Mostrando postagens com marcador Golpe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Golpe. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de março de 2023

Simplificação da placa Mercosul pode ter facilitado a onda de clonagem no Brasil


* * * Extraído do Portal G1 * * *

Ao contrário das patentes antigas, não há um lacre de segurança para fixar as placas nos veículos

Por Renato Campestrini

27/03/2023 10h02

 

Ilustração para colunade Renato Campestrini Gettyimages

 

Jundiaí/SP, Itajaí/SC, Gramado/RS, Votorantim/SP. Que atire a primeira pedra quem, em um congestionamento, nunca ficou a observar a tarjeta das placas dos veículos ao redor. Eu me recordo de brincar, quando criança, de quem via primeiro a placa de um estado distante. 

A partir de 2019, 2020, porém, ao menos onde a frota veicular é mais nova, maior, essa cena tem se tornado mais rara, ou difícil de acontecer. Isso em razão da chegada da placa no padrão Mercosul, em que o nome das cidades nas tarjetas foi substituído por uma faixa azul com a legenda “Brasil”. Assim é feito com o nome dos demais países do bloco em que se adotou o padrão. 

Muitas pessoas criticaram a mudança pela despesa gerada, mas pode-se dizer que a maior queixa ouvida é a de não ser possível identificar de que estados são os veículos que transitam nas vias de uma cidade. Há até mesmo memes na internet que abordam a mudança de forma divertida, com a curiosidade alheia, também por alegadas questões de segurança das pessoas. 

O debate sobre a implantação da placa Mercosul no Brasil levou anos — foi postergada cinco vezes, até que teve início no Rio de Janeiro e foi se espalhando pelo país. Em uma das versões de sua regulamentação foi sugerida a adoção de brasões do estado e do município onde os veículos são registrados.

Porém, como tal medida somente aumentaria ainda mais os custos para os donos dos veículosa ideia foi abortada. Até porque, pelo tamanho ínfimo dos brasões, dificilmente alguém conseguiria, de longe, visualizar com precisão a localidade. 

 


Uma das versões da placa Mercosul trazia os brasões de estado e município — Foto: Auto Esporte

 

Outro argumento que também suscita acalorados debates diz respeito à suposta facilidade de clonagem das placas Mercosul. Isso pela facilidade de obtê-las em estabelecimentos pouco comprometidos em seguir as regras determinadas. Tanto que, em alguns estados, a obtenção de placas decorativas no padrão Mercosul foi proibida às estampadoras. 

Outro ponto alegado é a ausência de um lacre para manter a placa presa ao veículo, como ocorria com a anterior. Falta que, em tese, facilita o furto de placas para uso indevido, clonagem e afins. Mas é preciso lembrar que mesmo o modelo anterior, com lacre, era furtado, clonado, causando transtornos para o dono verdadeiro. 

Entendo que esse é um ponto que, no dia a dia, merece atenção especial. Infelizmente não vivemos em um país que permita ao cidadão transitar com um veículo com placas fixadas unicamente por parafusos ou fitas dupla face, passíveis de serem furtadas com facilidade. 

A criação da placa Mercosul, com seus sistemas de segurança e controle, representou um avanço para os órgãos e entidades executivas de trânsito. Pode-se dizer o mesmo para o cidadão quanto à redução de custos propiciada por um modelo de placa que, mantidas as condições de legibilidade, duraria toda a vida do veículo.

 

Placas antigas tinham lacre de segurança e nome do município — Foto: Auto Esporte

 

E isso independentemente da localidade em que o veículo transite, uma vez que, para efeitos de fiscalização, por exemplo, só os caracteres alfanuméricos são necessários. 

Em que pese todo debate ainda a ocorrer sobre o tema, à medida que a tecnologia evolui, certamente em um período não muito distante, as tradicionais placas poderão ser substituídas por QR Codes ou outros meios tecnológicos mais seguros — e também de fácil leitura por equipamentos de fiscalização fixos ou portáteis, com agentes de trânsito. A cobrança de tarifas sem praças de pedágio ratifica isso. A conferir!  

Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.

