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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Morre Preta Gil, aos 50 anos, durante tratamento de câncer nos EUA

 


* * * Extraído do Portal Metrópoles * * *

A cantora faleceu dentro de uma ambulância, a caminho do aeroporto, neste domingo (20/7), após apresentar piora no quadro de saúde

Fábia Oliveira

20/07/2025 19:45, atualizado 21/07/2025 08:17

 

Link p/ matéria original:   https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/morre-preta-gil-aos-50-anos-durante-tratamento-de-cancer-nos-eua

Preta Gil não resistiu ao tratamento contra o câncer nos EUA e morreu, neste domingo (20/7). A coluna Fábia Oliveira descobriu que a cantora teve piora no quadro de saúde desde a última quarta-feira (16/7).

 

Ela, que tinha 50 anos, foi à clínica fazer mais uma sessão de quimioterapia e se sentiu mal. Lá, os médicos detectaram que a doença havia se alastrado.

Família prepara comunicado

Esta jornalista sente muito em dar esta notícia. Procurada pela coluna, a assessoria de imprensa da artista confirmou a informação e informou que a família deve se manifestar em breve.

Amigos da cantora e o filho dela, Francisco, estão em terras americanas. Uma das melhores amigas de Preta Gil, Carolina Dieckmmann conseguiu uma brecha nas gravações da novela e viajou para os Estados Unidos, mas ela não sabia que o estado da artista era tão grave.

Fontes ligadas à família revelaram, ainda, que o pai da cantora, Gilberto Gil, teve aumento da pressão arterial ao receber a notícia do falecimento.

Tags: Arte, Luto, Metrópoles, Música, Notícias, Orgulho, Preta Gil

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Análise: A desaparição foi a derradeira obra de Belchior



* * * Extraído do Portal UOL * * *

Jotabê Medeiros
Colaboração para o UOL
30/04/2017 14h29
Belchior anunciou em seus versos o desejo de desaparecer
Antonio Carlos Belchior comandou uma rebelião silenciosa na música popular brasileira. Uma rebelião contra os totens da geração anterior (Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil), contra as limitações impostas pela ditadura policial, contra a diminuição do papel libertário da juventude na afirmação do futuro, contra os horizontes curtos da poesia musical de deglutição fácil.
Ex-monge capuchinho, ex-estudante de medicina, ele trouxe uma ética rígida de comprometimento e romantismo para a nossa literatura musicada, e ninguém jamais irá tão longe quanto ele, nunca. Primeiro, porque Belchior foi tão distante em seu questionamento que optou pela própria desaparição como sua derradeira obra.
De recursos musicais parcos, Belchior apareceu para a música em 1967, em Fortaleza, no Ceará, arregimentado na faculdade de medicina pelos amigos talentosos (Jorge Mello, Fausto Nilo, Augusto Pontes, Fagner, Amelinha) para as fileiras da música. Tocava um violãozinho limitado, conhecia Luiz Gonzaga e Cego Aderaldo, assim como Ray Charles e Beatles. Tinha, contudo, um componente delirante: a filosofia católica, que tinha estudado como frade no Mosteiro de Guaramiranga entre 1963 e 1966.
Seus embates entre a culpa católica e o visionarismo libertário fizeram dele o maior poeta de sua geração. Como Rimbaud e William Blake, que ele amava, atravessou territórios entre a alma e o corpo para forjar sua obra, que é inigualável.

