Pão francês do Café Ernesto, em Brasília — Foto: Divulgação
* * * Extraído do Portal G1 * * *
Receita
brasileira é comemorada nesta terça-feira (21). Inspiração na baguete francesa
originou o nome do pão que é sucesso entre famílias do país.
Por Iana Caramori, g1 DF
21/03/2023
06h09 Atualizado há uma hora
Pão francês, pão de sal, cacetinho, pão
de Jacó. Os nomes diferem de acordo com a região do
Brasil, mas a receita é a praticamente mesma, assim como a popularidade entre a
população. Por isso, o pãozinho que é quase unanimidade na mesa dos brasileiros
tem um dia só para ele, comemorado nesta terça-feira (21).
De francês, ele só tem o nome. O gastrólogo
Altino Moura, do Instituto Gastronômico das Américas (IGA), em Brasília, explica que a receita é brasileira e
é apenas inspirada na culinária francesa. A sua primeira aparição foi no Rio de Janeiro.
"No século 20, os brasileiros que
eram mais ricos viajavam para França, e lá tinha um pão de casca dourada, miolo
branco, bem saboroso e cheiroso. Eles queriam trazer essa receita para cá e
pediram para padeiros [franceses] ensinarem os brasileiros a replicar essa
receita aqui", conta o professor.
O
objeto de desejo desses brasileiros era a baguete, tradicional até hoje na
França. Apesar dos ingredientes terem continuado os mesmos quando chegaram às
terras brasileiras — farinha de trigo, sal, fermento e água —, a receita ganhou
uma identidade verde e amarela. Deixou de ser um pão comprido para ter um
formato menor e mais redondo.
O
gastrólogo aponta que não há um registro do motivo da mudança no formato do
pão. No entanto, a origem da receita que
inspirou a adaptação seria o motivo para o nome que usamos hoje em algumas
partes do Brasil. "Como se fosse uma homenagem",
completa Moura.
Não tem segredo
Pão francês
— Foto: Divulgação
O gastrólogo Altino Moura explica que não
há segredo na hora de fazer o pão francês. É preciso apenas estar atento à
técnica certa. "Obedecendo essas regras, qualquer um dentro de casa
consegue fazer", afirma o professor.
"Existe na panificação a
pré-fermentação, que acelera a fermentação para que a gente consiga concluir o
pão com mais êxito, já que o ambiente em volta interfere no fermento",
afirma Moura.
Para fazer a pré-fermentação, o
gastrólogo explica que é preciso misturar 10% da farinha
de trigo total da receita com água e fermento biológico seco.
Mais leve
chefe de
produção do Café Ernesto, em Brasília, Marta Liuzzi — Foto: Divulgação
Recentemente, a fermentação natural tem
ganhado mais adeptos, devido aos benefícios para a saúde. A chefe de produção
do Café Ernesto, em Brasília, Marta Liuzzi, explica que a prática ajuda, por
exemplo, na digestão e na preservação dos nutrientes pelos alimentos.
Ela conta que há cinco meses a casa
acrescentou o pão francês ao cardápio por pedido dos clientes. "As pessoas
procuravam", lembra. A diferença do pãozinho do café para a receita mais
tradicional está no uso do levain, um fermento natural, e do azeite.
"Começa a ser feito às 16h e é
assado às 4h da manhã. É uma novidade muito boa e está tendo uma adesão
excelente. Já está ganhando seus fãs", diz a chefe Marta Liuzzi.
Veja
como o pão é chamado em diferentes regiões do Brasil:
·Distrito
Federal: pão francês
·Bahia e Minas
Gerais: pão de sal
·Rio Grande do
Sul: cacetinho
·Ceará: carioquinha
·Rio Grande do
Norte: pão de água
·Pernambuco: pão de Jacó
·São Paulo: pão filão
Tags: Brasil, Educação,
G1, Notícias, Padaria, Pão Francês, Pãozinho, São Paulo
Instituto Butantan já havia obtido autorização para aplicação de 6
milhões de doses que chegaram prontas da China. Novo pedido aprovado se refere
a doses envasadas no Brasil
Por
Gustavo Garcia, Paloma Rodrigues e Luiz Felipe Barbiéri, G1 e TV Globo — Brasília
A
diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
aprovou nesta sexta-feira (22) por unanimidade o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da vacina CoronaVac,
desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto
Butantan.
Essa fração chegou pronta da China e começou a ser distribuída em
todo o país pelo Ministério da Saúde nesta semana (saiba mais ao final desta reportagem).
O novo pedido de autorização é para o uso emergencial de todas as
doses envasadas pelo Butantan.
