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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Morre Preta Gil, aos 50 anos, durante tratamento de câncer nos EUA

 


* * * Extraído do Portal Metrópoles * * *

A cantora faleceu dentro de uma ambulância, a caminho do aeroporto, neste domingo (20/7), após apresentar piora no quadro de saúde

Fábia Oliveira

20/07/2025 19:45, atualizado 21/07/2025 08:17

 

Link p/ matéria original:   https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/morre-preta-gil-aos-50-anos-durante-tratamento-de-cancer-nos-eua

Preta Gil não resistiu ao tratamento contra o câncer nos EUA e morreu, neste domingo (20/7). A coluna Fábia Oliveira descobriu que a cantora teve piora no quadro de saúde desde a última quarta-feira (16/7).

 

Ela, que tinha 50 anos, foi à clínica fazer mais uma sessão de quimioterapia e se sentiu mal. Lá, os médicos detectaram que a doença havia se alastrado.

Família prepara comunicado

Esta jornalista sente muito em dar esta notícia. Procurada pela coluna, a assessoria de imprensa da artista confirmou a informação e informou que a família deve se manifestar em breve.

Amigos da cantora e o filho dela, Francisco, estão em terras americanas. Uma das melhores amigas de Preta Gil, Carolina Dieckmmann conseguiu uma brecha nas gravações da novela e viajou para os Estados Unidos, mas ela não sabia que o estado da artista era tão grave.

Fontes ligadas à família revelaram, ainda, que o pai da cantora, Gilberto Gil, teve aumento da pressão arterial ao receber a notícia do falecimento.

Tags: Arte, Luto, Metrópoles, Música, Notícias, Orgulho, Preta Gil

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Radialista Paulo Barboza morre em SP



* * * Extraído do Portal G1 * * *

Ele sofreu um infarto fulminante. Paulo Barboza trabalhou na Rádio Globo.


Por G1 SP, São Paulo
16/04/2018 07h48  Atualizado há 6 horas

O radialista Paulo Roberto Machado Barboza morreu, aos 73 anos, na madrugada desta segunda-feira na cidade de São Paulo. Ele sofreu um infarto fulminante e, segundo informações da família, o velório acontece às 9h no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica, na Grande São Paulo. A cremação deve acontecer às 17h.

Paulo Barboza trabalhava na SuperRádio, mas já trabalhou nas ádios Record, Globo, Tupi do Rio, América, Tupi de SP e Capital.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma que lamenta o falecimento de Paulo Barboza e se solidariza com sua família e seus fãs.

"Paulo Barboza foi um dos maiores nomes do rádio nacional. Exerceu a profissão por 59 anos, sempre dando voz aos mais humildes e conectado com os anseios das pessoas. Cumpriu com maestria seu importante papel de comunicador."
Paulo foi casado por 48 anos com Eliane Barboza, que faleceu em 2015. Tem dois filhos, Paulo e Alexandra Hermínia e é avô de três netos, Paulo Felipe, Rodrigo e Maria Gabriella.



Carreira
Barboza começou sua carreira na Rádio Imperial, em 1959, na cidade de Petrópolis, no rio de Janeiro. Passou para a Petrópolis Rádio Difusora com o programa diário “De Microfone em Punho”.

Também apresentou o programa de prêmios e brincadeiras “Paulo Barboza Pergunta”. Em 1963, ganhou o prêmio de melhor rádio repórter do Estado do Rio do Sindicato dos Jornalistas, com matéria feita ao vivo do Cemitério Municipal de Petrópolis, entrevistando os coveiros e ouvindo suas histórias fantásticas. Em 1970 estreiou no Rio, na Super Rádio Tupi, das 9h às 12h, lançando o “Programa Paulo Barboza”.

O jornalista trabalhou na televisão nos canais: Tupi, Manchete, SBT, Record e Gazeta.

