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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cantor sertanejo Cristiano Araújo morre em acidente de carro aos 29 anos



Do UOL, em São Paulo
24/06/201508h39 Atualizada 24/06/201513h13

* * * Extraído do Portal UOL * * *

O cantor e compositor sertanejo Cristiano Araújo morreu na manhã desta quarta-feira (24), aos 29 anos, após sofrer um grave acidente de carro. A namorada de Cristiano, Allana Moraes, 19, estava junto com ele e morreu no local. O velório do casal será aberto ao público no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia (e não mais no Ginásio Goiânia Arena), a partir das 19h. O enterro está marcado para as 11h de quinta-feira no cemitério Jardim das Palmeiras.

Dono de hits como "Maus Bocados", "Cê Que Sabe" e "Hoje Eu Tô Terrível", Cristiano Araújo era, ao lado de Gusttavo Lima, Lucas Lucco e Luan Santana, uma das revelações do sertanejo dessa década e era conhecido por incluir o ritmo do arrocha em suas músicas.
Cristiano havia acabado de fazer um show na cidade de Itumbiara (a 200 km de Goiânia), na madrugada desta quarta-feira (24), quando o veículo em que estava capotou por volta das 3h da manhã na rodovia Transbrasiliana (BR-153), na altura do quilômetro 613, entre os municípios de Goiatuba e Morrinhos. 
O sertanejo chegou a ser levado em estado grave, com hemorragia interna, para o Hospital Municipal da cidade de Morrinhos. De lá, foi transferido de helicóptero, mas chegou ao Hugo (Hospital de Urgência de Goiânia) já em óbito.

Cristiano Araújo era uma das principais atrações desta quarta-feira no São João de Caruaru, tradicional festival de Caruaru, em Pernambuco. Ele deixa dois filhos, João Gabriel, de 6 anos, e Bernardo, 2.
A assessoria de imprensa do cantor divulgou um comunicado emotivo à imprensa. "A notícia mais triste que a gente poderia informar. O comunicado que nenhum de nós, jornalistas, gostaria de disparar. Mas é fato: ele se foi, foi para o braços de Deus, ao lado de seu amor. Comunicar uma verdade trágica dói e faz chorar com a alma. Mas a maior das verdades, caros colegas e amigos, é que um dia todos nós partimos. Esta é a certeza de todos nós. Foi a vez do Cristiano Araújo. Anjo de luz, que Deus te receba na Santa Paz! Como você cantava, 'o que temos pra hoje é saudade'!".
Falta de cinto de segurança

O inspetor Fabrício Rosa, da Polícia Rodoviária Federal, disse ao UOL que evidências colhidas no local do acidente indicam que o casal estava no banco traseiro do carro e não usava cinto de segurança. "Allana foi arremessada a cinco metros de distância do carro, e o cantor também estava no chão, ao lado do carro. Eles provavelmente não usavam cinto [de segurança]. Já o motorista e o passageiro da frente, que estavam de cinto, sofreram apenas ferimentos leves", disse ele.
Ainda há a possibilidade de o motorista ter dormido ao volante, "mas isso é difícil de ser investigado, a não ser que ele diga. A nossa experiência demonstra que os motoristas cochilam ao volante depois de uma noite de trabalho. Eles vinham de uma série de viagens. Podemos dizer que o cansaço influenciou, mas não podemos confirmar isso". O motorista foi submetido ao teste do bafômetro e não estava alcoolizado.

Tags: Cristiano Araújo, Luto, Sertanejo, UOL

segunda-feira, 9 de março de 2015

Corpo da cantora Inezita Barroso é velado em São Paulo


* * * Extraído do Portal G1 * * *
Velório ocorre na Assembleia Legislativa e enterro será nesta segunda.
Principal cantora da música caipira, Inezita morreu neste domingo aos 90.
Letícia Macedo Do G1 São Paulo

O corpo da cantora e apresentadora Inezita Barroso está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera, na Zona Sul, nesta segunda-feira (9). Considerada uma das principais cantoras da música sertaneja brasileira, Inezita morreu na noite deste domingo (8), aos 90 anos, no Hospital Sírio-Libanês.
"Ela foi muito guerreira e desbravadora. Numa época que mulher nem dirigia, ela tinha o carro dela e já ia pra Brasília, pra Bahia dirigindo. Sempre foi a diferente. Morrer no dia da mulher não foi por acaso. Até pra morrer ela escolheu uma data marcante", disse a filha Marta Barroso.
O velório foi aberto ao público após ficar reservado apenas para a família durante 30 minutos. O sepultamento está previsto para acontecer às 17h, no Cemitério Gethsêmani, no Bairro do Morumbi, Zona Sul da capital paulista.
Inezita estava internada desde 19 fevereiro e completou 90 anos no último dia 4 de março. Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.

