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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Única a funcionar plenamente, Linha 4 do Metrô teve movimento abaixo do normal

* * * Extraído do Portal G1 * * *

Linha Amarela, administrada por concessionária, virou alternativa. Passageiros ouvidos pelo G1 dizem apoiar greve geral contra reforma da previdência.




A Linha 4 Amarela do Metrô foi a única do transporte metropolitano de São Paulo a funcionar plenamente nesta sexta-feira (28). Mas, com o fechamento das transferências com as linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), que aderiram à greve geral, o movimento de pessoas na hora do rush matinal despencou em relação a outros dias úteis. Às 9h30, as baldeações foram abertas.
"Dá até para fazer piruetas quando não tem trem", brincou uma senhora na estação Luz, às 7h, enquanto tentava achar uma saída para a rua, onde pegaria uma van do trabalho.

Entre as 5h e 7h da manhã, a maior parte das pessoas que circularam pelas estações da Linha 4 eram porteiros, guardas noturnos, domésticas e funcionários de manutenção que trabalharam durante a madrugada em bairros do Centro ou da Zona Oeste e precisavam ir para casa de trem, metrô ou ônibus. As alternativas, para eles, foi sentar e esperar, ou retornar ao serviço.

"Devia ter vindo de carro", afirmou o porteiro Cosme Barbosa Delfino, de 42 anos. Ele mora em Itaquera, na Zona Leste, perto da estação final da Linha 3 Vermelha, mas trabalha há 23 anos como porteiro noturno em um edifício em Pinheiros. Às 5h20, ele descia a escala rolante na estação Fradique Coutinho, com o plano de fazer baldeação na República e seguir para casa de metrô. Ele ainda não sabia que a transferência estava fechada.




Passageira da Linha Amarela (Foto: Carolina Moreno/G1)

O plano B foi descer na República e procurar uma perua. Mas, às 5h30, a Praça da República estava quase deserta, sem ônibus e com poucos carros e pedestres. Hanncia Lopes Pereira, de 44 anos, era uma das poucas pessoas por ali. Ela conta que chega todos os dias às 3h30 para vender café na saída do metrô. "Sempre quando tem paralisação tem mais gente", comparou ela.

Depois de alguns minutos pensando no que fazer, Cosme decidiu retornar ao serviço. "Acho que vai ficar o dia todo mesmo", disse ele, avisando que não se estressa e que espera que a greve tenha efeito. "Porque as propostas que eles estão querendo aprovar... A população está indignada, revoltada."

Outro porteiro que também trabalhou à noite e ficou sem opções para ir para casa nesta sexta foi Domingos Rodrigues Filho, de 54 anos. Ao contrário de Cosme, porém, ele é contra a greve.
Bastante cansado, ele contou ao G1 que trabalhou das 18h às 6h, precisou andar de Santa Cecília até a República e pegou o metrô até Pinheiros. À frente das catracas bloqueadas da transferência para a Linha 9 da CPTM, ele disse que ainda precisava ir até o Terminal Santo Amaro e pegar a Linha Lilás do Metrô até o Capão Redondo, na Zona Sul, onde mora. Ele diz que costuma chegar em casa antes das 8h, mas, às 7h30, seguia no Terminal Pinheiros sem saber o que fazer.

"É cruel uma coisa dessas, só prejudica o trabalhador", reclamou ele. Apesar de ser contrário à greve, ele também é contra as reformas trabalhista e da Previdência, que, segundo ele, "na verdade não melhoram em nada". Ele lembra, porém, que em outros casos em que protestos conseguiram resultados, como as manifestações contra o aumento da tarifa, os ganhos foram temporários e tarifa acabou aumentando de novo.
A cuidadora de idosos Joana Lima Bastos, de 62 anos, e a vendedora Mônica Maria, de 27, também viraram a noite trabalhando e, antes das 8h, ainda não tinham rumo certo. Joana terminou um turno às 6h na Vila Madalena e precisou caminhar mais de meia hora até o terminal. "Todo dia eu pego um ônibus até aqui, outro até Campo Limpo e depois outro até a minha casa", disse a idosa, que mora no Capão Redondo. "Sempre eles falam que vai ter greve e não tem, então eu confiei. Da outra vez fiquei esperando até as 9h e o trem começou a funcionar", contou ela.