Sua estreia na Rede Tupi de Televisão foi com o programa “É Lá Que a Tupi Vai”. Em 1980, Barboza apresentou o “Sessão Premiada” no SBT. Em 1983, na TV Gazeta de São Paulo lançou seu show de calouros, o “Programa Paulo Barboza”. Em 1984, de volta ao SBT, Paulo foi o primeiro apresentador do game show “TV Powww!”. Em 1988 ele foi para a Record para apresentar o “Programa Paulo Barboza“.

De 2007 a 2013, Paulo foi jurado do Troféu Imprensa, comandado por Silvio Santos.

Tags: G1, Luto, Paulo Barboza, Rádio, Televisão

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Paulo Silvino, ator e humorista, morre aos 78 anos no Rio


Paulo Silvino posa com Serginho Groisman, Belo e Suzana Vieira durante gravação do programa Altas Horas em julho de 2014 (Foto: Zé Paulo Cardeal/Globo) 

* * * Extraído do portal G1 * * * 

Silvino estreou na TV Globo em 1966, apresentando o Canal 0, programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV. Ele morreu aos 78 anos e lutava contra um câncer no estômago.

  
Por G1 Rio
 


Morreu, na manhã desta quinta-feira (17), aos 78 anos, o ator Paulo Silvino, que lutava contra um câncer no estômago. Segundo a Central Globo de Comunicação, o humorista morreu em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no início da manhã. Em redes sociais, o filho mais novo do ator, João Paulo Silvino, lamentou a morte do pai. "Que Deus te receba de braços abertos meu pai amado".

“Ser comediante nasceu por acaso. Talvez seja pela minha desfaçatez, porque eu nunca tive inibição de máquina. Tenho tranquilidade com a câmera e tive vantagem em televisão por isso. O riso dos cinegrafistas é o meu termômetro”. Paulo Silvino.

Segundo a família, Silvino chegou a ser submetido a uma cirurgia no ano passado, mas o câncer se espalhou e a opção da família foi que ele fizesse o tratamento em casa. A filha do humorista, Isabela Silvino, também usou as redes sociais para falar sobre a morte do pai. "Amigos, obrigada por todas as mensagens. Ainda estou naquele processar isso tudo. Mas posso dizer que ele foi bem. Sem sofrer.", afirmou.

Os amigos também lamentaram a morte de Silvino. “Um dia triste. O Paulo Silvino é um super artista. A gente falando aqui nesses tempos de Pop Star (programa dominical da TV Globo), é bom lembrar que o Paulo Silvino foi um dos primeiros pop star do Brasil, um dos primeiros atores que cantava, teve disco gravado na época da Jovem Guarda, foi roqueiro, quer dizer, foi um homem de mil facetas. E pra mim, em especial, ele foi uma espécie de padrinho porque minha primeira aparição na TV foi junto dele no Balança Mais Não Cai e eu tinha só oito anos de idade. Quero mandar meus sentimentos para a família”, disse o amigo e também ator Lúcio Mauro Filho.

O artista estreou na TV Globo em 1966, apresentando o Canal 0, programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV.

·                   Veja fotos da carreira do ator

Paulo Ricardo Campos Silvino cresceu nas coxias do teatro e nos bastidores da rádio. Isso porque seu pai, o comediante Silvério Silvino Neto, conhecido por realizar paródias de figuras públicas no Brasil dos anos 1940 e 1950, levava o menino para acompanhar seu trabalho. Paulo Silvino também mostrava talento para a música, revelado durante as aulas que tinha com a mãe, a pianista e professora Noêmia Campos Silvino.

“Eu nasci nisso. Com seis, sete anos de idade, frequentava os teatros de revista nos quais o papai participava. Ele contracenava com pessoas que vieram a ser meus colegas depois, como o Costinha, a Dercy Gonçalves.”, disse o ator em entrevista ao Memória Globo.












Vida artística
Autor de bordões que não saem da boca do povo, Paulo iniciou a carreira no rádio, mas já nos anos 1960 se juntou ao elenco da TV Rio. Entre idas e vindas na Globo, estrelou Balança Mas Não (1968) e teve destaque nos programas humorísticos Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Uau, a Companhia (1972), Satiricom (1973), Planeta dos Homens (1976), e Viva o Gordo (1981). Em Zorra Total (1999), seu personagem Severino (que analisa "cara e crachá") se tornou popular.