"Eu gostava muito de assistir ao programa dela. Até dançava dependendo do ritmo da música. Gostava do jeito, das graças dela, das músicas. As minhas músicas preferidas são a [moda] da pinga e a da mala", disse o jardineiro aposentado josé dos Reis Ferreira, 68, mineiro da região de Diamantina, que foi se despedir da cantora.
A cantora é considerada uma das principais cantoras da música sertaneja brasileira. É reconhecida como a mais antiga e mais importante expressão artística da música caipira no país. Ela nasceu em São Paulo e fez carreira no rádio e na televisão, além de passagens pelo cinema e teatro, onde atuou e produziu espetáculos musicais. Em novembro de 2014, ela foi eleita para ocupar uma das cadeiras na Academia Paulista de Letras.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi ao velório e afirmou que Inezita era uma "figura admirável".
"Quando ela fez 88 anos fizemos uma homenagem e o segredo de sua vida longa e feliz é que ela amava música caipira, gostava do que fazia e fazia bem feito".
O governador ainda recitou um verso da moda da pinga. "'A marvada pinga que eu me atrapalho. Não bebo de uma só vez porque acho feio. Tomo o primeiro gole até o meio e é no segundo que eu desvazeio'", cantou.
Antes, por meio de nota de pesar, o governador afirmou que esteve com ela no palco do programa "Viola, Minha Viola".

"Durante 35 anos, as manhãs de domingo no interior de São Paulo e do Brasil tiveram a sonoridade de Inezita Barroso no comando do "Viola, Minha Viola", o mais antigo programa musical da televisão brasileira. Neste domingo à noite, com muita tristeza, nos despedimos dela. Paulistana da Barra Funda, Inezita foi compositora, cantora, atriz, violeira, pesquisadora, professora e doutora honoris causa de folclore e da música caipira. Há dois anos, tive a honra de estar com ela, no palco do "Viola", para a emocionante festa musical em que o país inteiro comemorou seu aniversário de 88 anos e sua grande obra. Naquele dia, ela explicou o segredo de sua vida longa e feliz: amava a música caipira, gostava do que fazia e de fazer bem feito. Ao recuperar o nosso folclore, Inezita Barroso preservou um ativo inestimável, um tesouro que faz de nós, brasileiros, uma nação: nossas raízes. A partir de agora, São Paulo e o Brasil retribuirão esse legado de amor com imensa saudade", diz a nota. 
Para a neta Paula Maia, arista plástica, a avó nunca trabalhou por dinheiro. “Minha avó era uma pessoa incrível. Ela foi pioneira na carreira. Trabalhou e lutou muito pelo que ela acreditava. Sempre foi muito autêntica. Não era por causa de dinheiro que ela cantava e tinha o programa. O que ela gostava é da música de raiz, da música regional. Ela valorizava muito a cultura brasileira e tentou divulgar o máximo possível”, disse.

O cantor Donizeti disse que se apresentou diversas vezes no programa de Inezita. "Meu respeito e minha tristeza sao muito grandes. Ela conseguiu provar a força da mulher brasileira. Ela ajudou muita gente, muitos artistas novos. Ela vai deixar saudade", afirmou.
O músico João Bosco Batista, que trabalhou por quase 18 anos com Inezita, esteve nesta manhã no velório. “Inezita era sensacional. Muito talentosa. Tinha muito conhecimento, muito amor pelo povo, pela terra, pela arte. Ela tinha um carinho muito grande com os poetas caipiras. Era uma faculdade para nós”, contou o músico. “Ainda pequena estudou piano. Depois ela teve interesse em começar a pesquisar sobre música ao ver as rodas de violeiros nas fazendas”, observou.

