BRASÍLIA
- O presidente Jair
Bolsonaro assinou decreto, nesta quarta-feira, 23, que
estabelece para os cidadãos uma carteira de identidade nacional. O número do CPF
passará a ser adotado como padrão de identificação no País.
A substituição será gradativa e as
pessoas não precisam procurar os órgãos que emitem os documentos neste momento.
Os institutos estaduais responsáveis pela emissão têm até março do ano que vem
para estar aptos ao novo serviço. Os cidadãos terão dez anos para atualizar a
documentação. Haverá versão física e digital do documento.
Foto
A
medida, segundo o governo, tem o objetivo de desburocratizar o acesso e evitar
fraudes. Com o novo decreto, o governo pretende acabar com a possibilidade de
emissão duplicada para a mesma pessoa em Estados diferentes. Hoje, cada unidade
da federação pode emitir uma carteira.
De
acordo com o secretário especial de modernização do Estado, Eduardo Gomes da
Silva, o novo documento terá um código QR no qual as pessoas poderão incluir as
informações pessoais que poderão ser acessadas por instituições públicas e
privadas.
"O código será abastecido com
aquilo que o cidadão autorizar. A nova carteira segue a Lei Geral de Proteção
de Dados (LGPD)", destacou.
Assim como a atual carteira de identidade, o novo documento poderá
ser utilizado para viagens internacionais por países do Mercosul. No entanto,
não substitui o passaporte nem nenhum outro documento, como a Carteira Nacional
de Habilitação.
Instituto Butantan já havia obtido autorização para aplicação de 6
milhões de doses que chegaram prontas da China. Novo pedido aprovado se refere
a doses envasadas no Brasil
Por
Gustavo Garcia, Paloma Rodrigues e Luiz Felipe Barbiéri, G1 e TV Globo — Brasília
A
diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
aprovou nesta sexta-feira (22) por unanimidade o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da vacina CoronaVac,
desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto
Butantan.
Essa fração chegou pronta da China e começou a ser distribuída em
todo o país pelo Ministério da Saúde nesta semana (saiba mais ao final desta reportagem).
O novo pedido de autorização é para o uso emergencial de todas as
doses envasadas pelo Butantan.
As doses do primeiro lote foram integralmente fabricadas na China
e enviadas ao Brasil em frascos já prontos para aplicação, com uma dose por
recipiente.
Já as doses aprovadas nesta sexta pela Anvisa foram feitas com a
matéria-prima enviada pela Sinovac ao Butantan, que finalizou a produção e
envasou as 4,8 milhões de doses em frascos contendo dez doses cada um.
De acordo com a Anvisa, as dez doses devem ser aplicadas no prazo
de oito horas após o recipiente ser aberto. A agência alerta para o fato de
que, passadas oito horas da abertura do frasco, não é possível garantir a
integridade e a pureza da vacina.
As doses em frascos fechados, que nunca foram abertos, têm,
segundo a Anvisa, prazo de validade de 12 meses, de acordo com as primeiras
análises.
Segundo a Anvisa, os frascos precisam ser armazenados em
temperatura entre dois a oito graus, mas suportam, fora dessa temperatura,
tempo suficiente para a aplicação nas pessoas.
Apresentações técnicas
Gustavo Mendes, gerente-geral de
Medicamentos e Produtos Biológicos, fez uma apresentação técnica sobre o pedido
do Instituto Butantan e, ao final, recomendou a aprovação para uso emergencial,
frisando que há ausência de “alternativas terapêuticas” para o tratamento da
Covid-19.
“Tendo em vista o cenário da pandemia, o aumento do número de
casos, ausência de alternativas terapêuticas específicas para a Covid,
recomendamos a aprovação dessa vacina nessas condições, mas com monitoramento
das incertezas”, disse Gustavo Mendes.
Ele destacou que a armazenagem das doses em uma câmara fria deve ser
feita em uma temperatura entre dois e oito graus. Segundo Mendes, armazenar os
imunizantes nessas condições “preserva a vacina da melhor maneira".
