Os professores da rede estadual de São Paulo
decidiram suspender a greve. A decisão foi tomada na tarde desta
sexta-feira (12) em assembleia na avenida Paulista. A paralisação durou 92 dias
e foi a maior greve da categoria no
Estado.
A decisão ocorre em um momento de
enfraquecimento da paralisação -- com o desconto dos dias parados, a adesão à
greve diminuiu, segundo o sindicato. A Apeoesp, principal sindicato da
categoria, contabilizava que 30% dos profissionais estão paralisados. No começo
da semana retrasada, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmava que os faltosos
não passam de 5%.
O motivo, segundo o sindicato, foi o corte de
ponto dos grevistas, que estão desde maio sem receber salário. O sindicato
recorre dos descontos no Supremo Tribunal Federal (STF).
O sindicato da categoria fez uma reunião com
o governo do Estado neste mês. O governo informou que enviará, em até 30 dias,
projeto de lei que estende o atendimento médico de saúde dos servidores
públicos (Iamspe) a esta parcela da categoria.
O governo também sinalizou que vai diminuir o
intervalo contratual dos temporários para três anos - hoje, eles precisam se
afastar das aulas por 40 dias após um ano de trabalho, para não haver vínculo
empregatício. A Secretaria Estadual de Educação já havia mencionado em reunião
anterior que "estudava" a implementação das medidas.
A
greve
Entre as reivindicações, os professores pedem
a valorização da carreira, reajuste salarial que equipare perdas salariais,
aumento do valor do vale-transporte e do vale-alimentação e são contra o
fechamento de salas de aulas, o que ocasionou a demissão de 20.000 professores
e superlotou turmas remanescentes.
A Secretaria de Educação do Estado de São
Paulo afirmou que "avalia que a decisão do sindicato é extemporânea e
ofensiva aos pais e alunos paulistas, uma vez que a categoria recebeu o último
aumento salarial há sete meses, em agosto de 2014, o que consolidou um reajuste
de 45%".
Segundo a Secretaria da Educação do Estado de
São Paulo, em 2011 foi instituída uma política salarial que permitiu aos
professores e demais servidores da rede estadual de ensino um aumento salarial
de 45% em quatro anos.
A Apeoesp argumenta que, passados os quatro
anos, o reajuste está defasado e que por isso o aumento de 75,33% equipararia
as perdas salarias aos vencimentos das demais categorias de nível superior.
Hoje, o salário é de R$ 2.145, para 40 horas semanais.
·A partir de 2016, várias regiões
metropolitanas do país terão o sinal de TV analógico desligado
A
transmissão do sinal de TV digital começou em 2007 no Brasil. Agora, está cada
vez mais próximo o prazo de desligamento total do sinal analógico. A data
limite é no fim de 2018, porém o cronograma da Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) estabelece datas de desligamento já em 2016 para cidades
grandes, como São Paulo, por exemplo.
Baseado na
proximidade do fim do sinal analógico, o UOL Tecnologia consultou
especialistas para responder a perguntas sobre o tema, ressaltando o que vai
mudar para os telespectadores de TV aberta e qual a importância disso:
Por
que vão desligar o sinal de TV analógico?
A razão do fim de transmissão
analógica é que esse espectro de frequências será usado por operadoras para
aumentar a oferta de redes 4G na faixa de 700 MHz. Atualmente, o 4G está
disponível apenas na faixa de 2,5 GHz.
Quando
vão desligar o sinal analógico na minha cidade?
O
Ministério das Comunicações tem um cronograma detalhando
quando o sinal analógico deve ser desligado.
A título
de curiosidade, a primeira cidade vai ser Rio Verde (GO),
no dia 29 de novembro deste ano. Na sequência, vêm o Distrito
Federal e cidades adjacentes (3.abr.2016), São Paulo
(15.mai.2016), Belo Horizonte (26.jun.2016), Goiânia
(28.ago.2016) e Rio de Janeiro (27.nov.2016).
No restante das cidades,
ocorrerá entre 2017 e o final de 2018.
O
que eu ganho mudando para o sinal digital?
A vantagem é a qualidade de
imagem, que é transmitida em alta definição. Em termos práticos, a imagem terá
o dobro de definição e muito mais brilho.
No sinal analógico, as imagens
chegavam com definição "standard" (704 x 480 pixels), enquanto o
padrão de TV digital brasileiro transmite com definição de 1.080 x 720 pixels.
Não tenho a menor ideia se recebo sinal digital. Como faço para
saber?