A dupla sertaneja Lourenço e Lourival lamentou a morte de Inezita. Eles disseram ter gravado no domingo uma homenagem pelos 90 anos da apresentadora. "Eu não sei agora pra fazer show como é que a gente vai fazer sem a Inezita anunciar no programa dela. É uma peça que quebrou e não tem reposição", disse Lourival.
Velório da cantora e apresentadora Inezita Barroso, 90 anos, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Foto: Marco Ambrosio/ Estadão Conteúdo)
O velório de Inezita Barrozo, 90 anos, é realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Foto: Marco Ambrosio/Estadão Conteúdo)
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Inezita Barroso. (Foto: Reprodução)
Inezita Barroso no programa 'Viola, Minha Viola, na TV Cultura. (Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo)
Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, nasceu em 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Filha de família tradicional paulistana, passou a infância cercada por 

influências musicais diversas, mas foi na fazenda da família, no interior paulista, que desenvolveu seu amor pela música caipira e pelas tradições populares. Começou a cantar e a estudar violão aos 7 anos.
Formada em Biblioteconomia na Universidade de São Paulo (USP), Inezita foi uma grande pesquisadora da música caipira brasileira. Por conta própria, percorreu o interior do Brasil resgatando histórias e canções. Reconhecida por este trabalho, foi convidada a dar aulas sobre folclore em uma universidade paulista. Pelo seu trabalho como folclorista, e por ser uma enciclopédia viva da música caipira e do folclore nacional, recebeu o título de 'doutora Honoris Causa em Folclore' pela Universidade de Lisboa.
Foi a primeira mulher a gravar uma moda de viola e era considerada a grande dama da música de raiz.
Na televisão, sua carreira começou junto com a TV Record, onde foi a primeira cantora contratada. Depois, passou pela extinta TV Tupi e outras emissoras, até chegar à TV Cultura para comandar por mais de 30 anos o "Viola, Minha Viola".


Tags: Caipira, Cultura, Inezita Barroso, Música, Sertanejo, Viola minha viola

Morre aos 68 anos cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário


* * * Extraído do Portal G1 * * *

Ele teve insuficiência do miocárdio e parada cardíaca em Americana (SP).
Dupla de 'Estrada da vida' foi uma das mais importantes do Brasil.
Do G1, em São Paulo


Morreu nesta terça-feira (3), aos 68 anos, o cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário. Ele estava internado desde segunda-feira (2) no hospital Unimed, de Americana (SP), cidade onde morava. Segundo o boletim médico, ele teve insuficiência do miocárdio, seguida de parada cardíaca.
"É com muita dor no coração e profunda tristeza que comunicamos o falecimento do nosso ídolo José Rico. Vamos rezar por este homem que tanta alegria nos deu. É impossível descrever nossa tristeza, estamos todos em estado de choque", diz a nota oficial. A assessora da dupla disse ao G1 que toda a equipe e a família estão em choque.
Nascido em Pernambuco
José Alves dos Santos, de nome artístico José Rico, nasceu em São José do Belmonte (PE), em 20 de junho de 1946. Ele também já morou no Paraná e em São Paulo, onde conheceu o companheiro de dupla Milionário (Romeu Januário de Matos). O duo ficou conhecido como "gargantas de ouro".

A dupla foi formada no início dos anos 70, começou a tocar em circos no interior do país, e foi ganhando popularidade. Milionário & José Rico se consolidaram nos anos 80 como uma das duplas mais importantes da música sertaneja brasileira. Em 1980 ele estrelaram o filme "Estrada da vida", dirigido por Nelson Pereira dos Santos. Eles também lançaram o longa "Sonhei com você", em 1989.
Entre as músicas mais conhecidas estão "Amor dividido" e "O tropeiro", "A carta", "Viver a vida" e especialmente "Estrada da vida", composta por José Rico. Eles chegaram a se separar durante três anos no início dos anos 90, mas retomaram a parceria.
Ao longo da carreira venderam mais de 30 milhões de cópias. Eles mantinham atividade intensa até hoje, com uma média de 170 shows por ano. Eles inseriram influência de diversos estilos no sertanejo, como ritmos nordestinos e de outros países da América Latina.
Em 2014, José Rico se candidatou a deputado federal em Goiás, pelo PMDB, mas não foi eleito.
Ele era casado com Berenice Martins Alves dos Santos, e tinha dois filhos gêmeos, Samy e Sara.


Tags: Caipira, G1, Milionário e José Rico, Música, Sertanejo