quarta-feira, 10 de maio de 2017

Nelson Xavier morre aos 75 anos em Uberlândia


* * * Extraído do Portal G1 * * *

Ator morreu após complicações de uma doença pulmonar. Ele ficou conhecido por novelas como 'Irmãos coragem', além de peças e filmes como 'Chico Xavier'.



O ator Nelson Xavier morreu, aos 75 anos, na madrugada desta quarta-feira, 10, em Uberlândia, Minas Gerais. Tereza Villela Xavier, filha do ator, usou sua página no Facebook para falar da perda do pai.
"Lamento informar a quem possa interessar que meu pai, Nelson Xavier, faleceu esta noite em Uberlândia. Seu corpo será transferido, celebrado e cremado no Rio de Janeiro em cemitério ainda não determinado. Agradeço desde já as mensagens de apoio. Ele virou um planeta! Estrela ele já era. Fez tudo que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre", escreveu ela.

Em 2014, durante o Festival de Gramado, Nelson Xavier contou que fez tratamento contra o câncer de próstata em 2004 e que estava livre da doença. Foi lá também que recebeu o prêmio de melhor ator com "A despedida", um de seus últimos trabalhos.
Nelson Xavier já vinha sendo tratado em uma clínica de geriatria na cidade, prestadora de serviço do Hospital Santa Genoveva. Segundo informações do hospital ao G1, ele deu entrada nesta terça-feira, 9, às 10h57 e, em seguida, transferido para um quarto particular.

 A morte, por volta das 0h45, ocorreu após o agravamento de uma doença pulmonar.
"O ator faleceu próximo a amigos e familiares. Estava com o semblante sereno", disse o o médico geriatra Tiago Ferolla. O corpo foi encaminhado para uma funerária do município e deve ser levado no início da tarde para o Rio de Janeiro.

Perfil

Nelson Agostini Xavier nasceu em São Paulo, em 30 de agosto de 1941. Chegou a cursar Direito, mas a paixão pelo cinema mudo o estimulou a mudar de profissão. Nos anos 1950, entrou para a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo e também para o Teatro de Arena – um dos mais importantes grupos de artes cênicas daquela época.
Atuou, então, em suas primeiras peças, entre elas "Eles não usam black-tie" (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, "Chapetuba Futebol Clube" (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, "Gente como a gente" (1959), de Roberto Freire, e "Julgamento em Novo Sol" (1962), de Augusto Boal.
Nelson era tímido e chegou a acreditar que não tinha vocação para as artes dramáticas, queria trabalhar atrás das câmeras. “Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia”, contou ao site Memória Globo. Nessa época, também foi jornalista. Com o diretor Eduardo Coutinho, trabalhou como revisor na revista "Visão", onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro.

Cinema e TV

Após o golpe militar de 1964, que intensificou a censura ao teatro político, o ator passou a estar mais presente no cinema. Até o fim dos anos 70, fez mais de 20 filmes, entre eles "O ABC do amor" (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto, "É Simonal" (1970) e "A culpa" (1972), de Domingos de Oliveira; "Dona Flor e seus dois maridos" (1976), de Bruno Barreto, e "A queda" (1978), de Ruy Guerra, que lhe rendeu um Urso de Prata no Festival de Berlim.
Sua primeira participação na TV foi como o personagem Zorba, na novela "Sangue e areia" (1967), de Janete Clair. Seis anos depois, conseguiu seu primeiro grande papel, em "João da Silva" (1973). Mas foi em 1982 que viveu um de seus principais protagonistas, na primeira minissérie da Globo, "Lampião e Maria Bonita", dirigida por Paulo Afonso Grisolli e baseada nos últimos seis meses de vida de Virgulino Ferreira da Silva.
Na Bahia, gravou a minissérie "O pagador de promessas" (1988), dirigida por Tizuka Yamasaki, com autoria de Dias Gomes. Na trama, interpretou o gigolô Bonitão, que tentava seduzir a mocinha Rosa (Denise Milfont). Nelson também fez novelas, entre elas "Pedra sobre pedra" (1992), "Irmãos coragem" (1995), "Senhora do destino" (2004) e "Babilônia" (2015).
Em 2010, Nelson interpretou Chico Xavier nos cinemas. Na época, o ator afirmou que havia vivido ali seu melhor papel. "Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas

”,contou Nelson Xavier, que no longa viveu o líder espírita dos 59 aos 65 anos. “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”.


