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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Professor estadual com licenciatura ganha em média R$ 16,95 por hora


Levantamento do G1 comparou salários das redes estaduais do Brasil.
Maior salário é o de Mato Grosso do Sul; menor é o de Santa Catarina

* * * Extraído do Portal UOL * * *

Os professores das redes estaduais e do Distrito Federal ganham R$ 16,95 a cada 60 minutos que passam dentro da sala de aula com os estudantes, ou fora dela preparando atividades, provas e relatórios.
O valor médio da hora nacional faz parte de um levantamento feito pelas equipes de reportagem doG1 em todo o país, junto aos governos estaduais e sindicatos, entre abril e junho deste ano.
Considerando a carga horária de 40 horas semanais de trabalho, o salário-base médio é de R$ 2.711,48 para professores com diploma de licenciatura no início da carreira.
O levantamento tomou como base essa categoria de docência porque as redes estaduais são as principais responsáveis pelo ensino médio, nível em que, para lecionar, é preciso concluir o curso de licenciatura.
Em média, o professor da rede pública estadual formado em licenciatura (ou seja, com diploma do ensino superior), recebe 57% do salário mediano dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente. Segundo uma comparação feita pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) com base em dados de 2013, e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, o salário médio de trabalhadores com diploma de nível superior foi de R$ 4.726,21.
Gratificações
Em entrevista ao G1, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro questionou o levantamento. Segundo ele, os dados levam em conta apenas os salários-base e exclui as gratificações, um método que ele classificou como "histórico" e composição salarial dos professores. "Ao longo do tempo os estados foram adotando formas diferentes de assalariar, e muitas vezes foi uma forma de dar aumento de verdade [para o professor]”, afirmou o ministro.
"São formas para ir compondo um salário. Você adota formas diferentes, mas chega uma hora em que há muita inconsistência, então é difícil fazer uma tabela de comparação. [Se um professor recebe gratificação por atuar em sala de aula, mas depois vai para outro setor], criam-se outros modos de não perder a gratificação, vão ganhando complexidade muito grande", explicou.

Maior salário
estado que paga o maior salário, segundo o levantamento, é Mato Grosso do Sul. Lá, os professores com licenciatura recebem o salário-base de R$ 3.994,25 pelas 40 horas semanais, jornada padrão, de acordo com informações do governo estadual.
No outro extremo da tabela, o estado com o menor salário-base é Santa Catarina. Segundo o governo catarinense, os professores com licenciatura que trabalham 40 horas por semana ganham salário-base de R$ 1.917,78, mesmo valor do piso nacional, obrigatório por lei para os professores com formação mínima de nível médio.

Fórum vai acompanhar salários
Em entrevista ao G1, Binho Marques, secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, afirmou que o ministério vai criar um fórum com a participação do governo, sindicatos e gestores estaduais e municipais para acompanhar e propor melhorias à lei que define o piso salarial nacional para os professores.
Ele afirmou ainda que a variação salarial entre os estados mostra a diversidade de planos de carreira locais. "É muito difícil fazer essa comparação, porque acaba sendo um pouco injusta. Tem estado que investe muito com salário do professor, mas o piso é baixo", disse ele.
Segundo Marques, há estados que "achataram" a carreira e, por isso, o salário inicial é alto, mas o teto salarial da carreira não é muito superior ao piso. Outras redes, porém, têm um plano de carreira com muitos degraus, o que faz com que o salário inicial seja baixo, mas o professor tenha mais oportunidades de subir na carreira.
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R$ 2.711,48

salário-base médio para professorcom licenciatura e jornada de trabalho de 40 horas semanais