 Tags: Carro, Clonagem, Despachante, Detran, Golpe, G1, Notícias

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Falso visualizador de conversa do WhatsApp tem mais de 1 milhão de cliques



* * * Extraído do Portal UOL * * *

Do UOL, em São Paulo
06/12/201612h01

Golpe no WhatsApp promete saber quem visualizou sua conversa
Uma ameaça digital promete uma falsa funcionalidade de visualizador de conversa para o WhatsApp, alertou a empresa de segurança ESET nesta terça-feira (6). Ela diz permitir ao usuário ver com quem seus contatos estariam se comunicando, mas o objetivo é inscrever o número de celular do usuário em um serviço de SMS Premium, nas quais as mensagens de texto são pagas. Em duas semanas, a campanha já obteve 1,2 milhão de cliques somente no Brasil.
Na ação, o usuário recebe um link no qual promete ativar a nova funcionalidade. "Descubra com quem seus contatos estão conversando agora", diz a mensagem enganosa.
Ao clicar, o usuário é direcionado para uma página maliciosa, onde é induzido a compartilhar o falso link com seus contatos para ativar o recurso. Em seguida, a vítima é redirecionada para uma plataforma de publicidade contratada pelo cibercriminoso, onde é levada a se inscrever no serviço de SMS Premium para liberar o acesso ao visualizador de conversas.
De acordo com o levantamento da ESET, a campanha teve início em 18 de novembro e já atingiu 1,5 milhão de pessoas no mundo todo. O Brasil é o país mais atingido até o momento.
http://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1481108461418https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1481108466905
O número de golpes aplicados pelo WhatsApp tem aumentado de forma significativa nos últimos meses. A ESET identificou neste ano nove tipos de golpes tendo o aplicativo como principal vetor de propagação. Grande parte deles tem como intenção inscrever os usuários em serviços de mensagens pagas.
A principal recomendação aos usuários é não clicar em links suspeitos e instalar aplicativos de antivírus em seus smartphones.
Burlando o "check azul"
Desde 2014 que o WhatsApp emprega um sistema de verificação de leitura de mensagens, mas que funciona apenas entre as duas pessoas de uma conversa privada dentro do app. Ele é conhecido pelas duas setas azuis que aparecem ao final de cada mensagem; se elas aparecerem, é porque o remetente leu a mensagem.
Quem não gosta desse recurso e quer preservar sua privacidade pode desabilitá-lo. Em um celular com sistema Android, basta ir em Configurações > Informações da Conta > Privacidade e desmarcar a opção "Confirmação de leitura".
Para iPhone, basta ir em Configurações > Conta > Privacidade > desmarcar a opção "Recibos de leitura".
No entanto, se você desativar as confirmações de leitura, você também deixará de receber as confirmações de leitura de outras pessoas.

Tags: Golpe, Internet, Rede Social, Tecnologia, UOL, Whatsapp

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Golpe do boleto: conheça cuidados para não pagar títulos fraudados


* * * Extraído do Portal UOL * * *
Guilherme Tagiaroli
Do UOL, em São Paulo
08/07/201506h01
      
Pagamento de boleto exige atenção de consumidores; golpes são feitos via web e      Offline
O boleto bancário é uma modalidade de pagamento bem característica do Brasil. Ele se popularizou no país, pois é uma alternativa para as pessoas que não têm conta em banco pagarem títulos ou para quem não tem um cartão de crédito. Dada a popularidade desses títulos, vários golpistas aproveitam esse tipo de documento para enganar os consumidores.
"O sistema de boletos é da década de 1980 e, com a modernização, o processo para gerá-los na internet passa por uma página web, o que dá margem para alteração de dados", explica Fábio Assolini, analista sênior de segurança da empresa de antivírus Kaspersky,  sobre os perigos da forma de pagamento.
De acordo com especialistas consultados pela reportagem, há diversas formas de burlar boletos pela interent ou mesmo maneiras "offline" que são usadas por gente mal-intencionada. Veja a seguir como eles funcionam e como evitar esse tipo de golpe:

Correspondência

Alguns golpistas conseguem enviar correspondências muito parecidas com as cobranças originais. "A pessoa paga a fatura falsa e só vai perceber que era a errada quando chega uma nova cobrança dizendo que a fatura está em aberto", explicou Soraia Panella, coordenadora de atendimento do Procon-Rio.
Nesses casos, os golpistas alteram os dados bancários do documento: em vez do dinheiro ir para o banco X vai para uma conta do banco Y.
O que fazer: O usuário que suspeitar do boleto deve prestar atenção nos três primeiros números do documento e no campo "Nosso Número" (segunda sequência de 12 números do boleto bancário). Por exemplo: uma cobrança do banco Itaú que comece com o número 237 (do banco Bradesco) é falsa, pois o número do banco é341.  Os códigos dos bancos podem ser encontrados no site da Febraban (Federação Brasileira de Bancos): http://www.febraban.org.br/arquivo/bancos/sitebancos2-0.asp