Com
a proximidade do desligamento do sinal analógico, as emissoras passarão a
mostrar algum sinal informando isso. Algumas mostrarão um "A" (de
analógico) ou exibirão uma mensagem mostrando que o sinal é analógico.
Como sei se minha cidade está coberta por sinal digital?
A maioria das grandes
cidades já conta com sinal digital, sobretudo as que devem ter o sinal
analógico desligado ainda em 2016. É possível consultar se um município está
coberto no sitehttp://dtv.org.br/index.php/cobertura.
Como sei se minha emissora preferida já está disponível na minha
cidade?
Não
há um levantamento sobre isso. Essa informação, segundo Roberto Franco, presidente
do Fórum SBTVD, associação de entidades em prol da pesquisa sobre TV digital
aberta, ainda está sendo levantada pelo EAD (entidade responsável pela gestão
do processo de migração entre o sinal analógico e a implementação da TV
Digital).
No
entanto, as principais emissoras já oferecem esse tipo de transmissão, pois é
de interesse delas. "Se ela não cobrir a mesma área da cobertura
analógica, o canal vai perder audiência e publicidade", explica Luis
Roberto Antonik, diretor geral da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de
Rádio e Televisão).
Como faço para receber sinal digital?
É
necessário ter uma antena que recepciona esse tipo de sinal e um televisor com
conversor embutido. Quem não tem um conversor digital embutido na TV deve comprar
um.
Como sei se minha TV aceita sinal digital?
Desde
2010, todos os televisores com tela de 32 polegadas ou mais já vêm com
conversor digital integrado. Para os fabricados em 2011, a regra do governo
abrange TVs com tela igual ou maior a 26 polegadas.
Além
disso, os aparelhos que contam com conversor integrado têm a indicação
"DTV" na própria TV, na caixa ou no manual.
Tenho uma TV antiga e que não tem um conversor embutido. O que
devo fazer para assistir aos canais abertos com o desligamento do sinal analógico?
Caso
não queira comprar um aparelho novo, é necessário ter um conversor e uma antena
UHF – ambos os itens são encontrados em varejistas. O primeiro é
encontrado no mercado por cerca de R$ 150 (muitos modelos têm funções
adicionais, como gravador digital).
Ao
adquirir uma antena, o consumidor tem duas opções: interna ou externa. A
primeira é encontrada por até R$ 80 em varejistas e é recomendada para locais
com forte sinal de TV digital. Já a segunda é para quem mora em locais com
acesso instável e custa até R$ 300.
Há
antenas passivas (que não necessitam ligar na tomada) e antenas ativas (que são
ligadas a energia elétrica), que costumam ser mais caras e apresentam
desempenho superior.
Há antenas de sinal digital internas e externas. Qual devo escolher?
A preferência é comprar uma antena externa, pois é mais robusta para recepção
de sinal, segundo Roberto Franco, do Fórum SBTVD.
Segundo
ele, os sistemas de transmissão de sinal de TV pelo mundo sempre são baseados
na recepção em antena externa. Porém o padrão brasileiro é robusto e uma antena
interna pode resolver – no caso de pessoas que vivem em áreas com sinal
robusto.
É
importante ter uma boa recepção de sinal para não ter problemas. "Na
recepção analógica, quando há algum obstáculo, o sinal começa a degradar e
ocorre o chuvisco. Já no digital, ou aparece a imagem ou não aparece
nada", explica Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.
Tenho uma TV que veio com conversor embutido. Como faço para ver
TV digital?
Nesse
caso, basta ter uma antena interna ou externa para receber o sinal e sintonizar
o aparelho.
Tenho TV, mas não tenho dinheiro para um dispositivo novo ou um
conversor. Como faço para assistir à TV digital?
O
governo estabelece que beneficiários do programa Bolsa Família terão direito a
um kit gratuito com conversor, antena de controle remoto. De acordo com Luis
Roberto Antonik, diretor-geral da Abert, a distribuição será comandada pelo
EAD.
Ainda
não há detalhes de como será a distribuição desses equipamentos. Próximo ao
desligamento do sinal analógico, deve haver campanhas específicas para conscientizar
os beneficiários do programa.
Tenho TV digital, mas a imagem não ocupa toda a área da tela. Por
que ocorre isso?
Isso
ocorre porque há conteúdos antigos mostrados na TV aberta que foram captados no
padrão antigo. Por essa razão, há programas antigos que ocupam, por exemplo,
apenas a parte central da tela.
