No Brasil, o Dia do Trabalho é comemorado em 1º
de maio. É uma data importante que celebra as conquistas dos trabalhadores ao
redor do mundo e também serve como um lembrete das lutas históricas por
melhores condições de trabalho, jornadas mais justas e direitos trabalhistas.
No Brasil, o feriado é marcado por manifestações, eventos e também é um momento
para reflexão sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores atualmente.
Dia do Trabalho no mundo.
O Dia do Trabalho é comemorado em diferentes datas ao redor do
mundo, embora 1º de maio seja a data mais comum em muitos países. A origem
dessa data remonta ao final do século XIX, quando movimentos trabalhistas
exigiam melhores condições de trabalho, como jornadas mais curtas, salários
dignos e condições mais seguras.
Nos Estados Unidos e no Canadá, o Dia do Trabalho é
celebrado na primeira segunda-feira de setembro. Já em países como Reino Unido,
Austrália e Nova Zelândia, é comum comemorar o Dia do Trabalho na primeira
segunda-feira de maio.
Em alguns países, o
Dia do Trabalho é associado a diferentes tradições e eventos históricos, mas
todos compartilham o objetivo de reconhecer e homenagear as contribuições dos
trabalhadores para a sociedade e para a economia.
Tags: Dignidade, Economia, Emprego, Responsabilidade Social, Trabalhador, Trabalho
Linha Amarela, administrada por
concessionária, virou alternativa. Passageiros ouvidos pelo G1 dizem apoiar
greve geral contra reforma da previdência.
Por Ana Carolina Moreno, G1 São
Paulo
Atualizado há 55 minutos
A Linha 4 Amarela do Metrô foi a única do transporte metropolitano de
São Paulo a funcionar plenamente nesta sexta-feira (28). Mas, com o fechamento
das transferências com as linhas do Metrô e da Companhia Paulista de
Transportes Metropolitanos (CPTM), que aderiram à greve geral, o movimento de
pessoas na hora do rush matinal despencou em relação a outros dias úteis. Às
9h30, as baldeações foram abertas.
"Dá até para fazer piruetas quando não tem trem", brincou uma
senhora na estação Luz, às 7h, enquanto tentava achar uma saída para a rua,
onde pegaria uma van do trabalho.
Entre as 5h e 7h da manhã, a maior parte das pessoas que circularam
pelas estações da Linha 4 eram porteiros, guardas noturnos, domésticas e
funcionários de manutenção que trabalharam durante a madrugada em bairros do
Centro ou da Zona Oeste e precisavam ir para casa de trem, metrô ou ônibus. As
alternativas, para eles, foi sentar e esperar, ou retornar ao serviço.
"Devia ter vindo de carro", afirmou o porteiro Cosme Barbosa
Delfino, de 42 anos. Ele mora em Itaquera, na Zona Leste, perto da estação
final da Linha 3 Vermelha, mas trabalha há 23 anos como porteiro noturno em um
edifício em Pinheiros. Às 5h20, ele descia a escala rolante na estação Fradique
Coutinho, com o plano de fazer baldeação na República e seguir para casa de
metrô. Ele ainda não sabia que a transferência estava fechada.
Passageira da Linha Amarela (Foto: Carolina
Moreno/G1)
O plano B foi descer na República e procurar uma perua. Mas, às 5h30, a
Praça da República estava quase deserta, sem ônibus e com poucos carros e
pedestres. Hanncia Lopes Pereira, de 44 anos, era uma das poucas pessoas por
ali. Ela conta que chega todos os dias às 3h30 para vender café na saída do
metrô. "Sempre quando tem paralisação tem mais gente", comparou ela.
Depois de alguns minutos pensando no que fazer, Cosme decidiu retornar
ao serviço. "Acho que vai ficar o dia todo mesmo", disse ele,
avisando que não se estressa e que espera que a greve tenha efeito.
"Porque as propostas que eles estão querendo aprovar... A população está
indignada, revoltada."
Outro porteiro que também trabalhou à noite e ficou sem opções para ir
para casa nesta sexta foi Domingos Rodrigues Filho, de 54 anos. Ao contrário de
Cosme, porém, ele é contra a greve.
Bastante cansado, ele contou ao G1 que
trabalhou das 18h às 6h, precisou andar de Santa Cecília até a República e
pegou o metrô até Pinheiros. À frente das catracas bloqueadas da transferência
para a Linha 9 da CPTM, ele disse que ainda precisava ir até o Terminal Santo
Amaro e pegar a Linha Lilás do Metrô até o Capão Redondo, na Zona Sul, onde
mora. Ele diz que costuma chegar em casa antes das 8h, mas, às 7h30, seguia no
Terminal Pinheiros sem saber o que fazer.