Silvino nasceu no Rio de Janeiro em 27 de julho de 1939 e pisou num palco pela primeira vez aos nove anos de idade, quando se atreveu a soprar as falas para um ator de uma peça que o pai participava. Na adolescência, ele se apresentava como crooner de um conjunto de rock, acompanhado por músicos como Eumir Deodato (acordeon), Durval Ferreira (guitarra) e Fernando Costa (bateria).

Seu lado cômico já se manifestava durante os números do quarteto. Quando cantava Singin' in the Rain, por exemplo, costumava abrir um guarda-chuva no palco. A primeira performance profissional aconteceu em 1956. Anunciado como Paulo Ricardo, para evitar associações com o pai, cantou dois sucessos de Little Richards para a platéia do Programa César de Alencar, na Rádio Nacional. Durante a apresentação, rasgou as próprias roupas e, apoteoticamente, comeu o medalhão de "ouro" que estava usando, na verdade, um biscoito pintado de amarelo.

Na década de 1970, o comediante trabalhou nos programas Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Uau, a Companhia (1972), Satiricom (1973) e Planeta dos Homens (1976). Deixou sua marca como intérprete de personagens lunáticos e criou bordões absurdos como "Ah, eu preciso tanto!", "Eu gosto muito dessas coisas!", "Guenta! Ele guenta!", "Ah, aí tem!" e "Dá uma pegadinha!".


Tags: Altas Horas, Humor, Luto, Paulo Silvino, Zorra Total, TV, TV Globo

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Morre Waldir Peres, ex-goleiro de São Paulo, Corinthians e seleção brasileira


* * * Extraído do Portal Globo Esporte * * *

Aos 66 anos, ex-jogador sofre infarto fulminante durante almoço na cidade de Mogi Mirim. Velório será na terça-feira, na capital, enquanto enterro acontece no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi


Por GloboEsporte.com, Mogi Mirim, SP

Morreu neste domingo um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro: Waldir Peres, ídolo do São Paulo, com passagem pelo Corinthians e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982. Ele tinha 66 anos e sofreu um infarto fulminante durante um almoço com a família, na cidade de Mogi Mirim, no interior paulista.

– Nós viemos passear na casa de uns amigos numa festa de aniversário em Mogi Mirim. Ele passou mal depois do almoço, nós o levamos a uma farmácia e lá ele desmaiou. Depois levamos para o hospital, mas infelizmente ele não resistiu. Foi fulminante – afirmou a irmã Isabel por telefone ao GloboEsporte.com.

Waldir Peres se sentiu mal e teve um infarto por volta das 14h. Foi levado por familiares ao hospital 22 de Outubro, em Mogi Mirim, mas não resistiu e teve a morte decretada por volta de 15h30. O ex-goleiro deixa dois filhos, que moravam em São Paulo, e uma filha, que está na Malásia. Ele não era casado, mas estava acompanhado da noiva.
O corpo do Waldir sairá de Mogi Mirim nesta segunda-feira, às 17h, e virá pra São Paulo. O velório será a partir de terça e o enterro, só na quarta (às 9h) – para aguardar a filha que vem do exterior –, no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi.





A carreira
Nascido em Garça, interior de São Paulo, no dia 2 de janeiro de 1951, Waldir Peres começou a carreira na Ponte Preta, que o revelou em 1970. Três anos depois, se transferiu para o São Paulo, onde se tornou um dos maiores goleiros da história. Entre 1973 e 1984, fez 617 partidas (só perde para Rogério Ceni em presenças) e ganhou o Brasileiro de 1977 (onde teve papel decisivo nas cobranças de pênalti) e os Paulistas de 75, 80 e 81.

No Morumbi, ganhou destaque a ponto de ser presença constante nas convocações da Seleção. Como reserva, foi às Copas do Mundo de 1974 e 78, mas teve a chance de ser titular em 1982, na equipe que marcou época apesar de não ter sido campeã. O goleiro fez 39 partidas com a camisa amarelinha, a última na derrota por 3 a 2 para a Itália.