A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar
(EFSA) recomendou oficialmente que o consumo diário de cafeína não ultrapasse
400 miligramas para um adulto, ou seja, o equivalente a pouco mais de quatro
expressos. Para as gestantes, essa recomendação cai para 200 miligramas por dia
e, para crianças e adolescentes, o cálculo é de 3 miligramas por quilo.
Segundo a EFSA, para além desse limite há
riscos à saúde, sobretudo problemas cardiovasculares. A EFSA explica que
"o risco para a saúde não é enorme, mas ele existe. A principal mensagem é
que os consumidores devem levar em consideração as diferentes fontes de
cafeína, além do café".
De fato, o órgão europeu se debruçou sobre os
riscos causados pela cafeína "proveniente de todas as fontes
alimentares" e sobretudo dos energéticos. As conclusões foram obtidas após
a análise de 39 pesquisas realizadas em 22 países europeus, que no final
envolveram mais de 66.500 pessoas.
A frase que ficará dessa meta-análise (feita
sobre a base de dados obtidas de outros estudos) poderá ser: "Não se deve
beber mais de quatro cafés por dia". Do outro lado do Atlântico, as
pessoas preferem ver o copo (de café) meio cheio. O Comitê Consultivo para as
Recomendações Alimentares dos Estados Unidos (Dietary Guidelines Advisory Committee)
também acaba de publicar um documento que menciona, pela primeira vez, o café.
Ele chegou mais ou menos às mesmas conclusões
que os europeus, mas as formulou de forma diferente. Na verdade, observou que
existe uma série de indícios bem fortes para dizer que o consumo de 400
miligramas de cafeína por dia não é nocivo para a saúde e tem até efeitos
positivos.
"O café é uma mistura complexa de
produtos químicos, e seus benefícios para a saúde ainda não estão claros",
relata o jornal britânico "The Guardian". Mas, pela primeira vez,
essa agência de regulação norte-americana diz oficialmente que o café não é
fundamentalmente ruim para você, apesar de sua reputação.
A má
reputação do café
Existem muitos estudos científicos sobre os
efeitos do café. No "New York Times", o pesquisador Aaron E. Carroll
tentou compilá-los, fazendo um levantamento das meta-análises, e ele chega à
conclusão de que o café, bebido com moderação, é inofensivo ou até benéfico às
vezes.
"A maioria de nós não bebe café porque
acha que isso pode nos proteger. Mas não há praticamente nenhuma evidência que
prove isso."
Para ser bem claro, ele enumera os estudos e
suas conclusões.
O consumo de café a longo prazo e os
riscos cardiovasculares
Em 2014, uma equipe se debruçou sobre 36
estudos que envolveram mais de 1,27 milhão de pessoas. Conclusão: "As
pessoas que tinham um consumo moderado de café, de três a cinco xícaras por dia
(segundo o mesmo dr. Carroll, uma xícara representa 8 onças ou 226 gramas),
eram as que menos corriam riscos". Aqueles que bebiam mais de cinco
xícaras por dia não estavam mais expostos a esse tipo de problema do que
aqueles que não bebiam nada.
O consumo de café e os acidentes
vasculares cerebrais
Em 2012, dados obtidos junto a 480 mil
pessoas mostravam que "o consumo de duas a seis xícaras de café por dia
estava associado a um menor risco de AVC, comparado com um consumo zero".
O consumo de café e a insuficiência
cardíaca
Outra meta-análise constatou que "um
consumo moderado estava associado a um risco menor, e o menor risco de todos
estava entre aqueles que consumiam quatro xícaras por dia em média". O
mínimo para que "más associações" fossem observadas era de dez
xícaras por dia.
O consumo de café e o mal de Parkinson
e o mal de Alzheimer
No que diz respeito a distúrbios neurológicos,
as meta-análises mais recentes notaram que um consumo moderado de café reduzia
os riscos de Parkinson e "tinha um efeito protetor" contra o
Alzheimer.
"Ninguém está sugerindo que você deva
beber café pela saúde", conclui o pesquisador. "Mas beber café
moderadamente está associado a riscos menores para quase todas as doenças
cardiovasculares, ao contrário do que se ouve sobre os perigos do café e da
cafeína. Não consigo pensar em outro produto que tenha tantas indicações
epidemiológicas positivas."
No início de abril, guitarrista foi hospitalizado
após sofrer desidratação.
Ele tinha diabetes tipo 2 e foi internado novamente há poucos dias.
O músico B.B. King, considerado o "rei do
blues" e integrante do Hall da Fama do Rock and Roll desde 1987, morreu na
madrugada desta sexta-feira (15) em Las Vegas, nos Estados Unidos, aos 89 anos
de idade, informou seu advogado.