Fonte: governos e sindicatos estaduais ouvidos pelo G1
Santa Catarina
A Secretaria de Educação de Santa Catarina, que, de acordo com o levantamento, é a única rede estadual a pagar aos professores licenciados o piso salarial dos professores de nível médio, afirma que outros estados já incorporaram a chamada "regência de classe", por isso o valor é maior.
Segundo a pasta, o governo negocia o salário com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC). De acordo com a Secretaria, o valor de R$ 1,9 mil é "irreal" como salário-base, pois os professores recebem gratificações e o salário sobe para quase R$ 2,4 mil.
O levantamento considera apenas o vencimento inicial, excluindo as gratificações, que podem chegar a mais de 100% do valor do salário-base. É o caso do Maranhão, onde 100% dos professores em sala de aula recebem a Gratificação de Atividade do Magistério (GAM), no valor de 104% do salário-base. Assim, a folha de pagamento dos docentes maranhenses sobre para pelo menos R$ 4.985,44.
Jornada padrão e gratificação
Como cada estado tem autonomia para definir que tipo de contrato firma com os servidores da educação, as jornadas de trabalho variam entre 16 e 40 horas semanais.
Para poder comparar a remuneração entre os estados, o G1 converteu os salários-base referentes às jornadas reais para o equivalente à jornada de 40 horas.
Em alguns estados, o salário bruto dos professores é mais alto, porque o governo incorpora gratificações e subsídios, como auxílio-saúde, vale-transporte, vale-refeição e remuneração extra pela atuação em sala de aula, ou para professores que trabalham em áreas distantes ou consideradas de risco.
Há estados, porém, que não oferecem remuneração extra. Mato Grosso do Sul e Minas Gerais estão neste grupo, além de Espírito Santo, Goiás e Tocantins. Outros estados não informaram se oferecem ou não gratificação: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo.

No Paraná, por exemplo, a secretaria detalhe que professores recebem a remuneração mensal de R$ 3.194,70, incluindo benefícios e gratificações, e alega que o salário médio com benefícios é de R$ 4,721,48.


Lei de 2008
A lei que estabelece o piso salarial nacional para professores é de 2008 e determina diversas obrigações municípios, estados e à União.
Além de dever pagar pelo menos o valor fixado por lei para professores com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais, os governos devem ajustar o salário para outras jornadas de trabalho segundo o piso.
Ainda de acordo com a lei, na jornada total, pelo menos um terço das horas trabalhadas pelos professores devem ser fora da sala de aula (a chamada "hora-atividade").
Em alguns estados, porém, o cargo de professor com diploma de ensino médio já foi extinto, e só são contratados docentes que tenham formação de ensino superior. É o caso, por exemplo, do Amazonas e do Espírito Santo. Em outros estados, como no Ceará, há apenas algumas dezenas de professores nessas condições, e eles já não atuam mais em sala de aula.
Veja a seguir o salário-base dos professores (com diploma de licenciatura e jornada de 40 horas semanais) em cada rede estadual do Brasil:
ACRE*
Remuneração por hora: R$ 16,76
Salário-base mensal: R$ 2.681,27
ALAGOAS
Hora-aula: R$ 16,57
Salário-base mensal: R$ 2.651,82
AMAPÁ
Remuneração por hora: R$ 21,35
Salário-base mensal: R$ 3.416,32
AMAZONAS
Remuneração por hora: R$ 20,43
Salário-base mensal: R$ 3.269,49
BAHIA*
Remuneração por hora: R$ 12,04
Salário-base mensal: R$ 1.925,96
CEARÁ
Remuneração por hora: R$ 12,05
Salário-base mensal: R$ 1.927,43
DISTRITO FEDERAL
Remuneração por hora: R$ 24,12
Salário-base mensal: R$ 3.858,87
ESPÍRITO SANTO*
Remuneração por hora: R$ 19,83
Salário-base mensal: R$ 3.172,08
GOIÁS
Remuneração por hora: R$ 16,06
Salário-base mensal: R$ 2.570,08
MARANHÃO*
Remuneração por hora: R$ 15,27
Salário-base mensal: R$ 2.443,84
MATO GROSSO*
Remuneração por hora: R$ 23,76
Salário-base mensal: R$ 3.802,09
MATO GROSSO DO SUL
Remuneração por hora: R$ 24,96
Salário-base mensal: R$ 3.994,25
MINAS GERAIS*
Remuneração por hora: R$ 15,16
Salário-base mensal: R$ 2.425,50
PARÁ
Remuneração por hora: R$ 12,05
Salário-base mensal: R$ 1.927,60
PARAÍBA*
Remuneração por hora: R$ 13,30
Salário-base mensal: R$ 2.128,51
PARANÁ
Remuneração por hora: R$ 15,46
Salário-base mensal: R$ 2.473,22
PERNAMBUCO
Remuneração por hora: R$ 12,73
Salário-base mensal: R$ 2.036,16
PIAUÍ
Remuneração por hora: R$ 16,47
Salário-base mensal: R$ 2.634,65
RIO DE JANEIRO*
Remuneração por hora: R$ 18,43
Salário-base mensal: R$ 2.948,38
RIO GRANDE DO NORTE
Remuneração por hora: R$ 16,78
Salário-base mensal: R$ 2.684,43
RIO GRANDE DO SUL*
Remuneração por hora: R$ 14,57
Salário-base mensal: R$ 2.331,38
RONDÔNIA
Remuneração por hora: R$ 15,61
Salário-base mensal: R$ 2.498,00
RORAIMA*
Remuneração por hora: R$ 22,18
Salário-base mensal: R$ 3.548,93