"É cruel uma coisa dessas, só prejudica o trabalhador",
reclamou ele. Apesar de ser contrário à greve, ele também é contra as reformas
trabalhista e da Previdência, que, segundo ele, "na verdade não melhoram
em nada". Ele lembra, porém, que em outros casos em que protestos
conseguiram resultados, como as manifestações contra o aumento da tarifa, os
ganhos foram temporários e tarifa acabou aumentando de novo.
A cuidadora de idosos Joana Lima Bastos, de 62 anos, e a vendedora
Mônica Maria, de 27, também viraram a noite trabalhando e, antes das 8h, ainda
não tinham rumo certo. Joana terminou um turno às 6h na Vila Madalena e
precisou caminhar mais de meia hora até o terminal. "Todo dia eu pego um
ônibus até aqui, outro até Campo Limpo e depois outro até a minha casa",
disse a idosa, que mora no Capão Redondo. "Sempre eles falam que vai ter
greve e não tem, então eu confiei. Da outra vez fiquei esperando até as 9h e o
trem começou a funcionar", contou ela.
Mônica, que começou seu turno em um quiosque de comida que fica entre os
pontos de ônibus do terminal, ainda trabalhava por volta das 8h - apesar de não
haver clientes e de o local estar sem energia desde as 2h. Seu turno já era
para ter acabado, mas a funcionária que a renderia não conseguiu chegar por
causa da greve. "E eu não sei como vou poder ir para casa", completou
ela.
As duas, porém, dizem que a greve é justa. "Sou a favor, mas
deveriam fazer de tarde. Tem outras pessoas que estão no serviço à noite e não
têm como voltar para casa", disse Joana, que, aos 62 anos, só tem quatro
anos de contribuição no INSS, graças à PEC das Domésticas. "Quando cheguei
em São Paulo em 1975 as patroas não tinham esse costume de registrar na
carteira".
Passageira do Metrô (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
'Só na base da carona'
Independente da posição favorável ou contrária à greve, quem não aderiu
precisou encontrar alternativas. Jucilene Canuto, de 45 anos, trabalha no Largo
do Arouche e usa a Linha Amarela todos os dias. Porém, antes de chegar à
estação Luz, ela precisava pegar a Linha Azul para sair de casa, no Tucuruvi,
na Zona Norte. No fim, ela acabou tendo sorte: "Como meu irmão trabalha no
Centro, a empresa dele mandou transporte, e eu aproveitei e peguei carona até a
República. Senão, teria sido muito mais difícil."
A rotina dela teve que mudar. "Eu entro todo dia às 9h",
afirmou Jucilene, que, todos os dias, sai de casa às 7h30. Nesta sexta, porém,
ela já estava na Linha Amarela por volta das 7h. "Hoje saí às 6h, e agora
estou indo para o Butantã buscar uma pessoa que não conhece o trajeto. Ela
também conseguiu carona, mas até o metrô Butantã. Hoje é tudo na base da carona",
afirmou Jucilene.
Assim como a maior parte dos poucos passageiros na Linha 4, ela não
perdeu a calma. "Com certeza vale a pena. Acho que é válido, a gente sabe
que vai causar prejuízo, mas com certeza tem uma consequência boa. Tem que ter
reformas, mas elas precisam ser justas."
Linha Amarela virou alternativa
Pouco depois das 8h, o movimento na Linha Amarela começou a aumentar,
mas, segundo os frequentadores diários, os trens costumam ficar muito mais
cheios em dias normais.
Um dos efeitos da adesão dos metroviários e motoristas à greve foi
transformar a Linha Amarela em uma alternativa inusitada para muita gente. Um
jovem que não quis se identificar afirmou que mora em Itapevi e costumava pegar
a CPTM até a estação Júlio Prestes, e depois seguir até a Liz. Nesta sexta,
porém, ele foi parar no Butantã. "Vi um ônibus passando e peguei",
disse ele, que teria que chegar às 7h na Santa Efigênia, mas, às 8h15, ainda
estava em Pinheiros.
Já o ex-metalúrgico Donizete da Silva, de 58 anos, mora em Osasco e só
precisa ir ao Hospital das Clínicas uma vez a cada três meses, para fazer um
tratamento de trombose que ele começou há três anos. A consulta mais recente,
às 9h desta sexta, foi marcada em fevereiro e caiu justamente no dia da greve.
