estabelecimentos comerciais com pessoas sem
máscaras.
Por Tatiana Santiago e Renata Bitar*, G1 SP —
São Paulo
O governador João Doria (PSDB)
anunciou na tarde desta segunda (29) que as pessoas que forem flagradas sem
máscaras em áreas públicas serão multadas no valor de R$ 500 a partir de
quarta-feira (1º). Neste caso, a fiscalização terá o apoio das prefeituras municipais.
"O governo do estado de São Paulo, com o apoio das
prefeituras municipais, estabelece uma multa para pessoas físicas flagradas sem
máscara em espaços públicos, a multa é de R$ 500", disse.
A pessoa física que desrespeitar a determinação terá que
apresentar seus documentos para a emissão da multa. E, em caso de resistência,
a PM poderá ser acionada. "A responsabilidade é da Vigilância Sanitária
dos estados e dos municípios. Se houver necessidade, a vigilância poderá
recorrer à Polícia Militar o Guarda Civil Municipal", declarou Doria.
Também será aplicada multa no valor de R$ 5 mil aos
estabelecimentos comerciais que estiverem com pessoas sem máscaras. A
fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária. O estabelecimento deverá
fornecer máscara para permitir a entrada dos clientes que não estiverem usando.
"Estabelecimentos comerciais, de qualquer tamanho, que a
partir do dia 1º de julho no estado de São Paulo forem flagrados pela
Vigilância Sanitária com a presença de pessoas sem a utilização de máscaras
serão multados em R$ 5 mil por pessoa e por vez. Se tiverem dez pessoas, serão
dez multas sucessivas, se tiverem 20 pessoas serão 20 multas sucessivas",
afirmou o governador.
De acordo com ele, o valor
integral arrecadado com as multas aplicadas será destinado ao programa Alimento
Solidário, para a aquisição das cestas e distribuição às pessoas em estado de
pobreza e extrema pobreza.
No início de maio, o governo do estado já tinha publicado um decreto
que determinava o uso geral e obrigatório de máscaras nas 645 cidades paulistas por
tempo indeterminado para o combate à pandemia do coronavírus. Segundo o
decreto, os infratores poderiam receber multa de R$ 276 a R$ 276 mil, ou até
ser punido com pena de um a quatro anos de detenção. No entanto, no período,
nenhum estabelecimento foi multado. Desde então, os locais receberam apenas
orientações.
Na capital paulista, 97% da população utiliza máscaras durante a
pandemia do coronavírus e, no estado, 93% da população, segundo Doria.
A diretora técnica Christina Megid, da Vigilância Sanitária
estadual, disse que foram feitas 18 mil fiscalizações para orientar os
estabelecimentos comerciais e a população também pode denunciar o
descumprimento da determinação do uso das máscaras. "Quando observar que
exista algum estabelecimento, algum lugar que não esteja cumprindo, nós temos
um canal de denúncia, que é o 08007713541, gostaríamos que quem observar o
descumprimento de qualquer legislação de proteção à saúde neste momento fizesse
a denúncia. Que a população fosse também um grande fiscal aliado também ao
estado", orientou ela.
No entanto, Christina Megid afirmou que a Vigilância Sanitária continua
orientando os estabelecimentos. “A gente já visitou inúmeros estabelecimentos,
se você volta e continua não cumprindo a legislação, com certeza será penalizado.
Em relação aos restaurantes, acho que nós temos que ter bom senso, pois no
momento de comer ele vai ter que retirar.”
Já o número de mortes causadas pelo novo coronavírus chegou a 14.398,
aumento de 60 óbitos.
As novas confirmações informadas não significam, necessariamente, que as
mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas
no sistema neste período. Os números costumam ser menores no final de semana e
às segundas-feiras, devido ao atraso nas notificações nestes dias.
O recorde de casos no estado ocorreu na última sexta-feira (26) com
9.921 confirmações. Foi o terceiro dia consecutivo que os casos registrados nas
últimas 24 horas bateram recorde.
Nesta segunda, o número de pacientes internados caiu para 13.033, sendo
5.336 em UTI e 7.697 em enfermaria. No domingo, eram 14.113, sendo 8.387 em
enfermaria e 5.726 em leitos de UTI.
Já a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados para pacientes com
Covid-19 caiu para 65% no estado e para 66,6% na Grande São Paulo. No domingo,
as taxas eram de 67,2% na Grande São Paulo e 65,3% no estado.
Movimentação na região do Brás, no centro de São Paulo (SP), nesta
quarta-feira (10), no primeiro dia de reabertura do comércio de rua. — Foto:
Mineto/Futura Press/Estadão Conteúdo
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* Extraído do Portal G1 * * *
Prefeitura
autorizou que estabelecimentos da capital paulista operem a partir desta
quarta, entre 11h e 15h. Protocolo também prevê normas de higiene e testagem de
funcionários.