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Análise: A desaparição foi a derradeira obra de Belchior



* * * Extraído do Portal UOL * * *

Jotabê Medeiros
Colaboração para o UOL
30/04/2017 14h29
Belchior anunciou em seus versos o desejo de desaparecer
Antonio Carlos Belchior comandou uma rebelião silenciosa na música popular brasileira. Uma rebelião contra os totens da geração anterior (Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil), contra as limitações impostas pela ditadura policial, contra a diminuição do papel libertário da juventude na afirmação do futuro, contra os horizontes curtos da poesia musical de deglutição fácil.
Ex-monge capuchinho, ex-estudante de medicina, ele trouxe uma ética rígida de comprometimento e romantismo para a nossa literatura musicada, e ninguém jamais irá tão longe quanto ele, nunca. Primeiro, porque Belchior foi tão distante em seu questionamento que optou pela própria desaparição como sua derradeira obra.
De recursos musicais parcos, Belchior apareceu para a música em 1967, em Fortaleza, no Ceará, arregimentado na faculdade de medicina pelos amigos talentosos (Jorge Mello, Fausto Nilo, Augusto Pontes, Fagner, Amelinha) para as fileiras da música. Tocava um violãozinho limitado, conhecia Luiz Gonzaga e Cego Aderaldo, assim como Ray Charles e Beatles. Tinha, contudo, um componente delirante: a filosofia católica, que tinha estudado como frade no Mosteiro de Guaramiranga entre 1963 e 1966.
Seus embates entre a culpa católica e o visionarismo libertário fizeram dele o maior poeta de sua geração. Como Rimbaud e William Blake, que ele amava, atravessou territórios entre a alma e o corpo para forjar sua obra, que é inigualável.

Belchior viveu em festas faustosas e morou em canteiro de obras. Fascinou Elis Regina e também Raul Seixas. Enfrentou a exceção democrática com os versos mais duros e guerrilheiros que a MPB conheceu, mas que eram tão finos que os censores nem entenderam direito. Debateu com Caetano Veloso e foi ao Congresso em busca de melhores condições de pagamentos de direitos autorais.
Seus discos-chave são os três primeiros: "Mote & Glosa", "Alucinação" e "Coração Selvagem". Nesses três discos, exercitou as qualidades que o distinguiriam para sempre. "Mote & Glosa" é a experimentação mais vanguardística aplicada à tradição regional, ao pó do sertão. "Alucinação" é a visão do Dylan caboclo, é a transcriação da folk music em uma estrutura de romantismo suburbano. "Coração Selvagem" é o manifesto libertário, o rompimento com as amarras sociais.
Belchior viveu entre o Rio e São Paulo, estabelecendo-se nesta última. Foi o primeiro a fazer uma canção como se deve para a metrópole que abraçou, a paulicéia. Chama "Passeio", está no seu primeiro disco.
Produziu discos nos Estados Unidos ("Todos os Sentidos" e "Era Uma Vez um Homem e o Seu Tempo"), brigou de faca com seu grande antípoda musical, Fagner, amou muitas mulheres e foi cortejado como sex symbol pela indústria musical. “Mas a mulher, a mulher que eu amei, não não pode me seguir, não”. Almejou tornar-se independente da indústria e construiu suas próprias gravadoras (Paraíso Discos) e estúdio (Camerati). Fracassou.
Não houve artista mais fora dos trilhos do que Belchior na música brasileira. Foi o grande outsider da canção, até Raulzito era mais gregário do que ele. Fez canções concretistas em 1967, 1968. Falou de psicanálise, futebol, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Dante Alighieri, Drummond. Em suas canções, nada disso soa blasé, forçado, é tudo orgânico, macio, encaixado. Belchior nunca foi papudo - são famosos os versos de "Velha Roupa Colorida" nos quais ele cita Poe, Beatles e Luiz Gonzaga de uma tacada só.
A grandeza de sua poesia movimentou teses de doutoramento, acendeu a chama em artistas jovens do Brasil todo, que abraçava como parceiros, como Gracco (compositor de "Coração Alado") e até artistas de outros quadrantes, como Arnaldo Antunes e Aguilar, de São Paulo. Mas, em toda sua trajetória, o desejo de desaparecer, o inconformismo com os rumos da vida coletiva e também a individual marcavam seus versos. Cumpriu-se uma profecia. Como ele disse, na canção "Depois das Seis" (do disco "Objeto Direto"):
“Até logo. Eu vou indo.
Que é que eu estou fazendo aqui?
Quero outro jogo
Que este é fogo de engolir”