SANTA CATARINA
Remuneração por hora: R$ 11,99
Salário-base mensal: R$ 1.917,78
SÃO PAULO
Remuneração por hora: R$ 15,10
Salário-base mensal: R$ 2.415,89
SERGIPE
Remuneração por hora: R$ 12,15
Salário-base mensal: R$ 1.943,53
TOCANTINS
Remuneração por hora: R$ 22,39
Salário-base mensal: R$ 3.582,62
*Nesses estados, a jornada padrão varia, mas, para efeito de comparação, o valor do salário-base foi convertido para 40 horas semanais:
- Jornada de 16 horas: Rio de Janeiro
- Jornada de 20 horas: Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul
- Jornada de 24 horas: Minas Gerais
- Jornada de 25 horas: Espírito Santo e Roraima
- Jornada de 30 horas: Acre, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte


Tags: Educação, Escola, Professor, Salário

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Após mais de 90 dias, professores da rede estadual de SP suspendem greve


* * * Extraído do Portal UOL * * *

Do UOL, em São Paulo
12/06/201516h01 Atualizada 12/06/201516h17

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram suspender a greve.  A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (12) em assembleia na avenida Paulista. A paralisação durou 92 dias e foi a maior greve da categoria no Estado.
A decisão ocorre em um momento de enfraquecimento da paralisação -- com o desconto dos dias parados, a adesão à greve diminuiu, segundo o sindicato. A Apeoesp, principal sindicato da categoria, contabilizava que 30% dos profissionais estão paralisados. No começo da semana retrasada, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmava que os faltosos não passam de 5%.
O motivo, segundo o sindicato, foi o corte de ponto dos grevistas, que estão desde maio sem receber salário. O sindicato recorre dos descontos no Supremo Tribunal Federal (STF).
O sindicato da categoria fez uma reunião com o governo do Estado neste mês. O governo informou que enviará, em até 30 dias, projeto de lei que estende o atendimento médico de saúde dos servidores públicos (Iamspe) a esta parcela da categoria.
O governo também sinalizou que vai diminuir o intervalo contratual dos temporários para três anos - hoje, eles precisam se afastar das aulas por 40 dias após um ano de trabalho, para não haver vínculo empregatício. A Secretaria Estadual de Educação já havia mencionado em reunião anterior que "estudava" a implementação das medidas.
A greve
Entre as reivindicações, os professores pedem a valorização da carreira, reajuste salarial que equipare perdas salariais, aumento do valor do vale-transporte e do vale-alimentação e são contra o fechamento de salas de aulas, o que ocasionou a demissão de 20.000 professores e superlotou turmas remanescentes.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirmou que "avalia que a decisão do sindicato é extemporânea e ofensiva aos pais e alunos paulistas, uma vez que a categoria recebeu o último aumento salarial há sete meses, em agosto de 2014, o que consolidou um reajuste de 45%".
Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em 2011 foi instituída uma política salarial que permitiu aos professores e demais servidores da rede estadual de ensino um aumento salarial de 45% em quatro anos.
A Apeoesp argumenta que, passados os quatro anos, o reajuste está defasado e que por isso o aumento de 75,33% equipararia as perdas salarias aos vencimentos das demais categorias de nível superior. Hoje, o salário é de R$ 2.145, para 40 horas semanais.