As doses do primeiro lote foram integralmente fabricadas na China
e enviadas ao Brasil em frascos já prontos para aplicação, com uma dose por
recipiente.
Já as doses aprovadas nesta sexta pela Anvisa foram feitas com a
matéria-prima enviada pela Sinovac ao Butantan, que finalizou a produção e
envasou as 4,8 milhões de doses em frascos contendo dez doses cada um.
De acordo com a Anvisa, as dez doses devem ser aplicadas no prazo
de oito horas após o recipiente ser aberto. A agência alerta para o fato de
que, passadas oito horas da abertura do frasco, não é possível garantir a
integridade e a pureza da vacina.
As doses em frascos fechados, que nunca foram abertos, têm,
segundo a Anvisa, prazo de validade de 12 meses, de acordo com as primeiras
análises.
Segundo a Anvisa, os frascos precisam ser armazenados em
temperatura entre dois a oito graus, mas suportam, fora dessa temperatura,
tempo suficiente para a aplicação nas pessoas.
Apresentações técnicas
Gustavo Mendes, gerente-geral de
Medicamentos e Produtos Biológicos, fez uma apresentação técnica sobre o pedido
do Instituto Butantan e, ao final, recomendou a aprovação para uso emergencial,
frisando que há ausência de “alternativas terapêuticas” para o tratamento da
Covid-19.
“Tendo em vista o cenário da pandemia, o aumento do número de
casos, ausência de alternativas terapêuticas específicas para a Covid,
recomendamos a aprovação dessa vacina nessas condições, mas com monitoramento
das incertezas”, disse Gustavo Mendes.
Ele destacou que a armazenagem das doses em uma câmara fria deve ser
feita em uma temperatura entre dois e oito graus. Segundo Mendes, armazenar os
imunizantes nessas condições “preserva a vacina da melhor maneira".
O gerente-geral de Medicamentos disse ainda que, desta vez, o
frasco da vacina é do tipo multidose, com dez doses. O primeiro pedido fez
referência a frascos do tipo monodose, ou seja, contendo dose única.
A recomendação, segundo Gustavo Mendes, é de que as dez doses
sejam utilizadas em um prazo de até oito horas após a abertura do frasco.
“Se essas dez doses não forem utilizadas em até oito horas, nós
não conseguimos garantir a integridade e a pureza da vacina. Então, além de
determinar esse prazo de até oito horas para que a vacina seja utilizada, a
nossa preocupação é que as técnicas assépticas para manuseio estejam atentas
para que não haja qualquer risco de contaminação desse frasco durante o uso”,
afirmou.
O gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa,
Fabrício Carneiro de Oliveira disse na apresentação técnica que, em mais de 5
mil unidades envasadas analisadas, não foi identificada nenhuma unidade
contaminada após a incubação, o que “demonstra que os procedimentos estão
adequados para permitir que não haja contaminação involuntária”.
“O parecer é que as informações prestadas demonstram o cumprimento
das boas práticas e justificam o uso emergencial da vacina. Nos manifestamos
pela aprovação de eventuais novos pedidos de uso emergencial nos moldes já
apresentados neste momento, ou seja, vacinas importadas prontas bem como o
granel formulado pela Sinovac com envase e acondicionamento pelo Butantan”,
disse.
Votos
Após as apresentações técnicas, a
relatora Meiruze Freitas votou pela aprovação do pedido de uso emergencial do
segundo lote de vacinas CoronaVac.
“Entende-se que esses [dados e esclarecimentos] são suficientes
para dar suporte a autorização para apresentação multidose da vacina e para o
processo de envase no Instituto Butantan. Para a apresentação multidose, foi
aprovado o prazo provisório de 12 meses”, disse.
Em outro momento do voto, Meiruze Freitas disse que, apesar de
algumas incertezas ainda existentes pelo estágio em desenvolvimento da vacina,
“os benefícios conhecidos e potenciais da vacina superam os riscos”.
“A vacina CoronaVac atende aos critérios necessários de qualidade,
segurança e eficácia para o uso emergencial. Da mesma forma, como no estudo
anterior, faço uma ressalva a um ponto crítico que requer abordagem
complementar quanto ao estudo de imunogenicidade. Dessa forma, está mantido o
compromisso pelo Butantan de que até 28 de fevereiro os estudos estejam
apresentados para a Anvisa”, afirmou a relatora.
Meiruze Freitas lembrou que não há medicamentos registrados na
Anvisa com indicação específica para o tratamento da Covid-19. Ela também
ressaltou que “há poucos tratamentos de suporte disponíveis”.
“Mesmo em um cenário de incerteza, uma vacina contra a Covid-19
segura, capaz de prevenir e reduzir mortalidade e morbidade, pode ser
autorizada para uso emergencial, em especial no contexto dessa pandemia”,
disse.