O gerente-geral de Medicamentos disse ainda que, desta vez, o
frasco da vacina é do tipo multidose, com dez doses. O primeiro pedido fez
referência a frascos do tipo monodose, ou seja, contendo dose única.
A recomendação, segundo Gustavo Mendes, é de que as dez doses
sejam utilizadas em um prazo de até oito horas após a abertura do frasco.
“Se essas dez doses não forem utilizadas em até oito horas, nós
não conseguimos garantir a integridade e a pureza da vacina. Então, além de
determinar esse prazo de até oito horas para que a vacina seja utilizada, a
nossa preocupação é que as técnicas assépticas para manuseio estejam atentas
para que não haja qualquer risco de contaminação desse frasco durante o uso”,
afirmou.
O gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa,
Fabrício Carneiro de Oliveira disse na apresentação técnica que, em mais de 5
mil unidades envasadas analisadas, não foi identificada nenhuma unidade
contaminada após a incubação, o que “demonstra que os procedimentos estão
adequados para permitir que não haja contaminação involuntária”.
“O parecer é que as informações prestadas demonstram o cumprimento
das boas práticas e justificam o uso emergencial da vacina. Nos manifestamos
pela aprovação de eventuais novos pedidos de uso emergencial nos moldes já
apresentados neste momento, ou seja, vacinas importadas prontas bem como o
granel formulado pela Sinovac com envase e acondicionamento pelo Butantan”,
disse.
Votos
Após as apresentações técnicas, a
relatora Meiruze Freitas votou pela aprovação do pedido de uso emergencial do
segundo lote de vacinas CoronaVac.
“Entende-se que esses [dados e esclarecimentos] são suficientes
para dar suporte a autorização para apresentação multidose da vacina e para o
processo de envase no Instituto Butantan. Para a apresentação multidose, foi
aprovado o prazo provisório de 12 meses”, disse.
Em outro momento do voto, Meiruze Freitas disse que, apesar de
algumas incertezas ainda existentes pelo estágio em desenvolvimento da vacina,
“os benefícios conhecidos e potenciais da vacina superam os riscos”.
“A vacina CoronaVac atende aos critérios necessários de qualidade,
segurança e eficácia para o uso emergencial. Da mesma forma, como no estudo
anterior, faço uma ressalva a um ponto crítico que requer abordagem
complementar quanto ao estudo de imunogenicidade. Dessa forma, está mantido o
compromisso pelo Butantan de que até 28 de fevereiro os estudos estejam
apresentados para a Anvisa”, afirmou a relatora.
Meiruze Freitas lembrou que não há medicamentos registrados na
Anvisa com indicação específica para o tratamento da Covid-19. Ela também
ressaltou que “há poucos tratamentos de suporte disponíveis”.
“Mesmo em um cenário de incerteza, uma vacina contra a Covid-19
segura, capaz de prevenir e reduzir mortalidade e morbidade, pode ser
autorizada para uso emergencial, em especial no contexto dessa pandemia”,
disse.
Após o voto de Meiruze Freitas, os diretores Romison Mota, Alex
Campos, Cristiane Jourdan e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra
Torres, também votaram pela aprovação do pedido de uso emergencial,
acompanhando o voto da relatora.
“Não importa que críticas infundadas sejam construídas, não
importa que críticas sejam feitas por pessoas que nunca conversaram conosco. O
que se aprova no dia de hoje é uma modalidade de uso chamada de uso
emergencial. Trata-se de um momento em que um balanço entre riscos e benefícios
é considerado favorável”, disse Barra Torres ao se manifestar favoravelmente ao
pedido do Butantan.
Pressões e atraso
Na abertura
da reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres disse que não
faz “nenhum sentido” atrelar o nome da Anvisa às palavras “burocracia” e
“atraso”. Ele também afirmou que não “há sentido” em falar de pressões sobre a
Anvisa.
“Somos,
sim, os recordistas em tempo de análise bem feita e com segurança para oferecer
produtos confiáveis à população”, afirmou o diretor da agência.
“A pressão
é uma só: temos que contribuir para assegurar a saúde dos nossos cidadãos”,
acrescentou Barra Torres.