Tags: Educação, Governo, Greve, Professor, UOL

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mais de 165 mil inscritos participarão de prova para professores temporários

* * * Extraído do Site: http://www.educacao.sp.gov.br * * *

O exame, que acontecerá no dia 30 de outubro, é destinado aos docentes não efetivos que já atuam na rede estadual e também aos candidatos à contratação por tempo determinado, cadastrados no processo de atribuição de classes/aulas do ano letivo de 2012

A Secretaria de Estado da Educação publicou no "Diário Oficial" do Estado de quinta-feira, 20 de outubro, o edital que contém as instruções e a data da prova destinada aos professores temporários cadastrados no processo de atribuição de classes/aulas da rede estadual para o ano letivo de 2012. O exame é voltado aos docentes não efetivos que já atuam na rede e também aos novos candidatos à contratação por tempo determinado. Mais de 165 mil se inscreveram para a avaliação, que acontecerá no dia 30 de outubro nos municípios-sede das 91 Diretorias Regionais de Ensino em todo o Estado.

A nota obtida pelo candidato será utilizada para classificação no processo de atribuição. Os temporários estáveis (categoria F) que já foram aprovados nas edições anteriores não precisam passar novamente pelo exame, mas podem fazê-lo para tentar obter melhor nota.

Os locais de prova serão divulgados até o 5º dia anterior à data prevista para o exame e poderão ser acessados no portal da Secretaria de Educação e da Fundação VUNESP, responsável pela realização da avaliação. Os candidatos inscritos cujos nomes não constarem na relação devem entrar em contato com a VUNESP pelo telefone (11) 3874-6300, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, ou dirigir-se à Diretoria de Ensino de sua inscrição, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, para verificar o local em que realizará a prova.

Os docentes que optaram pelo campo de atuação educação especial ou aulas (alemão, arte, biologia, ciências físicas e biológicas, educação física, espanhol, filosofia, física, francês, geografia, história, inglês, italiano, japonês, língua portuguesa, matemática, psicologia, química, sociologia), referente ao ciclo II do Ensino Fundamental e Ensino Médio, farão o exame no período da manhã, com início às 8h30. Para os que escolheram o campo de atuação classes, referente ao ciclo I do Ensino Fundamental, a avaliação será realizada no período da tarde, com início às 14h30.

O candidato deverá comparecer ao local da prova com meia hora de antecedência, portando caneta esferográfica azul ou preta, lápis preto nº 2, borracha e original ou cópia autenticada de um documento identificação com foto (R.G, carteira nacional de habilitação, carteiras de órgãos de conselhos de classe, carteira de trabalho e previdência social ou certificado militar).

A avaliação será composta por 80 questões objetivas, avaliadas na escala de zero a 80 oitenta pontos, no caso do campo de atuação aulas e educação especial, e 60 questões objetivas, avaliadas na escala de zero a 80 pontos, para o campo de atuação classe.

As competências e habilidades requeridas para professores da rede estadual, assim como a bibliografia de referência para o exame, constam nas resoluções SE nº 70, de 26 de outubro de 2010, e SE nº13, de 3 de março de 2011, que podem ser consultadas na área da Central de Atendimento.

Tags: Educação, Ensino, Estado, Professor