Mônica, que começou seu turno em um quiosque de comida que fica entre os pontos de ônibus do terminal, ainda trabalhava por volta das 8h - apesar de não haver clientes e de o local estar sem energia desde as 2h. Seu turno já era para ter acabado, mas a funcionária que a renderia não conseguiu chegar por causa da greve. "E eu não sei como vou poder ir para casa", completou ela.

As duas, porém, dizem que a greve é justa. "Sou a favor, mas deveriam fazer de tarde. Tem outras pessoas que estão no serviço à noite e não têm como voltar para casa", disse Joana, que, aos 62 anos, só tem quatro anos de contribuição no INSS, graças à PEC das Domésticas. "Quando cheguei em São Paulo em 1975 as patroas não tinham esse costume de registrar na carteira".




Passageira do Metrô (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
'Só na base da carona'

Independente da posição favorável ou contrária à greve, quem não aderiu precisou encontrar alternativas. Jucilene Canuto, de 45 anos, trabalha no Largo do Arouche e usa a Linha Amarela todos os dias. Porém, antes de chegar à estação Luz, ela precisava pegar a Linha Azul para sair de casa, no Tucuruvi, na Zona Norte. No fim, ela acabou tendo sorte: "Como meu irmão trabalha no Centro, a empresa dele mandou transporte, e eu aproveitei e peguei carona até a República. Senão, teria sido muito mais difícil."
A rotina dela teve que mudar. "Eu entro todo dia às 9h", afirmou Jucilene, que, todos os dias, sai de casa às 7h30. Nesta sexta, porém, ela já estava na Linha Amarela por volta das 7h. "Hoje saí às 6h, e agora estou indo para o Butantã buscar uma pessoa que não conhece o trajeto. Ela também conseguiu carona, mas até o metrô Butantã. Hoje é tudo na base da carona", afirmou Jucilene.
Assim como a maior parte dos poucos passageiros na Linha 4, ela não perdeu a calma. "Com certeza vale a pena. Acho que é válido, a gente sabe que vai causar prejuízo, mas com certeza tem uma consequência boa. Tem que ter reformas, mas elas precisam ser justas."
Linha Amarela virou alternativa

Pouco depois das 8h, o movimento na Linha Amarela começou a aumentar, mas, segundo os frequentadores diários, os trens costumam ficar muito mais cheios em dias normais.
Um dos efeitos da adesão dos metroviários e motoristas à greve foi transformar a Linha Amarela em uma alternativa inusitada para muita gente. Um jovem que não quis se identificar afirmou que mora em Itapevi e costumava pegar a CPTM até a estação Júlio Prestes, e depois seguir até a Liz. Nesta sexta, porém, ele foi parar no Butantã. "Vi um ônibus passando e peguei", disse ele, que teria que chegar às 7h na Santa Efigênia, mas, às 8h15, ainda estava em Pinheiros.

Já o ex-metalúrgico Donizete da Silva, de 58 anos, mora em Osasco e só precisa ir ao Hospital das Clínicas uma vez a cada três meses, para fazer um tratamento de trombose que ele começou há três anos. A consulta mais recente, às 9h desta sexta, foi marcada em fevereiro e caiu justamente no dia da greve. "Mas tem que ir, né", disse ele, que costumava pegar um ônibus até a Vila Iara e outro até as Clínicas, mas, às 8h25, desembarcava na estação Paulista com o plano alternativo de caminhar até o hospital.
A mudança o desagradou, e ele aproveitou para avisar que é contra a greve. "O direito de ir e vir é de todos nós", afirmou ele. Donizete diz que já foi sindicalista, mas acredita que hoje os sindicatos só servem para apoiar políticos corruptos. Ele acredita que há muito populismo na política e acha que "não é questão de ser contra ou a favor das reformas", porque, segundo ele, a situação atual não é sustentável.


Tags: Emprego, Greve, G1, Manifestação, Patrão, Transporte

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Prefeitura de SP bloqueia 90 mil Bilhetes Únicos suspeitos e gera filas em posto

Movimentação é intensa no posto de atendimento da SPTrans no centro de São Paulo


* * * Extraído do Potal UOL * * *

Do UOL, em São Paulo
12/01/201711h06 Atualizada 12/01/201712h27

Usuários do "Bilhete Único" --que dá acesso ao sistema de transporte público na capital paulista-- foram surpreendidos com o bloqueio dos cartões nesta semana. Foram afetados cerca de 90 mil cartões em um universo de quase 15 milhões, segundo a SPTrans --empresa que gerencia o transporte público em São Paulo--, que informou que há suspeita de fraudes.