Na
sequência, a diretora Meiruze Freitas, relatora do pedido, disse que a Anvisa
tem compromisso em avaliar as demandas com “celeridade”, mas “dentro dos
critérios que resguardam a qualidade dos produtos que serão utilizados na nossa
população”.
A reunião
que discutiu o tema durou cerca de cinco horas. Os diretores acompanharam o
voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos.
No caso da
CoronaVac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de
compromisso e publicação em "Diário Oficial".
Ao
proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres,
afirmou:
"A
imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo
vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos.
Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós
brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa,
confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance
vá e se vacine."
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COVID-19, CORONAVAC, Corona Vírus, G1, Mundo, Notícias, Vacina, Vacinação, São Paulo
Ele é Pelé há 64 anos, quando chegou ao Santos - o clube de Pelé.
Há 63 anos
Ele vestiu a amarelinha pela primeira vez - a seleção de Pelé.
Há 62 anos
Ele conquistou o mundo pela primeira das três vezes - o mundo de Pelé.
Errei: do
planeta que não é de Pele por Ele ser de outra galáxia. Com o devido respeito a
Três Corações, o Pelé dos 1000 gols é ET.
Todo mundo
tem história com Ele. Também por ninguém saber tabelar com a gente como Ele.
Ninguém atende tão bem as pessoas que não conhece quanto Edson conhecido por
todas elas. Todas ganham atenção e autógrafo, selfie e sorriso. Até nisso Pelé
é Pelé.
Eu adoraria dizer que não esqueço o único gol que vi Dele no
estádio, no Morumbi, no empate com o meu Palmeiras, em 1973. Mas eu não vi. Meu
pai tanto falou Dele que eu morri de medo e toda vez que a bola passava pelo
meio-campo eu fechava os olhos para não ver Pelé pelezar.
Por isso não
O vi marcando o gol naquele domingo. Um clássico numa tarde de sol: gol de
Pelé.
Como o
daquele dia de Maracanã contra o Fluminense, em 1961. Quando Ele driblou o
Tricolor inteiro para marcar mais um golaço. O que inspirou o editor Walter
Lacerda e o jornalista Joelmir Beting a criarem uma placa em homenagem à
obra-Pelé.
Uma placa que
em 1999 o próprio Pelé deu ao meu pai. Em retribuição do autor do Gol de Placa
ao autor da placa do gol.
O maior
prêmio que minha família recebeu.
Mas eu ainda
ganharia outro, por ser curador da exposição das Copas do Rei do Museu Pelé.
Onde uma vez levei meu filho para um evento que apresentei com o Rei. Ele
perguntou o nome do meu caçula e disse em seguida: "Gabriel, você tira uma
selfie comigo"?
Isto é Pelé.
Ou melhor. É o Edson que sabe o tamanho universal do Pelé. Um Beatle que lançou
o último disco em 1977. Um Fellini que dirigiu o último filme em 1977. Um
Michelangelo que pintou a última capela em 1977. Um Leonardo da Vinci que criou
a última obra em 1977.
O Pelé do futebol é o Pelé.
Não é 8 ou
80. É 10. É 80. É mais de mil gols. É tri.
É do Pelé.
Perdão por
falar de coisas pessoais. Mas com Ele é assim. Ele nos faz mais pessoal. Ele
nos faz acreditar mais nas pessoas. Saber separar o que o Édson erra como
humano e o que Pelé acertou como ser além disso e de tudo.
Tão Pelé que
até quando errou o gol do meio-campo em 1970, quando cabeceou a bola que Banks
fez uma defesa de Pelé no México, e quando não fez o golaço no drible da vaca
no goleiro uruguaio, Pelé foi mais que todos.
Até não fazer
gol é mais genial com Pelé. É mais Pelé que genial.
Pele é Rei na
democracia mundial do futebol. Mas é rei de real, não da nobreza, por fazer
reais os lances irreais. É rei não por não perder a majestade. É rei por fazer
simples as coisas complexas. É real a sua obra por levar o Brasil ao mundo e
nos trazer três vezes o mundo pra casa.
Pelé não
perde a majestade por ser simples. Por ser Pelé em cada trato mais do que
pessoal. Por não levar o trono no bolso como levou rivais na bola.