A lenda se despede
com 16 prêmios Grammy, mais de 50 discos em quase 60 anos de carreira e músicas
que marcaram época, como “Three o’clock blues”, “The thrill is gone”, “When
love comes to town”, “Payin’ the cost to be the boss”, “How blue can you get”,
“Everyday I have the blues”, “Why I sing the blues”, “You don't know me”,
“Please love me” e “You upset me baby”.
Considerado o maior guitarrista de blues da atualidade,
verdadeira lenda. Riley B. King, nasceu em 16 de setembro de 1925, no
Mississippi, Estados Unidos. Sua infância foi parecida com a de milhares de
meninos negros, trabalhadores agrícolas nas grandes plantações de algodão do
sul segregacionista.
Tocava nas esquinas e em bares. Comprou o primeiro violão quando a falta de
eletricidade no interior do país fazia dos instrumentos musicais a maior
atração dos anos de 1940.
O músico foi autodidata, nunca teve professor
convencional. Gostava de ser seduzido pelas melodias. Mas teve teve a sorte de
contar durante a adolescência com o apoio protetor de Bukka White, seu primo.
Este guitarrista, muito renomado na região, deu as dicas de guitarra ao futuro
gênio e o levou a descobrir a grande cidade da música, Memphis, para onde se
mudou em 1947.
O futuro B.B. King passou a conviver com Sonny Boy
Williamson (Rice Miller), Robert Lockwood Jr, Bobby "Blue" Bland e
tocava regularmente na Beale Street, onde mais tarde abriu um clube com seu
nome, a "Broadway" da música negra nos Estados Unidos.
Sua carreira ganhou novo fôlego em 1949 ao ser
contratado como DJ de uma rádio, onde ganhou o apelido que o eternizou, Blues
Boy, ou B.B.
Seu primeiro grande sucesso nacional foi “Three o'clock
blues”, que estourou nos anos 1950. A partir daí começou a fazer turnês sem
parar. Só no ano de 1956 sua banda chegou a fazer 342 apresentações.
B.B. Kingcriou
um estilo autêntico de guitarra. Em seus solos, ao contrário de outros
guitarristas, o Rei do Blues preferia usar poucas notas. Ele dizia que
conseguia fazer uma nota valer por mil.
Paixão era a guitarra
Ele tinha verdadeira paixão por seus instrumentos. Tanto que enfrentou um
incêndio durante um show para salvar uma de suas guitarras. O fogo teria
começado numa disputa entre dois rapazes por uma garota. Depois desse episódio
suas guitarras passariam a ser carinhosamente chamadas de “Lucille”, o nome da
jovem.
A fama de suas guitarras ganhou o mundo. Em 1997, King
presenteou o papa João Paulo II com uma “Lucille”, no Vaticano.
Em 2012, fez parceria inesperada com o presidente
americano Barack Obama, durante um show de blues na Casa Branca.
Em outubro de 2014, o guitarrista precisou abandonar um
espetáculo em Chicago, diante de um quadro de desidratação e esgotamento, o que
provocou a suspensão do restante da turnê, que ainda tinha 8 shows programados.
Aos 86 anos, ainda fazia cerca de 100 apresentações por
ano. O último show no Brasil ocorreu em 2012, em São Paulo. Antes, se
apresentou no Rio de Janeiro e em Curitiba.
Influente
Considerado um dos artistas mais influentes de todos os tempos, seu talento
inspirou outros grandes guitarristas, como Stevie Ray Vaughan, Jeff Beck, Jimi
Hendrix, George Harrison, Buddy Guy e Eric Clapton.
Na lista de 2003 dos 100 maiores guitarristas de todos
os tempos, a revista "Rolling Stone" classificou King como nº 3,
atrás apenas de Jimi Hendrix e Duane Allman.
B.B. King ganhou diversos Grammy: melhor desempenho vocal
masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com “The thrill is gone”; melhor
gravação étnica ou tradicional, em 1981, com “There must be a better world
somewhere”; melhor gravação de blues, em 1983, com “Blues’N jazz”, e, em 1985,
com “My guitar sings the blues”.
Em 1970, "Indianola Mississippi Seeds"
concedeu-lhe o Grammy de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. o nomeou
“embaixador das guitarras Gibson no mundo”.
King se casou duas vezes. Primeiro com Martha Lee
Denton, com quem viveu entre 1946 e 1952; e, depois com Sue Carol Hall, entre
1958 e 1966. O artista deixa 14 filhos e mais de 50 netos.