Belchior viveu em festas faustosas e morou em canteiro de obras. Fascinou Elis Regina e também Raul Seixas. Enfrentou a exceção democrática com os versos mais duros e guerrilheiros que a MPB conheceu, mas que eram tão finos que os censores nem entenderam direito. Debateu com Caetano Veloso e foi ao Congresso em busca de melhores condições de pagamentos de direitos autorais.
Seus discos-chave são os três primeiros: "Mote & Glosa", "Alucinação" e "Coração Selvagem". Nesses três discos, exercitou as qualidades que o distinguiriam para sempre. "Mote & Glosa" é a experimentação mais vanguardística aplicada à tradição regional, ao pó do sertão. "Alucinação" é a visão do Dylan caboclo, é a transcriação da folk music em uma estrutura de romantismo suburbano. "Coração Selvagem" é o manifesto libertário, o rompimento com as amarras sociais.
Belchior viveu entre o Rio e São Paulo, estabelecendo-se nesta última. Foi o primeiro a fazer uma canção como se deve para a metrópole que abraçou, a paulicéia. Chama "Passeio", está no seu primeiro disco.
Produziu discos nos Estados Unidos ("Todos os Sentidos" e "Era Uma Vez um Homem e o Seu Tempo"), brigou de faca com seu grande antípoda musical, Fagner, amou muitas mulheres e foi cortejado como sex symbol pela indústria musical. “Mas a mulher, a mulher que eu amei, não não pode me seguir, não”. Almejou tornar-se independente da indústria e construiu suas próprias gravadoras (Paraíso Discos) e estúdio (Camerati). Fracassou.
Não houve artista mais fora dos trilhos do que Belchior na música brasileira. Foi o grande outsider da canção, até Raulzito era mais gregário do que ele. Fez canções concretistas em 1967, 1968. Falou de psicanálise, futebol, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Dante Alighieri, Drummond. Em suas canções, nada disso soa blasé, forçado, é tudo orgânico, macio, encaixado. Belchior nunca foi papudo - são famosos os versos de "Velha Roupa Colorida" nos quais ele cita Poe, Beatles e Luiz Gonzaga de uma tacada só.
A grandeza de sua poesia movimentou teses de doutoramento, acendeu a chama em artistas jovens do Brasil todo, que abraçava como parceiros, como Gracco (compositor de "Coração Alado") e até artistas de outros quadrantes, como Arnaldo Antunes e Aguilar, de São Paulo. Mas, em toda sua trajetória, o desejo de desaparecer, o inconformismo com os rumos da vida coletiva e também a individual marcavam seus versos. Cumpriu-se uma profecia. Como ele disse, na canção "Depois das Seis" (do disco "Objeto Direto"):
“Até logo. Eu vou indo.
Que é que eu estou fazendo aqui?
Quero outro jogo
Que este é fogo de engolir”

Tags: Arte, Belchior, Brasil, Luto, Música, UOL



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Você queimava CD no século passado? Descubra como está o Nero hoje


* * * Extraído do Portal UOL * * *

Fabio Andrighetto
Colaboração para o UOL
18/10/201606h00
Nos últimos suspiros do século 20, o mundo não era superpovoado de aplicativos, nuvens e streamings. A saída para quem queria guardar arquivos grandes, que naquela época podia significar uma dúzia de músicas, era "queimar" um CD.
Em 1997, surgiu a primeira versão de Nero Burning ROM. A brincadeira com o ato de queimar e a figura histórica do imperador romano, que supostamente teria ateado fogo em Roma, conferiu um toque de simpatia ao software que rapidamente se tornou referência entre piromaníacos digitais.
Quase duas décadas depois, a nova versão do Nero mostra que a empresa alemã responsável pelo software tenta se adaptar às necessidades dos usuários e aos desenvolvimentos da tecnologia, mas cobra um preço alto por isso.
O Nero Platinum 2017 (€ 99,95, aproximadamente R$ 355), a versão completa do software, grava e edita vídeos em 4K, baixa e reproduz -- gratuita e legalmente -- músicas de milhares de estações de rádio do mundo e criptografa arquivos, além de usar seu dispositivo móvel como segunda tela e como fonte para compartilhar arquivos. 
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1476803330269https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001579;ord=1476803332687
Já aplicativo Nero Streaming Player, para iOS e Android, conecta seu smartphone ao seu computador ou à sua smart TV permitindo o streaming de fotos, vídeos e músicas. Para usar o recurso, os aparelhos devem estar conectados à mesma rede Wi-Fi.