Pelé faz 80
assim celebrado por ser 10 em tudo lá dentro. O cidadão do mundo de outro planeta
faz tudo ficar maior do que é.
Ele nos deu o
sonho real. Ele nos deu o mundo.
A gente de
tanto falar Dele acha que pode chegar perto.
Afinal, quem
um dia não sonhou ser Pelé?
Eu não.
Porque nem Pelé em sonho supera o Rei real.
Edson Arantes
do Nascimento. Você tem o nome do gênio que inventou a lâmpada. Como o Thomas,
Edson não é o gênio da lâmpada. Mas ilumina com o mesmo mantra do inventor de
quase tudo: o gênio consiste em um por cento de inspiração e noventa e nove por
cento de transpiração.
Imagem de apresentação feita pela diretora de
Administração do Banco Central, Carolina de Assis Barros, sobre a nova cédula
de R$ 200 — Foto: Reprodução / Banco Central
* * * Extraído do Portal G1 * * *
Nova cédula foi aprovada pelo Conselho Monetário
Nacional, e terá como personagem o lobo-guará. Previsão é que entre em
circulação no final de agosto.
Por Alexandro
Martello, G1 — Brasília
29/07/2020 15h34 Atualizado há
2 minutos
O Banco Central informou nesta quarta-feira (29)
que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$
200, que terá como personagem o lobo-guará.
De acordo com a instituição, a nova cédula deverá
entrar em circulação no final de agosto, e a previsão é que sejam impressas 450
milhões de cédulas de R$ 200 em 2020.
Até a última atualização desta reportagem, o Banco
Central ainda não tinha divulgado a imagem da nova cédula. Atualmente, há seis
tipos de cédulas em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.
A diretora de Administração do Banco Central
afirmou que a instituição está atenta à demanda da população por mais meio
circulante. "Se ela [a demanda] existe, a gente precisa atender. A gente
não sabe por quanto tempo essa demanda adicional por dinheiro vai durar",
declarou.
Segundo ela, em momentos de incerteza, como
atualmente, durante a pandemia de coronavírus, as pessoas tendem a fazer saques
e acumular dinheiro. "Isso não é um fenômeno do nosso país, e isso gerou
um aumento expressivo de demanda nas casas impressoras", declarou.
De acordo com a diretora, o Conselho Monetário
Nacional autorizou nesta quarta-feira (29) o valor de R$ 113,4 milhões para
impressão de 45 milhões de cédulas de R$ 200 e 170 mihões de cédulas de R$ 100.
De acordo com Carolina Barros, o Banco Central fez
uma pesquisa em 2001 e selecionou para as cédulas uma lista de imagens de
animais ameaçados de extinção.
"Como nas demais cédulas, tem elementos de
segurança robustos e capazes de proteger de falsificação. Quanto maior o valor,
maior é a preocupação", afirmou a diretora.
De acordo com a área
econômica, a crise do novo coronavírus foi um dos motivos para o aumento da
procura. A pandemia levou as pessoas a "entesourarem" recursos em
casa, ou seja, manter reserva em cédulas.
Outro motivo apontado é a necessidade de fazer
frente ao pagamento do auxílio emergencial – estimado em mais de R$ 160 bilhões
considerando as cinco parcelas aprovadas. Boa parte dos beneficiários,
sobretudo os de menor renda, preferiu sacar o benefício em espécie.
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Notícias
Movimentação de pessoas na Rua 25 de Março, região central de
São Paulo, na manhã de sábado (20) — Foto: Bruno Rocha/Estadão Contrúdo
* * * Extraído do Portal G1 * * *
Fiscalização será feita pelas Vigilâncias Sanitárias municipais.
Órgão também vai multar em R$ 5 mil estabelecimentos comerciais com pessoas sem
máscaras.
Por Tatiana Santiago e Renata Bitar*, G1 SP —
São Paulo
29/06/2020 12h56 Atualizado há
2 horas
O governador João Doria (PSDB)
anunciou na tarde desta segunda (29) que as pessoas que forem flagradas sem
máscaras em áreas públicas serão multadas no valor de R$ 500 a partir de
quarta-feira (1º). Neste caso, a fiscalização terá o apoio das prefeituras municipais.