Tags: Arte, Belchior, Brasil, Luto, Música, UOL



sexta-feira, 28 de abril de 2017

Única a funcionar plenamente, Linha 4 do Metrô teve movimento abaixo do normal

* * * Extraído do Portal G1 * * *

Linha Amarela, administrada por concessionária, virou alternativa. Passageiros ouvidos pelo G1 dizem apoiar greve geral contra reforma da previdência.




A Linha 4 Amarela do Metrô foi a única do transporte metropolitano de São Paulo a funcionar plenamente nesta sexta-feira (28). Mas, com o fechamento das transferências com as linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), que aderiram à greve geral, o movimento de pessoas na hora do rush matinal despencou em relação a outros dias úteis. Às 9h30, as baldeações foram abertas.
"Dá até para fazer piruetas quando não tem trem", brincou uma senhora na estação Luz, às 7h, enquanto tentava achar uma saída para a rua, onde pegaria uma van do trabalho.

Entre as 5h e 7h da manhã, a maior parte das pessoas que circularam pelas estações da Linha 4 eram porteiros, guardas noturnos, domésticas e funcionários de manutenção que trabalharam durante a madrugada em bairros do Centro ou da Zona Oeste e precisavam ir para casa de trem, metrô ou ônibus. As alternativas, para eles, foi sentar e esperar, ou retornar ao serviço.

"Devia ter vindo de carro", afirmou o porteiro Cosme Barbosa Delfino, de 42 anos. Ele mora em Itaquera, na Zona Leste, perto da estação final da Linha 3 Vermelha, mas trabalha há 23 anos como porteiro noturno em um edifício em Pinheiros. Às 5h20, ele descia a escala rolante na estação Fradique Coutinho, com o plano de fazer baldeação na República e seguir para casa de metrô. Ele ainda não sabia que a transferência estava fechada.




Passageira da Linha Amarela (Foto: Carolina Moreno/G1)

O plano B foi descer na República e procurar uma perua. Mas, às 5h30, a Praça da República estava quase deserta, sem ônibus e com poucos carros e pedestres. Hanncia Lopes Pereira, de 44 anos, era uma das poucas pessoas por ali. Ela conta que chega todos os dias às 3h30 para vender café na saída do metrô. "Sempre quando tem paralisação tem mais gente", comparou ela.

Depois de alguns minutos pensando no que fazer, Cosme decidiu retornar ao serviço. "Acho que vai ficar o dia todo mesmo", disse ele, avisando que não se estressa e que espera que a greve tenha efeito. "Porque as propostas que eles estão querendo aprovar... A população está indignada, revoltada."