Operações simples





Nero Media Home mostra fotos e vídeos do seu computador

As operações e configurações estão em português e são muito simples de usar, com conversões em um clique, mesmo para quem nunca usou uma das versões anteriores do Nero. Vídeos com tutoriais ajudam o usuário a explorar as funcionalidades para editar, converter e organizar os seus arquivos.
O software insere legendas em formato SRT apenas arrastando os arquivos na hora de gravar sua mídia.
O Nero oferece a opção de inserir senha nos arquivos, a criptografia pode ser feita em dois níveis: AES 256 bits, com senha de 32 caracteres, e AES 128 bits, com senha de 16 caracteres.
Preço salgado contra opções mais simples e até gratuitas
Quem procura um software para fazer backup e edição, mas ainda não sabe qual escolher, o Nero 2017 apresenta uma série de recursos úteis, mas cobra seu preço, um pouco salgado para os padrões brasileiros. Se quiser testá-lo, pode baixar gratuitamente a versão clássica e usá-la por 15 dias
Existem outros softwares com menos recursos e gratuitos que servem para gravar músicas e filmes. Ao optar por testar alguns desses programas até encontrar o ideal, lembre-se de criar um ponto de restauração no sistema. Assim, caso se arrependa, poderá recuperar a configuração anterior sem deixar rastros indesejados desses programas.
Para os que querem um conversor com interface simples e em português, oConvertXToDVD cria DVDs com legendas em SRT, por exemplo, e insere menus iniciais. Pequenas funções são atrativos adicionais, como escolher a cor da legenda e o formato PAL ou NTSC, que faz diferença em aparelhos antigos. A versão gratuita do software, entretanto, deixa uma marca d'água inconveniente nos arquivos. O programa custa U$ 44,99 (aproximadamente R$ 145).
Para quem quer apenas fazer edições simples com suas fotos e vídeos, existem vários aplicativos para celular. Já para quem quer ouvir músicas online de maneira legal, assinaturas como do Deezer podem ser uma opção.

Tags:  Aplicativo, Música, Nero, Tecnologia, UOL

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Morre Elke Maravilha aos 71 anos no Rio de Janeiro


* * * EXTRAÍDO DO PORTAL UOL * * *


Felipe Abílio
Do UOL, em São Paulo

16/08/201601h35 Atualizada 16/08/201610h10

Elke Maravilha morreu na madrugada desta terça-feira (16) aos 71 anos. A atriz estava internada há quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, após uma cirurgia para tratar uma úlcera.
Bastante abalado, o irmão da atriz, Frederico Grunnupp, confirmou a informação aoUOL.
"Ela teve complicações após a operação e também tinha diabetes. Ela não estava mais respondendo aos remédios", explicou ele. O laudo médico ainda não foi liberado, mas segundo Frederico a atriz sofreu falência múltipla dos órgãos por volta da 1h.
Natasha Grunnupp, sobrinha de Elke, falou sobre os últimos dias dela no hospital.
"Mesmo no hospital ela estava sempre muito feliz, sempre aquele ar de felicidade, a gente estava preocupado com as partes técnicas, vendo a situação, mas ela não. Ela passou por uma cirurgia no sábado porque um dos pontos da primeira cirurgia tinha estourado e depois disso piorou".
Conhecida principalmente por sua irreverência e extravagância, Natasha e a família querem levar só os bons momentos que passaram ao lado de Elke.
"As gargalhadas dela...Vai fazer uma falta enorme. Ela era a mãe de todos, de todas as raças, de todas as culturas, vai fazer falta mesmo. A gente deseja também que ela consiga seguir o caminho dela, ela falava que ela já estava preparada e pronta, que seja uma passagem feliz".
No Facebook oficial da atriz, uma mensagem avisando os fãs também foi publicada pouco depois da uma da manhã.
"Avisamos que nossa Elke já não esta por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os Deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem".
A família ainda não divulgou informações sobre o velório e funeral de Elke, mas já se sabe que ela será sepultada. "Era uma vontade dela ser sepultada, e não cremada, mas ainda não temos as definições do local", informou o produtor Lucas Rodrigues ao UOL



Nascida na Rússia, a modelo e atriz Elke Georgievna Grunnupp, mais conhecida como Elke Maravilha, alcançou fama ao participar como jurada de programas de calouros de Chacrinha e Silvio Santos.
Ela disse, em entrevista ao UOL na 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, em 2014, que não sentia falta do ex-patrão do SBT. "Sinto saudades do Chacrinha, do Silvio Santos não sinto a menor falta. Gosto de respeito", declarou. 


Tornou-se amiga de Zuzu Angel, antes de ser lançada na TV, após conhecê-la em 1970 no salão do cabeleireiro Jambert. A história da estilista foi contada nos cinemas em 2006. No longa, Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e fez uma participação especial.
Ela, que se considera anarquista, enfrentou a tortura da ditadura e chegou a ficar presa por seis dias após se indignar, em 1972, contra um cartaz de procurados políticos que viu no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nele, estava a foto de Stuart Angel, filho de Zuzu.  Elke, que tirou o cartaz da parede e o rasgou, foi acusada de prejudicar as investigações e teve sua cidadania brasileira cassada pelo governo militar.