"O governo do estado de São Paulo, com o apoio das
prefeituras municipais, estabelece uma multa para pessoas físicas flagradas sem
máscara em espaços públicos, a multa é de R$ 500", disse.
A pessoa física que desrespeitar a determinação terá que
apresentar seus documentos para a emissão da multa. E, em caso de resistência,
a PM poderá ser acionada. "A responsabilidade é da Vigilância Sanitária
dos estados e dos municípios. Se houver necessidade, a vigilância poderá
recorrer à Polícia Militar o Guarda Civil Municipal", declarou Doria.
Também será aplicada multa no valor de R$ 5 mil aos
estabelecimentos comerciais que estiverem com pessoas sem máscaras. A
fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária. O estabelecimento deverá
fornecer máscara para permitir a entrada dos clientes que não estiverem usando.
"Estabelecimentos comerciais, de qualquer tamanho, que a
partir do dia 1º de julho no estado de São Paulo forem flagrados pela
Vigilância Sanitária com a presença de pessoas sem a utilização de máscaras
serão multados em R$ 5 mil por pessoa e por vez. Se tiverem dez pessoas, serão
dez multas sucessivas, se tiverem 20 pessoas serão 20 multas sucessivas",
afirmou o governador.
De acordo com ele, o valor
integral arrecadado com as multas aplicadas será destinado ao programa Alimento
Solidário, para a aquisição das cestas e distribuição às pessoas em estado de
pobreza e extrema pobreza.
No início de maio, o governo do estado já tinha publicado um decreto
que determinava o uso geral e obrigatório de máscaras nas 645 cidades paulistas por
tempo indeterminado para o combate à pandemia do coronavírus. Segundo o
decreto, os infratores poderiam receber multa de R$ 276 a R$ 276 mil, ou até
ser punido com pena de um a quatro anos de detenção. No entanto, no período,
nenhum estabelecimento foi multado. Desde então, os locais receberam apenas
orientações.
Na capital paulista, 97% da população utiliza máscaras durante a
pandemia do coronavírus e, no estado, 93% da população, segundo Doria.
A diretora técnica Christina Megid, da Vigilância Sanitária
estadual, disse que foram feitas 18 mil fiscalizações para orientar os
estabelecimentos comerciais e a população também pode denunciar o
descumprimento da determinação do uso das máscaras. "Quando observar que
exista algum estabelecimento, algum lugar que não esteja cumprindo, nós temos
um canal de denúncia, que é o 08007713541, gostaríamos que quem observar o
descumprimento de qualquer legislação de proteção à saúde neste momento fizesse
a denúncia. Que a população fosse também um grande fiscal aliado também ao
estado", orientou ela.
No entanto, Christina Megid afirmou que a Vigilância Sanitária continua
orientando os estabelecimentos. “A gente já visitou inúmeros estabelecimentos,
se você volta e continua não cumprindo a legislação, com certeza será penalizado.
Em relação aos restaurantes, acho que nós temos que ter bom senso, pois no
momento de comer ele vai ter que retirar.”
Já o número de mortes causadas pelo novo coronavírus chegou a 14.398,
aumento de 60 óbitos.
As novas confirmações informadas não significam, necessariamente, que as
mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas
no sistema neste período. Os números costumam ser menores no final de semana e
às segundas-feiras, devido ao atraso nas notificações nestes dias.
O recorde de casos no estado ocorreu na última sexta-feira (26) com
9.921 confirmações. Foi o terceiro dia consecutivo que os casos registrados nas
últimas 24 horas bateram recorde.
Nesta segunda, o número de pacientes internados caiu para 13.033, sendo
5.336 em UTI e 7.697 em enfermaria. No domingo, eram 14.113, sendo 8.387 em
enfermaria e 5.726 em leitos de UTI.
Já a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados para pacientes com
Covid-19 caiu para 65% no estado e para 66,6% na Grande São Paulo. No domingo,
as taxas eram de 67,2% na Grande São Paulo e 65,3% no estado.