Comparação entre um boleto falso (acima) e um boleto verdadeiro (abaixo). No primeiro, o boleto está com logotipo do Banco do Brasil, mas começa com o número 341, do Itaú; note também que a sequência "Nosso Número" (segundo grupo de 12 números) está diferente no 1º
Outro problema é que boletos falsos geralmente têm o código de barras alterado para não serem lidos em leitores de caixa eletrônico ou de aplicativos bancários de celular.
Caso seja impossível realizar a leitura, o cuidado com os números digitados deve ser redobrado, pois esse truque geralmente é feito para forçar a pessoa a digitar o número alterado.
Sites falsos de recálculo de boleto atrasado
Após o boleto vencer, algumas pessoas buscam na internet páginas para recalcular o novo valor do título com multas ou taxas embutidas.
Alguns desses sites pedem para o usuário digitar todas as informações do bolete e prometem gerar uma cobrança com o valor novo. No entanto, esses sites burlam os códigos do título substituindo-os para uma conta diferente para transferência.
O que fazer: Apenas emita boletos no site oficial do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança.
Boletos via e-mail
Um dos golpes clássicos envolvendo boleto é o envio de spams com supostas cobranças aos usuários. Eles, geralmente, chegam com alguma mensagem alarmante do tipo "urgente, boleto em aberto" ou "sua dívida ainda continua no nosso sistema".
Além disso, há sempre um link ou anexo que leva o usuário para uma página falsa para gerar o boleto ou instalar um trojan, que troca os códigos do boleto quando o usuário emitir pela internet.
O que fazer: Tome cuidado com mensagens de e-mails com esse teor. Apenas emita boletos no site oficial do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. Dificilmente, as empresas fazem cobrança por e-mail.
A Febraban recomenda que as pessoas usem a forma de pagamento DDA (Débito direto autorizado). Após um cadastro, a pessoa recebe uma notificação da instituição. A operação só é efetuada após a pessoa autorizar. Para os interessados, a instituição pede que os clientes procurem seus bancos.
Ataque via página clonada
Segundo Assolini, da Kaspersky, há uma evolução do golpe do boleto que é praticamente transparente para o usuário. Ela consiste em um ataque feito ao roteador (aparelho usado para compartilhar a internet do usuário), que altera as configurações desse equipamento.
"O cibercriminoso injeta um código em uma página e, automaticamente, abre uma janela pedindo para a pessoa fazer login nas configurações do roteador. Ao digitar as informações, isso vai alterar informações do equipamento, que sempre vão levar o usuário para uma página falsa do banco.
O que fazer: Conecte-se apenas a redes Wi-Fi protegidas com senha e mude os dados de acesso às configurações do roteador. De acordo com o especialista, a maioria das pessoas esquece de trocar essas informações. Geralmente, o login de acesso é padrão e pode ser facilmente achado na internet, facilitando a vida dos cibercriminosos.
Extensões duvidosas
Os navegadores modernos suportam extensões (programas que executam funções complementares no browser, como links para programas ou serviços). No entanto, alguns desses arquivos, sobretudo os que prometem recursos estranhos (como "mudar a cor do Facebook"), são considerados suspeitos para o especialista de segurança da Kaspersky.
"Algumas dessas extensões maliciosas ficam 'inativas' até a pessoa tentar gerar o boleto. Ao realizar o processo, o título será alterado por um código presente nessa extensão", disse.
O que fazer: Procure usar extensões de serviços confiáveis. Funções mirabolante são na maioria das vezes uma forma de golpistas obterem dados dos usuários.
Como se proteger
Usuários do sistema operacional da Microsoft podem baixar o Windows Removal Tool, que é um antivírus gratuito e que consegue detectar vírus bancários. Há ainda várias soluções pagas de programas de segurança com proteção específica para operações bancárias.


Tags: Banco, Golpe, Notícias, Proteção, UOL