As irregularidades não são cometidas efetivamente pelos usuários. Ela acontece quando os cidadãos recarregam o "Bilhete Único" em postos sem credenciamento que cobram preços menores que os estabelecidos pela Secretaria Municipal de Transportes. O órgão alerta a população para não utilizar os serviços desses postos, que estão cometendo fraudes, "evitando ser vítima de golpe", diz, em nota.
Os bloqueios causaram uma superlotação no principal posto de atendimento da SPTrans na rua 15 de Novembro, no centro de São Paulo. Usuários querem que o bloqueio de seus cartões seja reavaliado.
Em função da alta demanda, a SPTrans informou que vai ampliar o horário de atendimento no posto:
§  Quinta (12): funciona até 20h (normalmente, o posto fica aberto das 8h às 17h)
§  A partir de sexta (13): das 6h às 20h 
§  Aos sábados e domingos: das 8h às 18h 
O secretário municipal de Transportes, Sergio Avelleda –que está no cargo desde 1º de janeiro--, disse que foi "surpreendido pela quantidade de fraudes sendo praticadas no sistema". Ele se desculpou pelos transtornos no atendimento e culpou a gestão anterior, do petista Fernando Haddad, pelos problemas.
"A gente está bloqueando os cartões porque é a única maneira que a gente tem de descobrir onde está sendo feita essa carga. As pessoas que estão indo lá [nos postos da SPTrans] vão nos informar onde são feitas essas cargas", disse à TV Globo nesta quinta-feira.
Os dados obtidos com os usuários de cartões bloqueados serão repassados ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e à SSP (Secretaria de Segurança Pública), segundo Avelleda.
Por enquanto, apenas o posto da 15 de Novembro tem capacidade para avaliar a situação dos cartões bloqueados, segundo o secretário. Mas ele pretende equipar outros postos da cidade para realizar o atendimento, o que deve acontecer até a próxima segunda-feira (16).
"No médio prazo, o atendimento aos usuários passará a ser descentralizado, com novos postos com capacidade para atender quem foi vítima de golpe. A SPTrans precisa aparelhar os seus postos remotos para a realização de todos os procedimentos de atendimento aos usuários", disse o órgão em nota.
Justiça barra aumento da tarifa
Na terça-feira (10), o presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Paulo Dimas, negou o recurso do governo do Estado de São Paulo contra a liminar que suspendeu o reajuste na tarifa integrada de ônibus com trilhos (metrô e trem). Com a decisão, o valor da passagem de integração volta a ser de R$ 5,92 e não mais de R$ 6,80.
Na decisão, Dimas afirma que a decisão de congelar a tarifa básica em R$ 3,80 --uma promessa de campanha do prefeito João Doria (PSDB) encampada pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB)--, e, ao mesmo tempo, reajustar o valor da integração em 14,8%, ou seja, acima da inflação do período "não foi devidamente justificada" pelo governo.
"Faltou, numa análise inicial, detalhamento técnico que demonstrasse a existência de situação fática autorizadora do reajuste (ou redução de descontos em algumas modalidades de tarifa) nos patamares praticados", afirma o presidente do Tribunal de Justiça.
Além de elevar o custo da tarifa de integração, Doria e Alckmin querem valores maiores para os bilhetes temporais. O aumento chegou a 50% no caso do Bilhete 24 horas, que foi de R$ 10 para R$ 15. Já o "Bilhete Único Mensal", bandeira do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), foi de R$ 140 para R$ 190, registrando um aumento de 35,7%.
Protestos estão previstos para a tarde desta quinta-feira (12), em São Paulo, contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. O MPL (Movimento Passe Livre) quer ir da avenida Paulista ao Jardim Europa, onde mora o prefeito, para entregar-lhe o "Troféu Catraca - Aumento Inovador"

Tags:  TV Globo, Ônibus, Passagem, Prefeitura, Sptrans, Tarifa, Transporte, UOL

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Contran suspende o uso obrigatório de cadeirinhas em veículo escolar



