quarta-feira, 10 de junho de 2020

Comércio de rua na cidade de SP reabre com funcionamento limitado a 4h por dia


Movimentação na região do Brás, no centro de São Paulo (SP), nesta quarta-feira (10), no primeiro dia de reabertura do comércio de rua. — Foto: Mineto/Futura Press/Estadão Conteúdo

* * * Extraído do Portal G1 * * *

Prefeitura autorizou que estabelecimentos da capital paulista operem a partir desta quarta, entre 11h e 15h. Protocolo também prevê normas de higiene e testagem de funcionários.

Por G1 SP — São Paulo
 


O comércio de rua em São Paulo reabriu às 11h desta quarta-feira (10), após mais de dois meses fechado por conta das medidas de isolamento social impostas para conter o avanço do coronavírus na cidade.

A retomada faz parte do plano de flexibilizações anunciado pelo governo do estado e prefeitura no final de maio.

Nesta terça-feira (9), o prefeito Bruno Covas autorizou a reabertura das lojas de rua e das imobiliárias da capital paulista com horário de funcionamento reduzido.
Os estabelecimentos poderão funcionar pelo período de 4 horas por dia, sempre entre 11h e 15h. Além disso, terão de seguir as normas de higiene recomendadas pelas autoridades de saúde para evitar o risco de contágio e de propagação do vírus.

Segundo Covas (PSDB), o acordo com os representantes dos shoppings centers deve ser assinado nesta quarta-feira, para que os estabelecimentos voltem a funcionar na quinta.
Para dar conta da demanda de movimentação de passageiros na cidade neste primeiro dia de reabertura do comércio, a SPTrans prometeu colocar nas ruas 92% da frota de ônibus da cidade em operação, com 11.800 coletivos circulando pela capital

A capital paulista está na fase laranja do plano gradual de flexibilização da quarentena estipulado pelo governo de São Paulo. Nesta etapa, cinco setores são autorizados a reabrir com restrições. O município já havia liberado concessionárias de veículos e escritórios.
Resumo das novas liberações:

·         Comércio de rua e imobiliárias poderão abrir a partir desta quarta (10) pelo período de 4h e fora do horário de pico;

·         Shoppings poderão reabrir a partir de quinta (11) e terão que escolher entre duas opções de funcionamento 6h às 10h ou das 16h às 20h, com público limitado a 20%;

·         Todos os estabelecimentos deverão seguir regras de higiene e segurança.

Além de cuidados com saúde, como distanciamento social e uso de álcool gel, as lojas vão ter um limite de horário de funcionamento de quatro horas. O comerciante poderá escolher o horário de abertura, desde que seja fora do horário de pico.

Os shoppings vão reabrir a partir de quinta também com limite de funcionamento. Ou abrem de 6h às 10h ou das 16h às 20h. O horário da manhã é uma reivindicação dos shoppings populares. Os shoppings maiores devem funcionar no segundo horário.


Haverá limite também de pessoas. Nenhum deles poderá receber mais do que 20% da capacidade de público.

O protocolo assinado também determina que os estabelecimentos permitam que os funcionários com filhos pequenos sejam mantidos em trabalho remoto, ou que busquem formas alternativas de manter os empregos.

A Associação Brasileira de Shoppings não gostou do período restrito de funcionamento. "Nós entendemos que esse período de reabertura deve ser feito com cautela, com todos os cuidados, mas nosso entendimento é que talvez um período um pouco maior, fosse mais adequado para fazer com que o fluxo fosse mais adequado no shopping", afirmou o presidente da entidade, Glauco Humai.

O governo de São Paulo considera que as restrições são necessárias para que os municípios não retrocedam de fase e tenha que fechar as atividades não essenciais outra vez.

"A fase laranja é uma fase de controle, a retomada prevê evitar consumo local, por isso que são setores que envolvem e permitem minimizar o contato. O isolamento social ainda é a principal recomendação para a população. Isso é fundamental para que essa retomada seja bem sucedida e em municípios que isso não acontecer, a gente vai eventualmente precisar retroceder nas fases e temos os mecanismos para que isso aconteça", afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

Flexibilização da quarentena
Os setores fazem parte de uma lista de cinco que foram autorizados a funcionar, com restrições, na fase 2-Laranja da quarentena, que está em vigor em algumas regiões do estado, incluindo a capital, desde 1° de junho.

A Prefeitura de São Paulo optou por liberar o funcionamento dos setores contemplados apenas após análise de protocolos de saúde. Na semana passada, Covas autorizou o funcionamento de escritórios e concessionárias.

Nessas propostas, os setores informam como vão retomar o funcionamento garantindo a segurança de funcionários e clientes.