Após o voto de Meiruze Freitas, os diretores Romison Mota, Alex
Campos, Cristiane Jourdan e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra
Torres, também votaram pela aprovação do pedido de uso emergencial,
acompanhando o voto da relatora.
“Não importa que críticas infundadas sejam construídas, não
importa que críticas sejam feitas por pessoas que nunca conversaram conosco. O
que se aprova no dia de hoje é uma modalidade de uso chamada de uso
emergencial. Trata-se de um momento em que um balanço entre riscos e benefícios
é considerado favorável”, disse Barra Torres ao se manifestar favoravelmente ao
pedido do Butantan.
Pressões e atraso
Na abertura
da reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres disse que não
faz “nenhum sentido” atrelar o nome da Anvisa às palavras “burocracia” e
“atraso”. Ele também afirmou que não “há sentido” em falar de pressões sobre a
Anvisa.
“Somos,
sim, os recordistas em tempo de análise bem feita e com segurança para oferecer
produtos confiáveis à população”, afirmou o diretor da agência.
“A pressão
é uma só: temos que contribuir para assegurar a saúde dos nossos cidadãos”,
acrescentou Barra Torres.
Na
sequência, a diretora Meiruze Freitas, relatora do pedido, disse que a Anvisa
tem compromisso em avaliar as demandas com “celeridade”, mas “dentro dos
critérios que resguardam a qualidade dos produtos que serão utilizados na nossa
população”.
A reunião
que discutiu o tema durou cerca de cinco horas. Os diretores acompanharam o
voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos.
No caso da
CoronaVac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de
compromisso e publicação em "Diário Oficial".
Ao
proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres,
afirmou:
"A
imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo
vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos.
Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós
brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa,
confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance
vá e se vacine."
Tags: Brasil, Brasileiros,
COVID-19, CORONAVAC, Corona Vírus, G1, Mundo, Notícias, Vacina, Vacinação, São Paulo
Movimentação na região do Brás, no centro de São Paulo (SP), nesta
quarta-feira (10), no primeiro dia de reabertura do comércio de rua. — Foto:
Mineto/Futura Press/Estadão Conteúdo
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* Extraído do Portal G1 * * *
Prefeitura
autorizou que estabelecimentos da capital paulista operem a partir desta
quarta, entre 11h e 15h. Protocolo também prevê normas de higiene e testagem de
funcionários.
Por
G1 SP — São Paulo
10/06/2020 11h22 Atualizado há
28 minutos
O comércio
de rua em São Paulo reabriu às 11h desta quarta-feira (10), após mais de dois
meses fechado por conta das medidas de isolamento social impostas para conter o
avanço do coronavírus na cidade.
A retomada
faz parte do plano de flexibilizações anunciado pelo governo do estado e
prefeitura no final de maio.
Nesta
terça-feira (9), o prefeito Bruno Covas autorizou a reabertura das lojas de rua
e das imobiliárias da capital paulista com horário de funcionamento reduzido.
Os
estabelecimentos poderão funcionar pelo período de 4 horas por dia, sempre
entre 11h e 15h. Além disso, terão de seguir as normas de higiene recomendadas
pelas autoridades de saúde para evitar o risco de contágio e de propagação do
vírus.
Segundo
Covas (PSDB), o acordo com os representantes dos shoppings centers deve ser assinado nesta
quarta-feira, para que os estabelecimentos voltem a funcionar na quinta.
Para dar
conta da demanda de movimentação de passageiros na cidade neste primeiro dia de
reabertura do comércio, a SPTrans prometeu colocar nas ruas 92% da frota de ônibus da cidade em operação,
com 11.800 coletivos circulando pela capital
·Comércio de rua e
imobiliárias poderão abrir
a partir desta quarta (10) pelo período de 4h e fora do
horário de pico;
·Shoppings poderão reabrir a partir de quinta (11) e terão que
escolher entre duas opções de funcionamento 6h às 10h ou das
16h às 20h, com público limitado a 20%;
·Todos os
estabelecimentos deverão seguir regras de higiene e segurança.
Além de
cuidados com saúde, como distanciamento social e uso de álcool gel, as lojas
vão ter um limite de horário de funcionamento de quatro horas. O comerciante
poderá escolher o horário de abertura, desde que seja fora do horário de pico.
Os shoppings vão reabrir a partir de quinta também com
limite de funcionamento. Ou abrem de 6h às 10h ou das 16h às 20h. O horário da
manhã é uma reivindicação dos shoppings populares. Os shoppings maiores devem
funcionar no segundo horário.