Durante os Anos de Chumbo, ela, que começou a carreira de modelo aos 24 anos (tendo trabalhado com estilistas como Zuzu Angel), trabalhou como professora, tradutora, intérprete e bancária.

Irreverência
Desde que surgiu, Elke Maravilha chamou atenção pelo estilo irreverente. Inicialmente, aos 18 anos, recebeu críticas pela ousadia e foi agredida nas ruas pela maneira de se vestir. A irreverência não marcou apenas o estilo da atriz, que não se esquivava de polêmicas nas entrevistas. Ela revelou, para a jornalista Marília Gabriela no programa "De Frente com Gabi" (SBT), em 2013, que já havia usado drogas, mas o que realmente gostava era de cachaça. 
"Experimentei crack três vezes, mas na minha geração usávamos drogas para autoconhecimento e hoje é para fuga. Minha única droga é a cachaça", afirmou. 

No programa de Gabi, relembrou seus antigos relacionamentos. "Tive oito casamentos e o mais curto durou dois meses, porque ele era psicopata. Eu acordava de madrugada e ele estava no sofá, vestido de Elke, com uma faca na mão", contou ela, que falou ainda que morou dentro de um carro por um ano na Alemanha com o primeiro marido. Após completar 40 anos de carreira, Elke falou sobre a morte: "Já estou fazendo hora extra. Daqui a pouco vou morrer". 

Ela, que não se tornou mãe, disse em maio, no "Programa Raul Gil", que não saberia educar uma criança e contou ter feito aborto. "Fiz um aborto pois não saberia educar uma criança. Nunca pensei, só agi. Eu ia fazer um monstro", declarou", disse.

A ex-modelo, que estava fora da TV, fez uma participação na temporada do programa do Gugu, na Record, neste ano. No palco, reencontrou o irmão Valdemar que não tinha contato havia quase 20 anos. 

Tags: Arte, Luto, Música, TV, UOL

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cauby Peixoto morre aos 85 anos em São Paulo

* * * Extraído do G1 * * *


O cantor Cauby Peixoto morreu na noite deste domingo (15), aos 85 anos, em São Paulo. O fã-clube oficial do cantor informou que a morte foi por volta das 23h50. O artista estava internado devido a uma pneumonia, desde o dia 9 de maio, no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo.
O corpo do cantor deve ser velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera, na Zona Sul da capital, a partir das 9h desta segunda-feira (16). O enterro será no Cemitério Congonhas. O horário ainda não foi informado.
Alguns amigos do artista disseram que, em 9 de abril, Cauby Peixoto tinha um show marcado em Vila Velha, Espírito Santo, mas o espetáculo foi adiado porque o artista se sentiu mal.
Neste ano, o cantor estava em turnê pelo Brasil com a cantora Angela Maria e se apresentou ao lado dela no dia 3 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na ocasião, Rafael Cortez, repórter do Vídeo Show, entrevistou o cantor.Assista aqui.
A turnê comemorava os 60 anos da carreira de cada um dos artistas. No repertório estavam sucessos como “Vida da bailarina”, “Cinderela”, “Gente humilde”, “Bastidores”, “Babalu” e “Conceição”.

Carreira
Nascido em Niterói (RJ) em 1931, Cauby Peixoto Barros iniciou a carreira no início da década de 1950 se apresentando em programas de calouros como a "Hora dos comerciários", na Rádio Tupi. Gravou o primeiro disco pelo selo Carnaval em 1951, com o samba "Saia branca", de Geraldo Medeiros e a marcha "Ai, que carestia!", de Victor Simon e Liz Monteiro.
Em 1952, transferiu-se para São Paulo onde cantou nas boates Oásis e Arpége, além de apresentar-se na Rádio Excelsior.

Sua capacidade de interpretar canções em inglês impressionou o futuro empresário Di Veras, que lhe criou aos poucos uma estratégia de marketing que incluía a maneira de se trajar, o repertório e atitudes nos palcos.
Cauby (Foto: Reprodução/ Facebook)Fã-clube de Cauby lamentou a morte pelas redes sociais (Foto: Reprodução/ Facebook)
Em 1953, gravou dois discos pelo selo Todamérica, com os sambas-canção "Tudo lembra você", de Marvel, Strachey, Link e Mário Donato; "O teu beijo", de Sílvio Donato, e "Ando sozinho", de R. G. de Melo Pinto e Hélio Ramos, além da toada-baião "Aula de amor", de Poly e José Caravaggi, com acompanhamento de Poly e seu conjunto.