Outro porteiro que também trabalhou à noite e ficou sem opções para ir para casa nesta sexta foi Domingos Rodrigues Filho, de 54 anos. Ao contrário de Cosme, porém, ele é contra a greve.
Bastante cansado, ele contou ao G1 que trabalhou das 18h às 6h, precisou andar de Santa Cecília até a República e pegou o metrô até Pinheiros. À frente das catracas bloqueadas da transferência para a Linha 9 da CPTM, ele disse que ainda precisava ir até o Terminal Santo Amaro e pegar a Linha Lilás do Metrô até o Capão Redondo, na Zona Sul, onde mora. Ele diz que costuma chegar em casa antes das 8h, mas, às 7h30, seguia no Terminal Pinheiros sem saber o que fazer.

"É cruel uma coisa dessas, só prejudica o trabalhador", reclamou ele. Apesar de ser contrário à greve, ele também é contra as reformas trabalhista e da Previdência, que, segundo ele, "na verdade não melhoram em nada". Ele lembra, porém, que em outros casos em que protestos conseguiram resultados, como as manifestações contra o aumento da tarifa, os ganhos foram temporários e tarifa acabou aumentando de novo.
A cuidadora de idosos Joana Lima Bastos, de 62 anos, e a vendedora Mônica Maria, de 27, também viraram a noite trabalhando e, antes das 8h, ainda não tinham rumo certo. Joana terminou um turno às 6h na Vila Madalena e precisou caminhar mais de meia hora até o terminal. "Todo dia eu pego um ônibus até aqui, outro até Campo Limpo e depois outro até a minha casa", disse a idosa, que mora no Capão Redondo. "Sempre eles falam que vai ter greve e não tem, então eu confiei. Da outra vez fiquei esperando até as 9h e o trem começou a funcionar", contou ela.

Mônica, que começou seu turno em um quiosque de comida que fica entre os pontos de ônibus do terminal, ainda trabalhava por volta das 8h - apesar de não haver clientes e de o local estar sem energia desde as 2h. Seu turno já era para ter acabado, mas a funcionária que a renderia não conseguiu chegar por causa da greve. "E eu não sei como vou poder ir para casa", completou ela.

As duas, porém, dizem que a greve é justa. "Sou a favor, mas deveriam fazer de tarde. Tem outras pessoas que estão no serviço à noite e não têm como voltar para casa", disse Joana, que, aos 62 anos, só tem quatro anos de contribuição no INSS, graças à PEC das Domésticas. "Quando cheguei em São Paulo em 1975 as patroas não tinham esse costume de registrar na carteira".




Passageira do Metrô (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
'Só na base da carona'

Independente da posição favorável ou contrária à greve, quem não aderiu precisou encontrar alternativas. Jucilene Canuto, de 45 anos, trabalha no Largo do Arouche e usa a Linha Amarela todos os dias. Porém, antes de chegar à estação Luz, ela precisava pegar a Linha Azul para sair de casa, no Tucuruvi, na Zona Norte. No fim, ela acabou tendo sorte: "Como meu irmão trabalha no Centro, a empresa dele mandou transporte, e eu aproveitei e peguei carona até a República. Senão, teria sido muito mais difícil."
A rotina dela teve que mudar. "Eu entro todo dia às 9h", afirmou Jucilene, que, todos os dias, sai de casa às 7h30. Nesta sexta, porém, ela já estava na Linha Amarela por volta das 7h. "Hoje saí às 6h, e agora estou indo para o Butantã buscar uma pessoa que não conhece o trajeto. Ela também conseguiu carona, mas até o metrô Butantã. Hoje é tudo na base da carona", afirmou Jucilene.
Assim como a maior parte dos poucos passageiros na Linha 4, ela não perdeu a calma. "Com certeza vale a pena. Acho que é válido, a gente sabe que vai causar prejuízo, mas com certeza tem uma consequência boa. Tem que ter reformas, mas elas precisam ser justas."
Linha Amarela virou alternativa