Waldir deixou o Tricolor em 1984, quando se transferiu para o América-RJ. Defendeu mais quatro clubes – Guarani em 85-86, Corinthians em 86-88, Portuguesa em 88 e Santa Cruz em 88 – até voltar a Campinas e encerrar a carreira pela Ponte Preta, em 1989. Dois anos depois, iniciou a carreira de treinador.

Waldir Peres foi treinador por 22 anos, de 1991 até 2013, com passagens por muitos times do interior paulista (São Bento, Inter de Limeira, Nacional, Ferroviária e Oeste, entre outros), além de clubes de outros estados, como Itabaiana-SE, Rio Branco-PR, Uberlândia-MG, Vitória-ES e Grêmio Maringá-PR. O último trabalho foi justamente em Maringá.




Tags: Futebol, Globo Esporte, Luto, Mogi Mirim, Notícias, Valdir Peres

sábado, 10 de junho de 2017

Morre Adam West, o eterno Batman da série de TV dos anos 60


        * * * Extraído do Portal MSN * * *
        Hoje é um dia triste para os fãs do Homem-Morcego. Adam West, intérprete de Batman/Bruce Wayne na         histórica série de TV exibida entre 1966 e 1968, faleceu aos 88 anos, vítima de leucemia.
"Nosso pai sempre se viu como o Cavaleiro Brilhante e buscava trazer um impacto positivo aos fãs. Ele era e sempre será nosso herói", diz o comunicado oficial da família sobre seu falecimento.
Por mais que tenha despontado no indicado ao Oscar O Moço da Filadélfia, foi na TV que West encontrou a fama. Seu Batman exibido nos anos 60 ficou marcado pelo tom bem-humorado e kitsch, com vilões exagerados e onomatopeias visuais ressaltando as batalhas enfrentadas pelo super-herói - isso sem falar de uma certa barriguinha no Homem-Morcego. Além das três temporadas, West ainda estrelou um longa-metragem sob o manto do herói: Batman, o Homem-Morcego.
Se por um lado o sucesso da série fez com que fosse sempre lembrado pelos fãs, por outro o prejudicou para que conseguisse papéis mais diversificados. A marca do Morcego estava associada demais à imagem de West, o que afastava convites para outras produções de renome.
Décadas mais tarde, West retornaria ao seu personagem mais famoso como dublador, em animações nostálgicas como Batman - O Retorno da Dupla Dinâmica e o ainda inédito Batman vs. Duas Caras. Além disto, teve participações especiais em séries de forte apelo com os quadrinhos, como The Big Bang Theory e Powerless.
Descanse em paz, Adam West. Os fãs agradecem todo o trabalho e dedicação na criação de um dos heróis mais memoráveis da cultura pop mundial.
Tags: Adan West, Batman, Cinema, Filmes, Luto, MSN

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Nelson Xavier morre aos 75 anos em Uberlândia


* * * Extraído do Portal G1 * * *

Ator morreu após complicações de uma doença pulmonar. Ele ficou conhecido por novelas como 'Irmãos coragem', além de peças e filmes como 'Chico Xavier'.



O ator Nelson Xavier morreu, aos 75 anos, na madrugada desta quarta-feira, 10, em Uberlândia, Minas Gerais. Tereza Villela Xavier, filha do ator, usou sua página no Facebook para falar da perda do pai.
"Lamento informar a quem possa interessar que meu pai, Nelson Xavier, faleceu esta noite em Uberlândia. Seu corpo será transferido, celebrado e cremado no Rio de Janeiro em cemitério ainda não determinado. Agradeço desde já as mensagens de apoio. Ele virou um planeta! Estrela ele já era. Fez tudo que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre", escreveu ela.

