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sábado, 13 de maio de 2017

Após ataque de ransomware, Microsoft atualiza o Windows XP



* * * Extraído do Portal G1 * * *

Sábado, 13/05/2017, às 16:09, 
A Microsoft decidiu liberar uma atualização de segurança para o Windows XP para que usuários do sistema lançado em 2001 possam se proteger da brecha de segurança usada pelo vírus de resgate WannaCry. O WannaCry atacou computadores em mais de 70 países e conseguiu um êxito "sem precedentes" entre os vírus de resgate graças ao uso de uma brecha de segurança grave no Windows.

A falha de segurança existe no SMBv1, a primeira versão de um protocolo de comunicação criado para compartilhar arquivos e impressoras em redes de empresas. O protocolo foi desenvolvido em 1983 e adotado pela Microsoft após adaptações em 1990. Por esse motivo, a brecha usada pelo vírus é capaz de atacar mesmo algumas versões antigas do Windows, como o XP.

A Microsoft deixou de publicar atualizações do Windows XP em abril de 2014. Desde então, apenas organizações com contratos especiais de suporte junto à Microsoft recebem atualizações para corrigir falhas no sistema operacional. Os demais usuários ficam vulneráveis a uma série de ataques possibilitados pelas vulnerabilidades.

"Ver empresas e indivíduos afetados por ciberataques, como o que foi relatado hoje, foi doloroso", escreveu Phillip Misner, gerente do grupo de segurança da Microsoft, em um blog da companhia. "Nós decidimos tomar a excepcional medida de fornecer uma atualização de segurança para que todos os clientes protejam as plataformas Windows que só recebem suporte personalizado, inclusive o Windows XP, o Windows 8 e o Windows Server 2003", afirmou a empresa.

"Tomamos essa decisão com base em uma avaliação da situação, mantendo em mente o princípio de proteger o ecossistema geral dos nossos clientes", justificou o executivo.

Por "proteção do ecossistema", Misner se refere ao fato de que computadores com versões antigas do Windows, quando contaminados por virus, também atacam ou prejudicam sistemas com versões mais novas.

A atualização para todas as versões do Windows pode ser baixada pelo catálogo do Microsoft Update (aqui). 

O Windows XP agora é seguro?
Apesar do lançamento desta atualização extraordinária para o Windows XP, o sistema ainda possui uma série de outras vulnerabilidades não corrigidas. É necessário migrar para uma versão mais recente do Wnidows ou de outro sistema operacional para não ficar sujeito a ataques que explorem brechas no sistema como o WannaCry.

Windows 10 possui falha, mas não foi atacado


O Windows 10 também possui a brecha utilizada pelo vírus WannaCry. Segundo a Microsoft, porém, o código usado pelo vírus não é capaz de atacar o Windows 10, apenas computadores com Windows 7 e Server 2008.

O vírus so funciona no Windows 10 se for executado de outra maneira, como pelo download de um anexo ou link recebido por e-mail.

Mesmo assim, a Microsoft recomenda que usuários de versões mais novas do Windows desativem o SMBv1. O Windows 10 é capaz de usar as versões mais novas do protocolo (SMBv2 e SMBv3), ambas mais seguras do que a versão original.

Para desativar o protocolo no Windows 10, acesse a tela "Ativar ou desativar recursos do Windows" (esta tela pode ser acessada pelo menu inicial ou pelo Painel de Controle, em Programas e Recursos). Na janela que aparece, desative o "Suporte para compartilhamento de arquivos SMB 1.0". 

Alguns recursos podem deixar de funcionar quando o SMB 1.0 for desativado, especialmente o compartilhamento de arquivos com dispositivos não Windows (como servidores de arquivo em roteadores). Caso a ausência do recurso cause problemas, ele pode ser reativado.

Diferente do Windows XP, que só recebeu uma atualização nesta sexta-feira (12), o Windows 10 e o Windows 7 receberam a atualização no dia 14 de março.
 

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Tags: G1, Internet, Invasão, Hacker, Microsoft, Programa, Segurança, Windows

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mesmo com queda de "popularidade", ainda vale a pena comprar PCs?


* * * Extraído do Portal UOL * * *

Marcella Blass
Colaboração para o UOL, em São Paulo
11/09/201506h00

As vendas dos computadores de mesa despencam a cada dia. Com smartphones e tablets ganhando mais funções e notebooks e ultrabooks permitindo o fácil transporte, os tradicionais PCs perderam espaço --mas ainda podem valer a pena para determinados tipos de pessoas.
Além de usuários corporativos, desktops ainda podem ser úteis a famílias que buscam uma máquina para uso comum, com pequeno custo de manutenção e preços levemente menores do que os dos portáteis, quando ambos têm requisitos de hardware semelhantes.
De acordo com a consultora independente de hardware Simone Guerreiro, o desktop é uma solução válida para quem deseja uma boa relação custo-benefício. "Pessoas que não precisam ou já tem dispositivos móveis podem adotar PCs de mesa como instrumento de trabalho", completa Raquel Martins Braga, gerente de marketing para consumidor final da Dell Brasil.
"Ao levar em consideração a mesma faixa de preço, PCs de mesa oferecem tecnologia de processamento igual ou superior a notebooks e tablets", diz Raquel. "O que encarece um desktop é o tamanho do monitor que pode acompanhá-lo", aponta Samuel Rodeghiri, diretor de produtos da Positivo. Se um usuário já tiver a tela, a máquina sai mais em conta do que um notebook do mesmo porte.
Além do desempenho, os desktops garantem manutenção fácil, graças à sua natureza modular. Simone destaca que mão de obra e peças são, em geral, mais baratas do que as de notebooks, por exemplo. "Quando o assunto é rapidez na resolução de problemas, PCs de mesa também oferecem vantagem. Enquanto a manutenção pode ser feita em algumas horas, portáteis precisam de dias para serem consertados", explica a especialista.
De acordo com os entrevistados pelo UOL Tecnologia, PCs tendem a durar mais do que os eletrônicos de pequeno porte – já que não tem apelo de mobilidade. "Máquinas de mesa são menos suscetíveis a quedas e acidentes de transporte", diz Raquel.
Valores
Na prática, é possível analisar a diferença de preços em comparadores da internet, como o UOL Shopping (http://shopping.uol.com.br). Ao separar, por exemplo, R$ 1.500 para comprar um computador de uma marca conhecida, percebe-se a diferença de hardware entre um PC de mesa e um notebook.
Com o valor, ao optar pelo desktop, o usuário conseguirá uma máquina com processador de 3.4 GHz, 4 GB de RAM e 096 MB 1 TB de armazenamento (sem monitor). Se desejar um notebook de 14 polegadas, terá nas mãos uma máquina com processamento de 1.7 GHz, 4 GB de RAM e 500 GB para guardar seus documentos.

Tags: Computadores, Tecnologia, UOL, Windows