"Mas tem que ir, né", disse ele, que costumava pegar um ônibus até a
Vila Iara e outro até as Clínicas, mas, às 8h25, desembarcava na estação
Paulista com o plano alternativo de caminhar até o hospital.
A mudança o desagradou, e ele aproveitou para avisar que é contra a
greve. "O direito de ir e vir é de todos nós", afirmou ele. Donizete
diz que já foi sindicalista, mas acredita que hoje os sindicatos só servem para
apoiar políticos corruptos. Ele acredita que há muito populismo na política e
acha que "não é questão de ser contra ou a favor das reformas",
porque, segundo ele, a situação atual não é sustentável.
A Volkswagen vai
suspender os contratos de trabalho de 2.357 metalúrgicos de sua fábrica de
veículos em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo,
informou o sindicato local nesta quarta-feira (1).
A
suspensão, também chamada de "layoff" e que começa em 6 de julho,
ocorre por conta da queda nas vendas da montadora no país, informou a entidade.
A Volkswagen não comentou o assunto.
A
montadora acumulou queda de 18,5% nas vendas de automóveis de janeiro a maio
deste ano ante mesmo período de 2014. Já as vendas de comerciais leves recuaram
32,6%.
A
fábrica de São Bernardo do Campo tem cerca de 12 mil funcionários, incluindo os
áreas administrativas, e 8.000 na produção. O layoff valerá por cinco meses.
A unidade
produzia em 2014 cerca de 1.400 carros por dia, mas o volume caiu para 800
atualmente, informou o sindicato. A fábrica produz os modelos Gol, Saveiro e
Jetta.
O
sindicato informou ainda que trabalhadores do terceiro turno da fábrica de São
Bernardo que não estiverem em layoff estão sendo remanejados para os outros
dois turnos de produção. O terceito turno emprega cerca de 1.800 funcionários.
No
início do ano, trabalhadores, sindicato e Volkswagen fecharam acordo para
garantia de emprego aos trabalhadores da fábrica até 2019. O acerto foi feito
depois de uma greve contra anúncio de demissões de cerca de 800 funcionários da
fábrica.
O mercado formal brasileiro registrou a criação de 242.126 empregos no mês de agosto, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. É o melhor resultado do ano e o sétimo mês em que há crescimento de vagas.
O número supera de forma significativa a informação dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o mês havia registrado a criação de 150 mil vagas. Lula afirmou que o ano terminará com a geração de 1 milhão de novos empregos.
Segundo o ministro Carlos Lupi (Trabalho) a previsão do presidente ficou bem abaixo do resultado porque Lupi repassou para ele dados coletados até o dia 7 de setembro. "Os dados que o presidente tinha eram parciais. O Caged só fechou hoje", explicou.
O saldo de empregos de agosto deste ano é resultado da contratação de 1,45 milhão e demissão de 1,21 milhão de pessoas e é melhor do que o registrado no mesmo mês do ano passado, antes da crise econômica, quando foram criadas 239.123 vagas.
Nos oito primeiro meses de 2009, foram gerados 680.034 postos, bem abaixo do mesmo período do ano anterior, quando o número ficou em 1,803 milhão. Considerando os últimos 12 meses, foram 328.509 postos.
Devido aos efeitos da crise econômica no Brasil, entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada.
Setores
O setor de serviços foi o que abriu mais vagas, com 85.568 postos --crescimento de 0,66%. É o segundo maior saldo da série (desde 1992) para o mês e o melhor resultado para o ano. Destaque para comércio e administração de imóveis, com a abertura de 25.732 vagas.
Em seguida vem a indústria de transformação (vestuário, automóveis, alimentos e outros), com 66.564 postos, também o segundo melhor resultado da série e o melhor do ano. O número representa um crescimento de 0,92% em relação a julho.
A indústria de produtos alimentícios foi a que mais criou empregos, com 22.614 empregos. Em seguida vem a indústria têxtil (9.238 empregos), a de calçados (8.974) e metalúrgica (5.982).
O comércio registrou a criação de 56.813 postos e a construção civil 39.957, resultados recordes para a série. A administração pública criou 3.305 empregos em agosto.
A agropecuária foi o único setor em que as demissões superaram as contratações, resultando em um saldo negativo de 11.249. Segundo o ministério, o saldo negativo é resultado da entressafra no Centro-Sul do país. Só o cultivo do café registrou fechamento de 29 mil postos.