Em 2014, durante o Festival de Gramado, Nelson Xavier contou que fez tratamento contra o câncer de próstata em 2004 e que estava livre da doença. Foi lá também que recebeu o prêmio de melhor ator com "A despedida", um de seus últimos trabalhos.
Nelson Xavier já vinha sendo tratado em uma clínica de geriatria na cidade, prestadora de serviço do Hospital Santa Genoveva. Segundo informações do hospital ao G1, ele deu entrada nesta terça-feira, 9, às 10h57 e, em seguida, transferido para um quarto particular.

 A morte, por volta das 0h45, ocorreu após o agravamento de uma doença pulmonar.
"O ator faleceu próximo a amigos e familiares. Estava com o semblante sereno", disse o o médico geriatra Tiago Ferolla. O corpo foi encaminhado para uma funerária do município e deve ser levado no início da tarde para o Rio de Janeiro.

Perfil

Nelson Agostini Xavier nasceu em São Paulo, em 30 de agosto de 1941. Chegou a cursar Direito, mas a paixão pelo cinema mudo o estimulou a mudar de profissão. Nos anos 1950, entrou para a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo e também para o Teatro de Arena – um dos mais importantes grupos de artes cênicas daquela época.
Atuou, então, em suas primeiras peças, entre elas "Eles não usam black-tie" (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, "Chapetuba Futebol Clube" (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, "Gente como a gente" (1959), de Roberto Freire, e "Julgamento em Novo Sol" (1962), de Augusto Boal.
Nelson era tímido e chegou a acreditar que não tinha vocação para as artes dramáticas, queria trabalhar atrás das câmeras. “Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia”, contou ao site Memória Globo. Nessa época, também foi jornalista. Com o diretor Eduardo Coutinho, trabalhou como revisor na revista "Visão", onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro.

Cinema e TV

Após o golpe militar de 1964, que intensificou a censura ao teatro político, o ator passou a estar mais presente no cinema. Até o fim dos anos 70, fez mais de 20 filmes, entre eles "O ABC do amor" (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto, "É Simonal" (1970) e "A culpa" (1972), de Domingos de Oliveira; "Dona Flor e seus dois maridos" (1976), de Bruno Barreto, e "A queda" (1978), de Ruy Guerra, que lhe rendeu um Urso de Prata no Festival de Berlim.
Sua primeira participação na TV foi como o personagem Zorba, na novela "Sangue e areia" (1967), de Janete Clair. Seis anos depois, conseguiu seu primeiro grande papel, em "João da Silva" (1973). Mas foi em 1982 que viveu um de seus principais protagonistas, na primeira minissérie da Globo, "Lampião e Maria Bonita", dirigida por Paulo Afonso Grisolli e baseada nos últimos seis meses de vida de Virgulino Ferreira da Silva.
Na Bahia, gravou a minissérie "O pagador de promessas" (1988), dirigida por Tizuka Yamasaki, com autoria de Dias Gomes. Na trama, interpretou o gigolô Bonitão, que tentava seduzir a mocinha Rosa (Denise Milfont). Nelson também fez novelas, entre elas "Pedra sobre pedra" (1992), "Irmãos coragem" (1995), "Senhora do destino" (2004) e "Babilônia" (2015).
Em 2010, Nelson interpretou Chico Xavier nos cinemas. Na época, o ator afirmou que havia vivido ali seu melhor papel. "Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas

”,contou Nelson Xavier, que no longa viveu o líder espírita dos 59 aos 65 anos. “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”.


Tags: Ator, Cinema, Dramaturgia, Luto, Novelas, Teatro, Televisão

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Análise: A desaparição foi a derradeira obra de Belchior