Por
G1 SP — São Paulo
10/06/2020 11h22 Atualizado há
28 minutos
O comércio
de rua em São Paulo reabriu às 11h desta quarta-feira (10), após mais de dois
meses fechado por conta das medidas de isolamento social impostas para conter o
avanço do coronavírus na cidade.
A retomada
faz parte do plano de flexibilizações anunciado pelo governo do estado e
prefeitura no final de maio.
Nesta
terça-feira (9), o prefeito Bruno Covas autorizou a reabertura das lojas de rua
e das imobiliárias da capital paulista com horário de funcionamento reduzido.
Os
estabelecimentos poderão funcionar pelo período de 4 horas por dia, sempre
entre 11h e 15h. Além disso, terão de seguir as normas de higiene recomendadas
pelas autoridades de saúde para evitar o risco de contágio e de propagação do
vírus.
Segundo
Covas (PSDB), o acordo com os representantes dos shoppings centers deve ser assinado nesta
quarta-feira, para que os estabelecimentos voltem a funcionar na quinta.
Para dar
conta da demanda de movimentação de passageiros na cidade neste primeiro dia de
reabertura do comércio, a SPTrans prometeu colocar nas ruas 92% da frota de ônibus da cidade em operação,
com 11.800 coletivos circulando pela capital
·Comércio de rua e
imobiliárias poderão abrir
a partir desta quarta (10) pelo período de 4h e fora do
horário de pico;
·Shoppings poderão reabrir a partir de quinta (11) e terão que
escolher entre duas opções de funcionamento 6h às 10h ou das
16h às 20h, com público limitado a 20%;
·Todos os
estabelecimentos deverão seguir regras de higiene e segurança.
Além de
cuidados com saúde, como distanciamento social e uso de álcool gel, as lojas
vão ter um limite de horário de funcionamento de quatro horas. O comerciante
poderá escolher o horário de abertura, desde que seja fora do horário de pico.
Os shoppings vão reabrir a partir de quinta também com
limite de funcionamento. Ou abrem de 6h às 10h ou das 16h às 20h. O horário da
manhã é uma reivindicação dos shoppings populares. Os shoppings maiores devem
funcionar no segundo horário.
Haverá limite
também de pessoas. Nenhum deles poderá receber mais do que 20% da capacidade de
público.
O protocolo
assinado também determina que os estabelecimentos permitam que os funcionários
com filhos pequenos sejam mantidos em trabalho remoto, ou que busquem formas
alternativas de manter os empregos.
A
Associação Brasileira de Shoppings não gostou do período restrito de
funcionamento. "Nós entendemos que esse período de reabertura deve ser
feito com cautela, com todos os cuidados, mas nosso entendimento é que talvez
um período um pouco maior, fosse mais adequado para fazer com que o fluxo fosse
mais adequado no shopping", afirmou o presidente da entidade, Glauco
Humai.
O governo
de São Paulo considera que as restrições são necessárias para que os municípios
não retrocedam de fase e tenha que fechar as atividades não essenciais outra
vez.
"A
fase laranja é uma fase de controle, a retomada prevê evitar consumo local, por
isso que são setores que envolvem e permitem minimizar o contato. O isolamento
social ainda é a principal recomendação para a população. Isso é fundamental
para que essa retomada seja bem sucedida e em municípios que isso não
acontecer, a gente vai eventualmente precisar retroceder nas fases e temos os
mecanismos para que isso aconteça", afirmou a secretária de
Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.
Flexibilização da quarentena
Os setores
fazem parte de uma lista de cinco que foram autorizados a funcionar, com
restrições, na fase 2-Laranja da quarentena, que está em vigor em algumas
regiões do estado, incluindo a capital, desde 1° de junho.
Nessas
propostas, os setores informam como vão retomar o funcionamento garantindo a
segurança de funcionários e clientes.
Pelo plano
apresentado pelo governo de São Paulo, as regiões do estado são classificadas
da seguinte forma:
·Alerta máximo
(vermelho)
·Controle (laranja)
·Flexibilização
(amarelo)
·Abertura parcial
(verde)
·Normal controlado
(azul)
De
acordo com a fase cada região pode liberar a abertura de diferentes setores da
economia fechados pela quarentena.
A classificação de cada região leva em consideração uma série de
critérios, entre eles, taxa de ocupação de UTIs e total de leitos a cada 100
mil habitantes.
De acordo com o governo, uma região só pode passar a um maior
relaxamento após 14 dias. A reavaliação só ocorrerá em período menor caso haja
informações relevantes que exijam, excepcionalmente, uma revisão.
