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terça-feira, 16 de maio de 2017

Risco de infarto aumenta após gripe ou pneumonia, diz estudo

Gripe, pneumonia e outras infecções respiratórias aumenta o risco de infarto, segundo estudo (Foto: CDC/ Amanda Mills)


* * * Extraído do Portal G1 * * *

Infecções respiratórias podem desencadear ataque cardíaco. Risco se mantém elevado durante um mês após infecção.


O risco de ter um infarto aumenta sensivelmente nos dias após uma gripe, bronquite ou pneumonia, revela um estudo australiano publicado nesta segunda-feira pelo americano "Internal Medicine Journal".

"Nossos resultados confirmam o que sugeriam estudos precedentes: que uma infeção respiratória pode desencadear um ataque cardíaco", explica o professor Geoffrey Tofler, principal autor do estudo e cardiologista da Universidade de Sydney e do Royal North Shore Hospital.

"Os dados mostram que este risco não aumenta necessariamente logo após o surgimento dos sintomas da infecção, mas sim nos primeiros sete dias, e se mantém elevado durante um mês, apesar de uma redução paulatina".

A pesquisa analisou 578 pacientes que sofreram um infarto como consequência do bloqueio de uma artéria coronária.

Os autores determinaram que 17% apresentaram sintomas de infecção respiratória durante os sete dias prévios à crise cardíaca e 21%, durante os 31 dias prévios.

"A frequência dos ataques cardíacos é mais alta no inverno", destacou o doutor Thomas Buckley, professor da Escola de Enfermagem da Universidade de Sydney, outro autor do estudo.

Segundo os pesquisadores, as infecções respiratórias tendem a aumentar a formação de coágulos no sangue, assim como a inflamação e as toxinas que danificam os vasos sanguíneos, o que explicaria o forte aumento do risco cardiovascular.


Tags: Coração, G1, Infarto, Prevenção, Saúde

quarta-feira, 16 de março de 2011

Brasil bate recorde em doação de órgãos, segundo Ministério da Saúde

Do UOL Ciência e Saúde

Em São Paulo

Evolução do número de doadores

ano

doadores efetivos

índice de doadores (por milhão de pessoas)

2003

893

5,00

2004

1.232

6,80

2005

1.078

5,88

2006

1.109

5,98

2007

1.150

6,13

2008

1.317

6,95

2009

1.658

8,70

2010

1.896

9,90

Atualizada às 11h51

Dados do Ministério da Saúde apontam para novo recorde de doações de órgãos no Brasil: o crescimento foi de 14% em relação a 2009, totalizando 1.896 doadores. Com esse desempenho, o Brasil atingiu a marca de 9,9 doadores Por Milhão de Pessoas (pmp).

Segundo a pasta, o aumento é consequência de um melhor Sistema Nacional de Transplantes (SNT), além do maior repasse de recursos para o setor.

A média nacional de doações (9,9 pmp) também apresentou aumento de 13,8% em relação a 2009, quando o índice era de 8,7 pmp. Nos últimos sete anos, a média de crescimento anual tem sido de 7%.

Alguns Estados, como Santa Catariana e São Paulo, mantêm índices de doações próximos aos de países altamente desenvolvidos, como Espanha e Canadá, que mantêm médias acima de 20 doadores pmp. Os índices de doações de Santa Catarina e São Paulo são, respectivamente, de 17 pmp e 21 pmp.

O número de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas) cresceu 7% em apenas um ano. No último ano, foram realizados no Brasil 6.422 transplantes do tipo, enquanto que em 2009 foram 5.999. Comparadas as quantidades de transplantes de órgãos sólidos realizadas em 2003 e 2010, o crescimento foi de 53,12%. Em 2003, foram realizados 4.194 procedimentos deste tipo.

Já a totalidade de transplantes – considerando órgãos sólidos, tecidos (córneas) e células (medula) – saiu dos 20.253 em 2009 para 21.040 no ano passado.

O Ministério da Saúde informa que seus investimentos no setor mais do que triplicaram nos últimos oito anos. Em 2010, o valor chegou a R$ 1,198 bilhão. Já, em 2003 o investimento foi de R$ 327,85 milhões. O Sistema Único de Saúde (SUS) responde por 95% dos transplantes de órgãos sólidos.

Medula

O número de transplantes de medula óssea apresentou um expressivo aumento, saindo de 1.531 cirurgias em 2009 para 1.695 em 2010, um crescimento de 10,7% em um ano e de 74,38% desde 2003, quando foram registrados 972 transplantes. A grande expansão do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é o principal motivo desse aumento no número de cirurgias do tipo.

Atualmente, o Brasil possui dois milhões de doadores cadastrados, sendo o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores). Em 2003, o cadastro brasileiro contava com apenas 49,5 mil voluntários.

Tags: Doação de órgãos, Transplantes, Medula, Coração, Fígado, Pulmão, Rim, Pâncreas