Pouco depois das 8h, o movimento na Linha Amarela começou a aumentar, mas, segundo os frequentadores diários, os trens costumam ficar muito mais cheios em dias normais.
Um dos efeitos da adesão dos metroviários e motoristas à greve foi transformar a Linha Amarela em uma alternativa inusitada para muita gente. Um jovem que não quis se identificar afirmou que mora em Itapevi e costumava pegar a CPTM até a estação Júlio Prestes, e depois seguir até a Liz. Nesta sexta, porém, ele foi parar no Butantã. "Vi um ônibus passando e peguei", disse ele, que teria que chegar às 7h na Santa Efigênia, mas, às 8h15, ainda estava em Pinheiros.

Já o ex-metalúrgico Donizete da Silva, de 58 anos, mora em Osasco e só precisa ir ao Hospital das Clínicas uma vez a cada três meses, para fazer um tratamento de trombose que ele começou há três anos. A consulta mais recente, às 9h desta sexta, foi marcada em fevereiro e caiu justamente no dia da greve. "Mas tem que ir, né", disse ele, que costumava pegar um ônibus até a Vila Iara e outro até as Clínicas, mas, às 8h25, desembarcava na estação Paulista com o plano alternativo de caminhar até o hospital.
A mudança o desagradou, e ele aproveitou para avisar que é contra a greve. "O direito de ir e vir é de todos nós", afirmou ele. Donizete diz que já foi sindicalista, mas acredita que hoje os sindicatos só servem para apoiar políticos corruptos. Ele acredita que há muito populismo na política e acha que "não é questão de ser contra ou a favor das reformas", porque, segundo ele, a situação atual não é sustentável.


Tags: Emprego, Greve, G1, Manifestação, Patrão, Transporte

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Horário de Verão acaba no fim de semana; 3 regiões e DF devem atrasar seus relógios

A alteração atinge os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e o Distrito Federal

* * * Extraído do Portal Jovem Pan * * *

Quem pretende viajar de avião neste final de semana, deve ficar atento às mudanças na operação nos aeroportos, em razão do fim do horário do verão.
À meia-noite de domingo (19), moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e do Distrito Federal deverão atrasar os relógios em uma hora.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas recomenda que os passageiros confiram os horários de embarque e conexões marcados no bilhete aéreo.
Segundo a Abear, os tíquetes sempre serão emitidos de acordo com a hora local vigente na data da viagem e os clientes que tiverem dúvidas sobre as marcações devem entrar em contato com as companhias.

No Metrô de São Paulo, os horários de funcionamento também serão alterados, na madrugada do ajuste.
Para evitar confusões com a troca de horário, as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 4-amarela do metrô e as linhas da CPTM irão operar por uma hora a mais na noite de sábado para domingo.
Com a mudança, os passageiros poderão embarcar até a 1 hora de domingo do novo horário - que corresponde às 2 da manhã do horário antigo.
Já as linhas 5-lilás e 15-prata, manterão as estações abertas até a meia-noite do novo horário - 1h do horário antigo.
No domingo, tudo volta ao normal e as estações serão reabertas ao público no horário habitual, às 4 horas.
Atualmente, o horário de verão fica em vigor entre o terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
A alteração atinge os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e o Distrito Federal.
O objetivo é reduzir a demanda por energia e evitar a sobrecarga no sistema elétrico entre o final da tarde e o início da noite.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a projeção é de uma economia de R$ 147 milhões, neste período.

*Informações do repórter Vitor Brown


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Saque de contas inativas do FGTS faz surgir novos golpes; saiba se prevenir



* * * Extraído do Portal UOL * * *


Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo
15/02/201714h41

O anúncio de que os trabalhadores poderão sacar o dinheiro de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) chamou a atenção de muita gente. Não só de quem tem direito ao saque, mas também de hackers e criminosos, que podem querer se aproveitar disso para aplicar golpes.
Na semana passada, por exemplo, circulou pela internet um e-mail com um falso calendário de saque do FGTS. Ao clicar no arquivo anexado, o usuário tinha seus dados pessoais roubados.