* * * Extraído do Portal UOL * * *

Do UOL, em São Paulo
01/12/201609h42

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) suspendeu a exigência do uso de cadeirinhas em veículos utilizados para o transporte escolar de crianças com até sete anos e meio de idade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (1º).
Segundo o órgão, a resolução considerou as dificuldades técnicas, econômicas e sociais para a adaptação dos veículos escolares e a baixa oferta no mercado de sistemas de retenção (bebês conforto, cadeirinha e assentos de elevação) apropriados para veículos com cintos de segurança do tipo subabdominal (de dois pontos).
Além disso, o conselho considera que há a necessidade de mais estudos que avaliem a efetividade de adaptação de veículos escolares para atender as especificidades dos sistemas de segurança.
A antiga regra, que já valia para carros de passeio desde 2010, foi oficializada em 2015 e previa que os veículos deveriam adorar os sistemas de segurança conforme a faixa etária dos estudantes. Até um ano os veículos deveriam oferecer o bebê conforto. Os alunos com idade entre um e quatro anos deveriam ser transportados somente em cadeirinhas. Por fim, o assento de elevação deveria ser utilizado para as crianças com idades entre quatro e sete anos e meio.

Tags: Crianças, Escola, Segurança, Transporte, UOL, Veiculo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Em decisão conjunta, Rio e SP anunciam redução da tarifa do transporte

Carolina Farias e Guilherme Balza
Do UOL, no Rio e em São Paulo

 A partir da esq., o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciam a redução da tarifa de ônibus, metrô e CPTM


·         A partir da esq., o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciam a redução da tarifa de ônibus, metrô e CPTM
Após diversos protestos que se espalharam nas principais cidades brasileiras, os governos do Rio de Janeiro e de São Paulo anunciaram, na noite desta quarta-feira (19), a redução das tarifas do transporte público.
Em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), anunciaram que o valor dos ônibus, metrô e trem voltarão a ser R$ 3 a partir da próxima segunda-feira (24), ante aos R$ 3,20 que atualmente são cobrados. Já a integração dos ônibus com o metrô e os trens da CPTM  (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltará a custar R$ 4,65 --hoje o valor é R$ 5.
Já no Rio de Janeiro, o aumento no valor das passagens de ônibus, metrô, trens e barcas também foi suspenso, segundo o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PMDB), que disse que a decisão foi combinada com o Estado vizinho. "Essa suspensão se dá em conjunto com o prefeito de São Paulo."

São Paulo

"Quero dizer que no caso do metrô e trem, nós vamos revogar o reajuste dado, voltando a tarifa original de R$ 3. É um sacrifício grande, vamos ter que cortar investimentos, porque as empresas não têm como arcar com esses custos", disse Alckmin ao anunciar a medida. "Esse debate vai ser feito com a sociedade, as implicações dessa medida. Esperamos a manutenção do espírito de democracia. Estaremos em diálogo com a população de São Paulo", afirmou Haddad.
A passagem do transporte coletivo em São Paulo foi reajustada de R$ 3 para R$ 3,20 no último dia 2. A inflação desde o último aumento nos ônibus da capital, em janeiro de 2011, foi de 15,5%, de acordo com o IPCA (índice oficial, calculado pelo IBGE). No caso do metrô e dos trens, o último reajuste ocorreu em fevereiro de 2012. Se optassem por repor toda a inflação oficial, a gestão Haddad teria de elevar a tarifa para R$ 3,47 e o governo de Geraldo Alckmin, para R$ 3,24.

Inicialmente, Alckmin e Haddad se mostraram irredutíveis e descartaram inclusive a hipótese de suspender, por 45 dias, o reajuste já aplicado nas tarifas. O prefeito afirmou ainda que uma possível diminuição implicaria em reduzir recursos destinados para outras áreas, como educação e saúde.
Os discursos, no entanto, começaram a mudar com a resistência dos manifestantes. No início desta semana, Haddad chegou a dizer que avaliava "algumas alternativas" para reduzir o valor das passagens.
Ontem, a ministra Gleisi Hoffmann afirmou que duas desonerações feitas pelo governo federal permitiam que os municípios, inclusive São Paulo, fizessem reajustes menores ou reduzissem o preço nos casos em que o reajuste já havia sido feito, com queda de 7,23%.
No entanto, Haddad "corrigiu" a informação da ministra e afirmou aoUOL que "o reajuste da tarifa de ônibus no município já foi feito com base nas desonerações do governo federal.
Nesta quarta, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não tem mais espaço para cortar impostos que incidem sobre as tarifas de transporte público no país. Segundo o ministro, "a parte mais salgada da conta já foi reduzida".
Em entrevista coletiva na manhã de hoje, Haddad disse que reduzir a tarifa de ônibus seria uma medida populista e que não iria tomar essa decisão se tivesse que retirar dinheiro de outras áreas do orçamento da capital paulista.