Tags: Atualidades, Comércio,
Covid-19, Economia, G1, Notícias, Pandemia, São Paulo, Saúde
Jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL vão coletar nas
secretarias de Saúde, e divulgar em conjunto, números sobre mortes e
contaminados, em razão das limitações impostas pelo Ministério da Saúde.
Por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL
08/06/2020 10h00 Atualizado há
4 horas
Em resposta à
decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a
pandemia de Covid-19, os veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de
S.Paulo e UOL decidiram formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa
para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.
Em uma iniciativa inédita, equipes de todos os
veículos vão dividir tarefas e compartilhar as informações obtidas para que os
brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados
pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado
positivo para o novo coronavírus. O balanço diário será fechado às 20h.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde,
deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de
autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos
dados e sua precisão.
Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na
publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos
dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro
Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as
22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e
veículos impressos. “Acabou
matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro,
em tom de deboche, ao comentar a mudança.
A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O
portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi
retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de
mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos
“novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram
os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo.
Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de
tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que
alimentavam outras iniciativas de divulgação.
Entre os itens que
deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação
e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por
semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana
epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana
epidemiológica.
Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a
informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes,
divulgados no intervalo de poucas horas.
Em razão dessas omissões, a parceria entre os
veículos de comunicação vai coletar os números diretamente nas secretarias
estaduais de Saúde. Cada órgão de imprensa divulgará o resultado desse
acompanhamento em seus respectivos canais. O grupo vai chamar a atenção do
público se não houver transparência e regularidade na divulgação dos dados
pelos estados.
"A missão do jornalismo é informar. Em que pese
a disputa natural entre veículos, o momento de pandemia exige um esforço para
que os brasileiros tenham o número mais correto de infectados e óbitos”, afirma
Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo da Globo (TV Globo, GloboNews e G1). “Face à postura do Ministério da Saúde, a
união dos veículos de imprensa tem esse objetivo: dar aos brasileiros um número
fiel."
"Numa sociedade organizada como a brasileira, é
praticamente impossível omitir ou desfigurar dados tão fundamentais quanto o
impacto de uma pandemia. Com essa iniciativa conjunta de levantamento de dados
com os estados, deixamos claro que a imprensa não permitirá que nossos leitores
fiquem sem saber a extensão da Covid-19 “, afirma Sérgio Dávila, diretor de
Redação da Folha.
“Neste momento crucial, deixamos nossa concorrência
de lado por um bem comum: levar à sociedade o dado mais preciso possível sobre
a pandemia. Essas informações orientam as pessoas e as políticas públicas. Sem
elas, o país mergulha em um voo cego. O jornalismo cumprirá seu papel”, afirma
Alan Gripp, diretor de Redação de O Globo.
“É nossa responsabilidade cotidiana transmitir
informações confiáveis para a sociedade. E, agora, no momento mais agudo da
pandemia, precisamos assegurar à população o acesso a dados corretos o mais
rápido possível, custe o que custar”, diz Murilo Garavello, diretor de Conteúdo
do UOL.
“É triste ter que produzir esse levantamento para
substituir uma omissão das autoridades federais. Transparência e honestidade
deveriam ser valores inabaláveis na gestão dessa pandemia. Vamos continuar
cumprindo nossa missão, que é informar a sociedade”, afirma João Caminoto, diretor
de Jornalismo do Grupo Estado.
"O jornalismo tem a missão de levar à população
os números mais precisos sobre a pandemia. É fundamental conhecer a real
extensão dos fatos. Esses dados são decisivos para que as pessoas saibam como
agir nesse momento tão difícil", destaca Humberto Tziolas, diretor de
Redação do Extra.
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Terapia utilizada em homem
de 64 anos com linfoma em fase terminal, deve ser reproduzida em mais quatro
pacientes até o primeiro semestre do ano que vem. Pesquisa da USP-Fapesp criou
método 100% brasileiro para aplicar técnica norte-americana CART-Cell, que
ainda não tem data para ser disponibilizada na rede pública de saúde.
Por Fabio Manzano, G1
18/10/2019
06h00 Atualizado há
3 horas
O tratamento que levou à remissão de um linfoma em fase terminal
no mineiro Vamberto Luiz de Castro deverá ser aplicado em mais quatro pacientes
até julho de 2020, afirma um dos pesquisadores do grupo responsável pela
criação de técnica de terapia
genética pioneira no país.
"Minha
expectativa é que até o primeiro semestre de 2020 vamos ter realizado pelo
menos mais 4 tratamentos compassivos", disse ao G1 o
hematologista Eduardo M. Rego, que é pesquisador do Centro de Terapia Celular
(CTC-Fapesp-USP), entidade que concentrou as pesquisas.