* * * Extraído do Portal UOL * * *

Jotabê Medeiros
Colaboração para o UOL
30/04/2017 14h29
Belchior anunciou em seus versos o desejo de desaparecer
Antonio Carlos Belchior comandou uma rebelião silenciosa na música popular brasileira. Uma rebelião contra os totens da geração anterior (Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil), contra as limitações impostas pela ditadura policial, contra a diminuição do papel libertário da juventude na afirmação do futuro, contra os horizontes curtos da poesia musical de deglutição fácil.
Ex-monge capuchinho, ex-estudante de medicina, ele trouxe uma ética rígida de comprometimento e romantismo para a nossa literatura musicada, e ninguém jamais irá tão longe quanto ele, nunca. Primeiro, porque Belchior foi tão distante em seu questionamento que optou pela própria desaparição como sua derradeira obra.
De recursos musicais parcos, Belchior apareceu para a música em 1967, em Fortaleza, no Ceará, arregimentado na faculdade de medicina pelos amigos talentosos (Jorge Mello, Fausto Nilo, Augusto Pontes, Fagner, Amelinha) para as fileiras da música. Tocava um violãozinho limitado, conhecia Luiz Gonzaga e Cego Aderaldo, assim como Ray Charles e Beatles. Tinha, contudo, um componente delirante: a filosofia católica, que tinha estudado como frade no Mosteiro de Guaramiranga entre 1963 e 1966.
Seus embates entre a culpa católica e o visionarismo libertário fizeram dele o maior poeta de sua geração. Como Rimbaud e William Blake, que ele amava, atravessou territórios entre a alma e o corpo para forjar sua obra, que é inigualável.

Belchior viveu em festas faustosas e morou em canteiro de obras. Fascinou Elis Regina e também Raul Seixas. Enfrentou a exceção democrática com os versos mais duros e guerrilheiros que a MPB conheceu, mas que eram tão finos que os censores nem entenderam direito. Debateu com Caetano Veloso e foi ao Congresso em busca de melhores condições de pagamentos de direitos autorais.
Seus discos-chave são os três primeiros: "Mote & Glosa", "Alucinação" e "Coração Selvagem". Nesses três discos, exercitou as qualidades que o distinguiriam para sempre. "Mote & Glosa" é a experimentação mais vanguardística aplicada à tradição regional, ao pó do sertão. "Alucinação" é a visão do Dylan caboclo, é a transcriação da folk music em uma estrutura de romantismo suburbano. "Coração Selvagem" é o manifesto libertário, o rompimento com as amarras sociais.
Belchior viveu entre o Rio e São Paulo, estabelecendo-se nesta última. Foi o primeiro a fazer uma canção como se deve para a metrópole que abraçou, a paulicéia. Chama "Passeio", está no seu primeiro disco.
Produziu discos nos Estados Unidos ("Todos os Sentidos" e "Era Uma Vez um Homem e o Seu Tempo"), brigou de faca com seu grande antípoda musical, Fagner, amou muitas mulheres e foi cortejado como sex symbol pela indústria musical. “Mas a mulher, a mulher que eu amei, não não pode me seguir, não”. Almejou tornar-se independente da indústria e construiu suas próprias gravadoras (Paraíso Discos) e estúdio (Camerati). Fracassou.
Não houve artista mais fora dos trilhos do que Belchior na música brasileira. Foi o grande outsider da canção, até Raulzito era mais gregário do que ele. Fez canções concretistas em 1967, 1968. Falou de psicanálise, futebol, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Dante Alighieri, Drummond. Em suas canções, nada disso soa blasé, forçado, é tudo orgânico, macio, encaixado. Belchior nunca foi papudo - são famosos os versos de "Velha Roupa Colorida" nos quais ele cita Poe, Beatles e Luiz Gonzaga de uma tacada só.
A grandeza de sua poesia movimentou teses de doutoramento, acendeu a chama em artistas jovens do Brasil todo, que abraçava como parceiros, como Gracco (compositor de "Coração Alado") e até artistas de outros quadrantes, como Arnaldo Antunes e Aguilar, de São Paulo. Mas, em toda sua trajetória, o desejo de desaparecer, o inconformismo com os rumos da vida coletiva e também a individual marcavam seus versos. Cumpriu-se uma profecia. Como ele disse, na canção "Depois das Seis" (do disco "Objeto Direto"):
“Até logo. Eu vou indo.
Que é que eu estou fazendo aqui?
Quero outro jogo
Que este é fogo de engolir”

Tags: Arte, Belchior, Brasil, Luto, Música, UOL