Resumo dos protestos dia-a-dia


 

Rio de Janeiro
No dia 1º de julho, a passagem de ônibus no Rio havia aumentado de R$ 2,75 para R$ 2,95, causando uma série de protestos pela cidade. O prefeito anunciou ainda que os aumentos no metrô (de R$ 3,20 para R$ 3,50), trens (de R$ 2,90 para R$ 3,10) e barcas (R$ 4,50 para R$ 4,80) também serão revogados.
"São R$ 200 milhões que têm que ser arcados pelo poder público. Arcar com esses recursos significa, sim, a escolha de prioridades. Serão R$ 200 milhões a menos investidos em outras áreas", afirmou o prefeito do Rio. A revogação nos valores valerá a partir de sexta-feira (21), quando a decisão deve ser publicada nos diários oficiais do município e do Estado.
Programados via redes sociais, os protestos que tomaram o Brasil na última segunda-feira (17) surpreenderam pelo tamanho e, em alguns locais, pela violência, caso do Rio de Janeiro, onde cem mil pessoas tomaram o centro da cidade e ao menos 31 ficaram feridas; dois manifestantes seguem internados devido a ferimentos causados por armas de fogo atribuídos à polícia.
Imagens mostram ainda policiais militares atirando para cima com fuzis. Em entrevista coletiva na terça, o coronel Frederico Caldas, porta-voz da Polícia Militar do Rio, afirmou que as imagens de policiais atirando para o alto com fuzis e revólveres durante o protesto demonstram que não havia "objetivo de atingir quem quer que seja". Segundo ele, apenas a perícia da Polícia Civil determinará se algum dos feridos por arma de fogo foi atingido por algum policial.
Belo Horizonte
Após três dias de protestos consecutivos, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), anunciou hoje também que enviará à Câmara dos Vereadores da cidade projeto de lei com intuito de reduzir o valor passagem de ônibus na capital mineira.
O último reajuste foi feito no final do ano passado, e o valor da passagem mais utilizada pelos usuários é a de R$ 2,80.
Segundo nota divulgada pela assessoria da prefeitura, o projeto conterá proposta de isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços) na incidência do custo do transporte coletivo. No entanto, não há informação sobre o valor da redução que seria alcançada com a nova medida.

Tags: Manifestação, Metro, Ônibus, Passe Livre, Tarifa, Transporte, Trem 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Em São Paulo, acordo de sindicatos prevê fim de cobradores

* * * Extraído do Portal UOL * * *

Em São Paulo

Com o argumento de que hoje só 8% dos usuários de ônibus de São Paulo pagam as passagens com dinheiro, o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sidmotoristas) fechou acordo com as viações para acabar com a função de cobrador. Pela proposta, sem data para começar, o motorista terá a incumbência de eventualmente cobrar a passagem. A Secretaria de Transportes informou que não tem nenhum estudo sobre o assunto.

Por dia, a frota de 8,3 mil ônibus - que não inclui vans e micro-ônibus - transporta 5,5 milhões de pessoas. São 15 mil motoristas e 15 mil cobradores. A proposta, que prevê a readequação dos cobradores em outras funções, foi apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) e aprovada pelos trabalhadores em assembleia no dia 18. "Essa é uma discussão que se arrasta desde a gestão do ex-prefeito Celso Pitta (1996-2000), mas na época não tínhamos nenhuma garantia de que os cobradores não seriam demitidos", afirma o diretor de comunicação do Sindmotoristas, Nailton Francisco.

Uma das promessas do sindicato que representa as 32 empresas que operam o serviço na capital paulista é de que não haverá demissões. Os cobradores serão realocados em outras funções, como mecânicos, fiscais, manobristas em pátios e até motoristas. Além disso, segundo o acordo, todo motorista que for trabalhar sem o cobrador receberá adicional de R$ 250 no salário.