Desconfie sempre

Para não cair em golpes como este, especialistas ouvidos pelo UOL recomendam: desconfie sempre. Desconfie de e-mails, SMS e mensagens em aplicativos de conversa (como WhatsApp) que venham com arquivos em anexo ou links, ou peçam para informar dados pessoais. O mesmo vale se receber telefonemas de alguém pedindo informações suas para consultar o saldo do FGTS.

Na ânsia de saber se vão poder sacar o dinheiro, as pessoas diminuem o cuidado e ficam mais vulneráveis. É justamente aí que os golpes acontecem", afirma Sonia Amaro, supervisora institucional da Proteste, órgão de defesa do consumidor.
Busque os canais oficiais
A melhor solução, segundo Amaro, é buscar informações somente nos canais oficiais fornecidos pela Caixa, como o telefone 0800 726 2017 e o site criado para orientar sobre o saque das contas inativas, que é www.caixa.gov.br/contasinativas.
"No caso da internet, é melhor digitar o endereço completo em vez de utilizar sites de busca, que podem redirecionar o trabalhador para uma página falsa", diz a supervisora da Proteste.
A Caixa ressalta que todas as informações sobre o FGTS estão disponíveis em seu site e nos perfis oficiais do banco no Twitter: @imprensaCAIXA e @CAIXA. Sobre o golpe do calendário falso na semana passada, a Caixa informou que em hipótese alguma solicita a atualização de dados de seus clientes por e-mail.
Cuidado nas redes sociais
As redes sociais e os aplicativos de mensagem também podem ser usados para aplicar golpes, de acordo com Marcelo Lau, coordenador dos cursos de MBA em gestão de cibersegurança da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). O Facebook e o WhatsApp oferecem maior risco por terem um grande número de usuários, segundo o especialista. 
No caso do Facebook, mensagens privadas ou links --patrocinados ou não-- podem redirecionar o usuário para páginas falsas que roubam dados pessoais, diz Lau. No WhatsApp, mensagens compartilhadas entre grupos e usuários podem conter programas que invadem o celular.
"Muitos usuários dessas plataformas têm o hábito de compartilhar mensagens e links acreditando ser verdade --o que nem sempre é", declara Lau. "Por isso não se deve clicar em links ou executar anexos recebidos, ainda que a pessoa que enviou seja conhecida. O melhor é buscar informação nos canais oficiais."
Calendário oficial
calendário oficial para o saque das contas inativas finalmente foi divulgado e vai de 10 de março até 31 de julho:

§  De 10 de março a 9 de abril: pode sacar quem nasceu em janeiro e fevereiro
§  De 10 de abril a 11 de maio: pode sacar quem nasceu em março, abril e maio
§  De 12 de maio a 15 de junho: pode sacar quem nasceu em junho, julho e agosto
§  De 16 de junho a 13 de julho: pode sacar quem nasceu em setembro, outubro e novembro
§  De 14 a 31 de julho: pode sacar quem nasceu em dezembro

Quem perdeu o prazo determinado poderá sacar os recursos até o dia 31 de julho de 2017, segundo a Caixa.
Como saber se tem dinheiro
O trabalhador pode pesquisar se tem dinheiro para sacar de contas inativas de quatro maneiras:
Agências da Caixa: basta ir a uma agência da Caixa levando documento com foto, carteira de trabalho e o número do PIS/Pasep ou NIT.
Site da Caixa: também dá para consultar pelo site da Caixa: www.contasinativas.caixa.gov.br. Informe seu CPF ou seu número PIS/Pasep ou NIS.
Telefone: O trabalhador pode ligar para 0800 726 2017.
Aplicativo: baixe o aplicativo oficial do FGTS grátis para Android (na Google Play), iOs (na App Store) e Windows (na Windows Store). Também será preciso criar um usuário e senha e informar o número do PIS/Pasep ou NIT.


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