Pelo plano apresentado pelo governo de São Paulo, as regiões do estado são classificadas da seguinte forma:

·         Alerta máximo (vermelho)
·         Controle (laranja)
·         Flexibilização (amarelo)
·         Abertura parcial (verde)
·         Normal controlado (azul)


De acordo com a fase cada região pode liberar a abertura de diferentes setores da economia fechados pela quarentena.

A classificação de cada região leva em consideração uma série de critérios, entre eles, taxa de ocupação de UTIs e total de leitos a cada 100 mil habitantes.

De acordo com o governo, uma região só pode passar a um maior relaxamento após 14 dias. A reavaliação só ocorrerá em período menor caso haja informações relevantes que exijam, excepcionalmente, uma revisão.


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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Vera Fischer é dispensada da Globo após 43 anos



***FOTO DE ARQUIVO*** RIO DE JANEIRO, RJ, 20.06.2018 - A atriz Vera Fischer em sua casa, no Rio de Janeiro. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

* * * Extraído do Portal Yahoo * * *

Folhapress anteontem

Vera Fischer, 68, é a terceira veterana a ser dispensada pela Globo nesta semana. A saída da atriz ocorre após José de Abreu e Miguel Falabella deixaram a emissora carioca.
Seu último papel na Globo foi na novela "Espelho da Vida" (2018-2019), quando interpretou Gertrudes Trindade. O nome da atriz também já circulava na lista de escalão da próxima novela das seis da emissora, "Além da Ilusão", prevista para estrear depois de "Nos Tempos do Imperador", que foi adiada devido à pandemia do novo coronavírus.
Em nota, a Globo confirmou a demissão da atriz e afirmou que "tem tomado uma série de iniciativas para preparar a empresa para os desafios do futuro". "Temos evoluído nos nossos modelos de gestão, de criação, de produção, de desenvolvimento de negócios e também de gestão de talentos", diz comunicado enviado à reportagem.
"Assim, em sintonia com as transformações pelas quais passa nosso mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas de parceria com seus talentos. Vera Fischer, assim como outros talentos, tem abertas as portas da empresa para atuar em futuros projetos em nossas múltiplas plataformas", continuou.
Sobre a escalão da atriz para a trama "Além da Ilusão", a Globo disse que a pré-produção da novela ainda parada devido à pandemia e, por isso, a escalação ainda não foi definida. O F5 entrou em contato com a assessoria da atriz, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
Carreira
Em 2019, Vera Fischer completou 50 anos do título de Miss Brasil 1969. Aos 17 anos, ela foi coroada pela baiana Martha Vasconcellos, vencedora do Miss Universo. "Não que eu me considerasse bonita, mas eu queria vencer. Aí eu fui com tudo! Ganhei o Miss Blumenau, depois vieram o Miss Santa Catarina e o Miss Brasil. Desfilei sem olhar para o júri, de nariz para cima. Queria ganhar, pois só assim o meu pai me deixaria sair de casa", disse a atriz, em entrevista para a coluna De Faixa a Coroa.
Famosa por suas personagens nas novelas da Globo, a atriz Vera Fischer estreou nos folhetins em 1977, como a Diana Queiroz de "Espelho Mágico". Na trama, Diana era uma ex-miss Brasil e atriz de pornochanchada que tentava mudar os rumos de sua carreira.
Entre os papéis mais marcantes de Vera na TV estão Jocasta, de "Mandala" (1987), Eduarda, da minissérie "Riacho Doce" (1990), e Helena, de "Laços de Família" (2000).
Recentemente, ela diz que gostaria de tocar um programa focado em saúde e bem-estar. "Eu tenho um projeto sobre bem-estar, saúde, ginástica. Sou uma pessoa física. Queria muito fazer um programa sobre isso. Se não for na Globo, vai ser um programa no YouTube."

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Veículos de comunicação formam parceria para dar transparência a dados de Covid-19




* * * Extraído do Portal G1 * * *

Jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL vão coletar nas secretarias de Saúde, e divulgar em conjunto, números sobre mortes e contaminados, em razão das limitações impostas pelo Ministério da Saúde.

Por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL
 

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19, os veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL decidiram formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

Em uma iniciativa inédita, equipes de todos os veículos vão dividir tarefas e compartilhar as informações obtidas para que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. O balanço diário será fechado às 20h.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.
Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.
Em razão dessas omissões, a parceria entre os veículos de comunicação vai coletar os números diretamente nas secretarias estaduais de Saúde. Cada órgão de imprensa divulgará o resultado desse acompanhamento em seus respectivos canais. O grupo vai chamar a atenção do público se não houver transparência e regularidade na divulgação dos dados pelos estados.