Haverá limite
também de pessoas. Nenhum deles poderá receber mais do que 20% da capacidade de
público.
O protocolo
assinado também determina que os estabelecimentos permitam que os funcionários
com filhos pequenos sejam mantidos em trabalho remoto, ou que busquem formas
alternativas de manter os empregos.
A
Associação Brasileira de Shoppings não gostou do período restrito de
funcionamento. "Nós entendemos que esse período de reabertura deve ser
feito com cautela, com todos os cuidados, mas nosso entendimento é que talvez
um período um pouco maior, fosse mais adequado para fazer com que o fluxo fosse
mais adequado no shopping", afirmou o presidente da entidade, Glauco
Humai.
O governo
de São Paulo considera que as restrições são necessárias para que os municípios
não retrocedam de fase e tenha que fechar as atividades não essenciais outra
vez.
"A
fase laranja é uma fase de controle, a retomada prevê evitar consumo local, por
isso que são setores que envolvem e permitem minimizar o contato. O isolamento
social ainda é a principal recomendação para a população. Isso é fundamental
para que essa retomada seja bem sucedida e em municípios que isso não
acontecer, a gente vai eventualmente precisar retroceder nas fases e temos os
mecanismos para que isso aconteça", afirmou a secretária de
Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.
Flexibilização da quarentena
Os setores
fazem parte de uma lista de cinco que foram autorizados a funcionar, com
restrições, na fase 2-Laranja da quarentena, que está em vigor em algumas
regiões do estado, incluindo a capital, desde 1° de junho.
Nessas
propostas, os setores informam como vão retomar o funcionamento garantindo a
segurança de funcionários e clientes.
Pelo plano
apresentado pelo governo de São Paulo, as regiões do estado são classificadas
da seguinte forma:
·Alerta máximo
(vermelho)
·Controle (laranja)
·Flexibilização
(amarelo)
·Abertura parcial
(verde)
·Normal controlado
(azul)
De
acordo com a fase cada região pode liberar a abertura de diferentes setores da
economia fechados pela quarentena.
A classificação de cada região leva em consideração uma série de
critérios, entre eles, taxa de ocupação de UTIs e total de leitos a cada 100
mil habitantes.
De acordo com o governo, uma região só pode passar a um maior
relaxamento após 14 dias. A reavaliação só ocorrerá em período menor caso haja
informações relevantes que exijam, excepcionalmente, uma revisão.
Tags: Atualidades, Comércio,
Covid-19, Economia, G1, Notícias, Pandemia, São Paulo, Saúde
Mãe
beija o filho que ela encontrou na Cracolândia, em São Paulo (Foto: TV
Globo/Reprodução)
* * * Extraído do Portal G1 * * *
Paulo Henrique Oliveira soube que a
mãe o procurava ao vê-la no SP1. Ele voltou para Boa Esperança do Sul, no
interior, e agora tem acompanhamento médico e emprego.
Por G1 SP, São Paulo
A mãe
de um homem usuário de drogas e morador da Cracolândia, na capital paulista,
conseguiu reencontrar o filho e levá-lo de volta para casa, no interior do
estado.
Na semana passada, o SP1 mostrou que
Valentina Oliveira saiu de Boa Esperança do Sul, no interior de São Paulo, em
busca do filho na capital do estado. Ela soube que Paulo Henrique Oliveira
estava na Cracolândia depois de vê-lo numa reportagem de jornal.
Paulo estava na Cracolândia durante aoperação policial que derrubou
a feira das drogasno
último dia 21 e prendeu 53 pessoas. Quando a mãe dele chegou a São Paulo, o
filho estava num centro de reabilitação.
Ao
vê-la no SP1, ele tomou coragem e pediu para ligar para ela. Depois disso,
Valentina levou o filho para casa, e agora ele tem acompanhamento médico e um
emprego.
“Ele estava calmo [quando os dois se
encontraram], só que magro, muito magro. A aparência dele está bem
diferente", disse a mãe.
Desde que voltou para Boa Esperança, Paulo
Henrique, que tem 35 anos, passou a trabalhar como mecânico numa oficina de
caminhões. “O horário pra sair [do trabalho] não tem, mas é uma alegria imensa
estar no lugar que eu gosto, estar onde eu quero estar, sair de onde eu estava,
que é o fundo do poço mesmo”, disse Paulo.
“Meu plano agora é reconstruir a minha
vida, cuidar do meu filho, da minha mãe. E comprar um caminhão, né”, disse
Paulo, que foi adotado por uma organização não-governamental e vai ter
acompanhamento médico.
Tags: Cracolândia, Drogas, Fé, G1, Humanidade,
São Paulo, Vida