Eduardo M. Rego, que também é professor da Faculdade de Medicina
da USP e coordena o setor de hematologia do grupo Oncologia D’OR, explica que
os próximos passos para esta descoberta incluem ainda a realização de um estudo
clínico, que deve durar dois anos e ter um grupo maior de pacientes – ele não
define prazos, nem número de atendidos.
A
expectativa é que, junto com o acompanhamento de Vamberto, os resultados que
virão a ser obtidos com os próximos quatro pacientes também sirvam para guiar
os os rumos do projeto.
"No
estudo clínico é onde poderemos testar a eficácia e a segurança do tratamento.
Tem que garantir que ele é eficaz e seguro, a partir daí podemos pleitear que
essa estratégia seja incorporada ao SUS, mas aí vai entrar uma discussão de
orçamento, que a gente não controla.", ressaltou Rego.
Se as etapas
de estudos e pesquisas continuarem a se manter promissoras, o coordenador do
CTC Dimas Tadeu Covas, avalia que o tratamento pode ser adotado em larga escala
com adaptações nos laboratórios de produção.
“Os
investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são de pequena
monta, da ordem de R$ 10 milhões”, afirma Covas.
Próximos
passos
O primeiro paciente a estar “virtualmente” curado de um linfoma a
partir desta técnica ainda segue em tratamento, com medicações e sessões de
fisioterapia para reabilitação após 40 dias em que ficou internado. O mineiro
Vamberto receberá o diagnóstico final de cura após cinco anos de acompanhamento
da equipe médica.
O linfoma é
um câncer que afeta as células do sistema linfático, que é uma parte importante
do sistema imunológico, ou seja, o sistema de defesa do nosso organismo que
ajuda a combater infecções. No linfoma, essas células passam a se proliferar de
forma descontrolada.
Nos próximos
meses, os pesquisadores esperam poder realizar mais quatro tratamentos no CTC.
De acordo com o hematologista Eduardo M. Rego, todos serão feitos até o fim do
primeiro semestre de 2020. Este passo será realizado apenas em formato compassivo,
com pacientes que não tenham mais nenhuma opção de tratamento.
Após estes
pacientes, o grupo pretende abrir um protocolo de pesquisa clínica que atenderá
mais pacientes em um prazo de dois anos. Depois deste período é que
apresentarão os resultados do estudo para a Anvisa, que irá decidir se o
tratamento poderá ou não ser liberado no país em escala.
Manchas pretas no exame são
tumores. O primeiro foi realizado há um mês, quando o paciente chegou ao
hospital. Nesta semana, o resultado do exame mostra que a maioria das manchas
desapareceu, e as que restam sinalizam a evolução da terapia. — Foto: Reprodução/Fantástico
100
% brasileira
Renato Luiz Cunha, outro dos responsáveis pelo estudo, explicou ao G1 que a
terapia genética consegue modificar células de defesa do corpo para atuarem em
combate às que causam o câncer.
"As
células vão crescer no organismo do paciente e vão combater o tumor",
disse Cunha. "E desenvolvemos uma tecnologia 100% brasileira, de um
tratamento que nos EUA custa mais de R$ 1 milhão. Esperamos que ela possa ser,
no futuro, acessível a todos os pacientes do SUS."
O tratamento
ainda não está liberado na rede pública ou privada de saúde, por isso, Cunha
explicou que, para que o estudo pudesse ter atendido a um paciente no hospital
universitário, seu encaminhamento foi aprovado por uma comissão de ética.
Um porta-voz
do Ministério da Saúde disse ao G1 que a
pasta não comenta sobre pesquisas em andamento, mas explicou que antes de ser
disponibilizado na rede SUS, o tratamento precisa passar "por uma série de
comissões" que avaliam os riscos e a segurança dos pacientes e tem que ser
aprovado pela Anvisa.
Tratamento
complexo
Dimas Tadeu Covas, que coordena o Centro de Terapia Celular do HC
de Ribeirão, disse ao G1 que o procedimento
poderá ser reproduzido em outros centros de excelência do país, mas não dá
datas. Isso porque, segundo ele, depende de laboratórios controlados com
infraestrutura adequada.
"Devido
à complexidade do tratamento, ele também só pode ser feito em unidades
hospitalares com experiência em transplante de medula óssea", disse o
pesquisador. "Isso porque, durante o processo, a imunidade é comprometida.
O paciente tem que ficar isolado, não pode ficar exposto. Não são todos os
hospitais que podem fazer esse tipo de tratamento. Além disso a terapia tem
efeitos colaterais."
A resposta
imune progressiva pode causar febres altas, náuseas e dores musculares. Os
pesquisadores não eliminam o risco de morte, e reconhecem que a forte baixa no
sistema imunológico traz um potencial fatal para alguns pacientes.
Terapia
genética
A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar células de defesa
do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque
é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.