"A missão do jornalismo é informar. Em que pese a disputa natural entre veículos, o momento de pandemia exige um esforço para que os brasileiros tenham o número mais correto de infectados e óbitos”, afirma Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo da Globo (TV Globo, GloboNews e G1). “Face à postura do Ministério da Saúde, a união dos veículos de imprensa tem esse objetivo: dar aos brasileiros um número fiel."
"Numa sociedade organizada como a brasileira, é praticamente impossível omitir ou desfigurar dados tão fundamentais quanto o impacto de uma pandemia. Com essa iniciativa conjunta de levantamento de dados com os estados, deixamos claro que a imprensa não permitirá que nossos leitores fiquem sem saber a extensão da Covid-19 “, afirma Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha.

“Neste momento crucial, deixamos nossa concorrência de lado por um bem comum: levar à sociedade o dado mais preciso possível sobre a pandemia. Essas informações orientam as pessoas e as políticas públicas. Sem elas, o país mergulha em um voo cego. O jornalismo cumprirá seu papel”, afirma Alan Gripp, diretor de Redação de O Globo.
“É nossa responsabilidade cotidiana transmitir informações confiáveis para a sociedade. E, agora, no momento mais agudo da pandemia, precisamos assegurar à população o acesso a dados corretos o mais rápido possível, custe o que custar”, diz Murilo Garavello, diretor de Conteúdo do UOL.

“É triste ter que produzir esse levantamento para substituir uma omissão das autoridades federais. Transparência e honestidade deveriam ser valores inabaláveis na gestão dessa pandemia. Vamos continuar cumprindo nossa missão, que é informar a sociedade”, afirma João Caminoto, diretor de Jornalismo do Grupo Estado.
"O jornalismo tem a missão de levar à população os números mais precisos sobre a pandemia. É fundamental conhecer a real extensão dos fatos. Esses dados são decisivos para que as pessoas saibam como agir nesse momento tão difícil", destaca Humberto Tziolas, diretor de Redação do Extra.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Sem horário de verão, Google pede a usuários que tirem atualização automática do relógio no Android



* * * Extraído do Portal G1 *  *

Mudança de horário foi revogada pelo governo em abril deste ano e não vai mais acontecer neste final de semana. Mas celulares podem fazer atualização do relógio automaticamente.

Por G1
 

Os aparelhos que não fizerem a mudança já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas operadoras de telefonia. — Foto: Divulgação/Google
Google publicou um anúncio oficial em seu blog,nesta sexta-feira (18), recomendando que usuários de Android no Brasil alterem as configurações automáticas de data e hora.
Segundo a empresa, isso deve ser feito para não correr o risco de perder a hora no domingo, caso os telefones atualizem para o horário de verão, que não está mais em vigor no país.

O horário de verão do brasileiro deveria acontecer entre este sábado (19) e domingo (20), com os relógios sendo adiantados em 1 hora, mas foi revogado presidente Jair Bolsonaro, em um decreto assinado em abril.
Para fazer a alteração siga estes passos:
·         Entre no menu de configurações;
·         Entre na opção "Sistema" (segundo o Google, dependendo do aparelho este passo pode ser pulado);
·         Escolha as opções de "Data e Hora";
·         Desativa as funções “Data e hora automáticas” e “Fuso horário automático”.
Essas configurações podem ser mantidas até o dia 16 de fevereiro, quando o horário de verão chegaria ao fim, se ainda estivesse em vigor.
"Na prática, isso significa que alguns celulares possivelmente não tenham a informação necessária para evitar que o relógio dos aparelhos seja alterado automaticamente", afirmou a empresa.

Segundo o Google, a mudança no horário de verão brasileiro impacta o banco de dados da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (IANA), responsável por passar as informações para os smartphones.

Alguns aparelhos podem não ser impactados neste final de semana, mas no dia 3 de novembro, por causa de mudanças que aconteceram no ano passado, durante as eleições. De acordo com o Google, valem as mesmas recomendações.
Os aparelhos que não fizerem mudanças no horário, segundo o Google, já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas redes das operadoras de telefonia.

Horário de verão
No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932.

No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto.

O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias.
No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países — e atinge cerca de um quarto da população mundial.

O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, Groenlândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida.

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Técnica pioneira contra câncer vai estar no SUS? Saiba como 4 novos pacientes serão decisivos no estudo



* * * Extraído do Portal G1 * * *

Terapia utilizada em homem de 64 anos com linfoma em fase terminal, deve ser reproduzida em mais quatro pacientes até o primeiro semestre do ano que vem. Pesquisa da USP-Fapesp criou método 100% brasileiro para aplicar técnica norte-americana CART-Cell, que ainda não tem data para ser disponibilizada na rede pública de saúde.

Por Fabio Manzano, G1
 

O tratamento que levou à remissão de um linfoma em fase terminal no mineiro Vamberto Luiz de Castro deverá ser aplicado em mais quatro pacientes até julho de 2020, afirma um dos pesquisadores do grupo responsável pela criação de técnica de terapia genética pioneira no país.
"Minha expectativa é que até o primeiro semestre de 2020 vamos ter realizado pelo menos mais 4 tratamentos compassivos", disse ao G1 o hematologista Eduardo M. Rego, que é pesquisador do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP), entidade que concentrou as pesquisas.