Ainda naquele ano, assinou contrato com a gravadora Columbia, na qual estreou no ano seguinte com o samba "Palácio de pobre", de Alfredo Borba e José Saccomani, e a marcha "Criado mudo", de Alfredo Borba. Em seguida, fez sucesso com o slow-fox "Blue gardênia", de B. Russel e L. Lee, com versão de Antônio Carlos, música tema do filme de Hollywood de igual título, que lhe abriu as portas para o estrelato.

Não demorou muito para o cantor se transformar em ídolo do rádio. Entrou para o elenco da Rádio Nacional e dois anos depois, já era o cantor mais famoso do rádio, substituindo o fenômeno Orlando Silva de 20 anos antes e passando a ser perseguido pelas fãs em qualquer lugar onde estivesse
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Cauby Peixoto participa da 56ª cerimônia de entrega dos prêmios dos Melhores da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), no SESC Pinheiros, em São Paulo. Na ocasião, ele foi homenageado com o Grande Prêmio da Crítica, pelo conjunto da obra (Foto: Patrícia Cruz/AGP/Estadão Conteúdo/Arquivo)Cauby Peixoto participa da 56ª cerimônia de entrega dos prêmios dos Melhores da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), no SESC Pinheiros, em São Paulo. Na ocasião, ele foi homenageado com o Grande Prêmio da Crítica, pelo conjunto da obra (Foto: Patrícia Cruz/AGP/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Muitas vezes, chegava a ter suas roupas rasgadas pelas admiradoras mais veementes. Ainda em 1954, gravou também os sambas-canção "Só desejo você", de Di Veras e Osmar Campos Filho, e "Triste melodia", de Chocolate e Di Veras, e a marcha "Daqui para a eternidade", de R. Wells, F. Karger e Lourival Faissal.
Em 1955, lançou "Blue gardênia", seu primeiro LP no qual interpretou entre outras, a música título; "Triste melodia", de Di Veras e Chocolate; "Um sorriso e um olhar", de Di Veras e Carlos Lima; "Sem porém nem porque", de Renato César e Nazareno de Brito e "Final de amor", de Cidinho e Haroldo Barbosa.
Ainda em 1955, foi escolhido pelo crítico Silvio Túlio Cardoso, da coluna "Discos populares" no jornal "O Globo", como o "melhor cantor do ano" recebendo como prêmio um "disco de ouro", que foi entregue em cerimônia no Golden Room do Copacabana Palace.
Em meados dos anos 1950, fez excursões aos Estados Unidos, onde gravou várias faixas com o nome Ron Coby, tentando uma carreira internacional que acabou não acontecendo, apesar de ter gravado com um dos grandes maestros da época, Percy Faith.



Cena do filme 'Cauby - Começaria tudo outra vez' (Foto: Divulgação)Cena do filme 'Cauby - Começaria tudo outra vez' (Foto: Divulgação)
Ângela Maria e Cauby Peixoto (Foto: Divulgação/Assessoria)Ângela Maria e Cauby Peixoto (Foto: Divulgação/Assessoria)
Cauby Peixoto gesticula durante entrevista em fevereiro de 1988, em São Paulo (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo/Arquivo)Cauby Peixoto gesticula durante entrevista em fevereiro de 1988, em São Paulo (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Cauby Peixoto (Foto: ABBC Comunicação/Divulgação)Cauby Peixoto (Foto: ABBC Comunicação/Divulgação)
Cauby Peixoto durante apresentação em São Paulo em junho de 1989 (Foto: Leonardo Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo)Cauby Peixoto durante apresentação em São Paulo em junho de 1989 (Foto: Leonardo Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Os cantores Cauby Peixoto e Ângela Maria posam para foto na capital paulista em junho de 1986 (Foto: Juvenal Pereira/Estadão Conteúdo/Arquivo)Os cantores Cauby Peixoto e Ângela Maria posam para foto na capital paulista em junho de 1986 (Foto: Juvenal Pereira/Estadão Conteúdo/Arquivo)