Lei

Segundo a lei municipal 13.207 de 2001, é obrigatório que todos os coletivos tenham um funcionário além do motorista para orientar e auxiliar os usuários, ajudar o motorista nas atividades, evitar o não pagamento das passagens e fazer a cobrança quando necessário. A assessoria de imprensa da Câmara Municipal informa que não há nenhum projeto de lei que altere a legislação em vigor.

Questionada sobre o possível não cumprimento da legislação, a SPUrbanuss diz que a mudança não vai ferir a lei. "Não existe exigência de que o ônibus tenha um motorista e um cobrador, e sim um segundo tripulante", afirma, em nota. O sindicato patronal diz ainda o que "existe é um movimento que prevê o esvaziamento da função relativa à cobrança embarcada". "As etapas, bem como as iniciativas para que isso aconteça, serão avaliadas com o tempo." As informações são do Jornal da Tarde.

Tags: Notícias, Transporte, UOL, Utilidade pública

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Metrô de São Paulo é insuficiente como alternativa para o carro

* * * Extraído do Portal UOL * * *

Fernando Mendonça
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O metrô é considerado o mais eficiente meio de transporte urbano por não dividir espaço na superfície com outros veículos. Em São Paulo, metrópole que em março ultrapassou 7 milhões de veículos, o metrô chegou tarde, foi entregue somente em 1974, quando entrou em operação o trecho de sete quilômetros, com sete estações, entre o Jabaquara e a Vila Mariana, e desde então cresceu. Pouco.

Atualmente com 61 estações distribuídas em cinco linhas que somam 70,9 quilômetros de extensão, o Metrô de São Paulo não se desenvolveu o suficiente para atender às necessidades da metrópole. Preto no branco, o metrô da capital expandiu-se, em média, apenas 1,6 quilômetro por ano nos últimos 36 anos.

Durante seminário sobre mobilidade urbana realizado em março último na capital, o arquiteto Marcos Kiyoto, especialista em transportes de alta capacidade, afirmou que o ritmo lento de crescimento do metrô paulistano deixa muito a desejar em relação ao sistema de outras metrópoles, como é o caso da Cidade do México, com 200 quilômetros de rede.

Outro problema apontado durante o seminário foi a pouca integração das linhas entre si. De acordo com Kiyoto, o mais importante não é esticar as linhas, mas, sim, criar mais intersecções entre as já existentes para que seja criada, de fato, uma malha metroviária.

Já o arquiteto Fábio Pontes informou que o número de habitantes por quilômetro de linha de metrô em São Paulo está entre os mais altos do mundo : 315. Londres, no Reino Unido, tem apenas 19 habitantes para cada quilômetro do Tube, o metrô de lá, o que significa trens mais presentes e menos cheios.

Até mesmo cidades menores do que São Paulo possuem sistemas bem melhores. É o caso de Barcelona, na Espanha, que oferece aos seus cerca de dois milhões de habitantes 148 estações de metrô - número duas vezes e meia maior de estações que o da capital paulista para um contingente populacional cinco vezes menor.

As 61 estações do metrô de São Paulo recebem todos os dias cerca de 3,3 milhões de passageiros. As 126 estações do metrô de Barcelona recebem diariamente cerca de 1 milhão de usuários. Talvez esteja aí a explicação para a falta de ânimo do motorista paulistano em deixar o carro na garagem e procurar a estação de metrô mais próxima.

Parceria com o setor privado

No começo desta semana, o diretor de operação do metrô, Mário Fioratti, admitiu em entrevista para a BandNews FM que o metrô está no limite técnico de quantidade de trens. Segundo ele, não há como colocar mais trens em circulação porque o sistema de sinalização que controla a movimentação do trem não pode ser redimensionado.

O Governo de São Paulo, responsável pela gestão do metrô paulistano, reconhece as deficiências do sistema. Na inauguração da estação Butantã, no último dia 28 de março, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) reconheceu que a rede deveria ter pelo menos o dobro do atual tamanho.

Umas das soluções sinalizadas pelo governador são as parcerias público-privadas (PPPs) - como já acontece com a Linha Amarela da rede, administrada pela ViaQuatro, empresa do grupo CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias). Segundo Alckmin, as propostas de parceria devem começar a chegar já nos próximos dias.


Tags: Notícias, Transporte