Eduardo M. Rego, que também é professor da Faculdade de Medicina da USP e coordena o setor de hematologia do grupo Oncologia D’OR, explica que os próximos passos para esta descoberta incluem ainda a realização de um estudo clínico, que deve durar dois anos e ter um grupo maior de pacientes – ele não define prazos, nem número de atendidos.
A expectativa é que, junto com o acompanhamento de Vamberto, os resultados que virão a ser obtidos com os próximos quatro pacientes também sirvam para guiar os os rumos do projeto.
"No estudo clínico é onde poderemos testar a eficácia e a segurança do tratamento. Tem que garantir que ele é eficaz e seguro, a partir daí podemos pleitear que essa estratégia seja incorporada ao SUS, mas aí vai entrar uma discussão de orçamento, que a gente não controla.", ressaltou Rego.
Se as etapas de estudos e pesquisas continuarem a se manter promissoras, o coordenador do CTC Dimas Tadeu Covas, avalia que o tratamento pode ser adotado em larga escala com adaptações nos laboratórios de produção.
“Os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”, afirma Covas.

Próximos passos

O primeiro paciente a estar “virtualmente” curado de um linfoma a partir desta técnica ainda segue em tratamento, com medicações e sessões de fisioterapia para reabilitação após 40 dias em que ficou internado. O mineiro Vamberto receberá o diagnóstico final de cura após cinco anos de acompanhamento da equipe médica.
O linfoma é um câncer que afeta as células do sistema linfático, que é uma parte importante do sistema imunológico, ou seja, o sistema de defesa do nosso organismo que ajuda a combater infecções. No linfoma, essas células passam a se proliferar de forma descontrolada.
Nos próximos meses, os pesquisadores esperam poder realizar mais quatro tratamentos no CTC. De acordo com o hematologista Eduardo M. Rego, todos serão feitos até o fim do primeiro semestre de 2020. Este passo será realizado apenas em formato compassivo, com pacientes que não tenham mais nenhuma opção de tratamento.
Após estes pacientes, o grupo pretende abrir um protocolo de pesquisa clínica que atenderá mais pacientes em um prazo de dois anos. Depois deste período é que apresentarão os resultados do estudo para a Anvisa, que irá decidir se o tratamento poderá ou não ser liberado no país em escala.



Manchas pretas no exame são tumores. O primeiro foi realizado há um mês, quando o paciente chegou ao hospital. Nesta semana, o resultado do exame mostra que a maioria das manchas desapareceu, e as que restam sinalizam a evolução da terapia. — Foto: Reprodução/Fantástico

100 % brasileira

Renato Luiz Cunha, outro dos responsáveis pelo estudo, explicou ao G1 que a terapia genética consegue modificar células de defesa do corpo para atuarem em combate às que causam o câncer.
"As células vão crescer no organismo do paciente e vão combater o tumor", disse Cunha. "E desenvolvemos uma tecnologia 100% brasileira, de um tratamento que nos EUA custa mais de R$ 1 milhão. Esperamos que ela possa ser, no futuro, acessível a todos os pacientes do SUS."
O tratamento ainda não está liberado na rede pública ou privada de saúde, por isso, Cunha explicou que, para que o estudo pudesse ter atendido a um paciente no hospital universitário, seu encaminhamento foi aprovado por uma comissão de ética.
Um porta-voz do Ministério da Saúde disse ao G1 que a pasta não comenta sobre pesquisas em andamento, mas explicou que antes de ser disponibilizado na rede SUS, o tratamento precisa passar "por uma série de comissões" que avaliam os riscos e a segurança dos pacientes e tem que ser aprovado pela Anvisa.

Tratamento complexo

Dimas Tadeu Covas, que coordena o Centro de Terapia Celular do HC de Ribeirão, disse ao G1 que o procedimento poderá ser reproduzido em outros centros de excelência do país, mas não dá datas. Isso porque, segundo ele, depende de laboratórios controlados com infraestrutura adequada.
"Devido à complexidade do tratamento, ele também só pode ser feito em unidades hospitalares com experiência em transplante de medula óssea", disse o pesquisador. "Isso porque, durante o processo, a imunidade é comprometida. O paciente tem que ficar isolado, não pode ficar exposto. Não são todos os hospitais que podem fazer esse tipo de tratamento. Além disso a terapia tem efeitos colaterais."
A resposta imune progressiva pode causar febres altas, náuseas e dores musculares. Os pesquisadores não eliminam o risco de morte, e reconhecem que a forte baixa no sistema imunológico traz um potencial fatal para alguns pacientes.

Terapia genética

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

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