quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sempre lave as mãos com água quente, não fria.


Por Anahad O'Connor
The New York Times


A AFIRMAÇÃO

Sempre lave as mãos com água quente, não fria.



OS FATOS

Com a gripe suína varrendo o país, autoridades de saúde estão relembrando aos americanos para lavarem as mãos com frequência e, desta forma, reduzir a disseminação da doença.





De fato, há muito tempo se diz que sabonete e água quente previnem a disseminação de várias infecções, do resfriado comum aos problemas respiratórios, até mesmo os vírus causadores a diarreia. Porém, será que a água quente ou morna é realmente mais eficaz que a fria?

Em sua literatura médica, o FDA (Food and Drug Administration) declara que a água quente o suficiente para ser confortável no lavar das mãos não é o bastante para matar bactérias, mas é mais eficaz que a água fria porque remove gordura da mão, um potencial abrigo para bactérias. No entanto, pesquisas não confirmam a afirmação.

Em um relatório publicado em 2005 no "Journal of Occupational and Environmental Medicine", cientistas do Joint Bank Group/Fund Health Services Department examinaram o assunto. Eles apontaram que em











The New York Times
A temperatura da água usada para lavar as mãos não deve ser guiada pelo efeito antibacteriano, segundo especialistas
GRIPE FEZ 67% DOS PAULISTAS MUDAREM HÁBITOS DE HIGIENE
LAVAGEM DE MÃOS DEVE DURAR DOIS "PARABÉNS A VOCÊ", DIZ OMS
UOL CIÊNCIA E SAÚDE
estudos onde os participantes tinham as mãos contaminadas, e depois eram instruídos a lavar e enxaguar com sabonete por 25 segundos, usando água com temperatura entre 4,44ºC e 48,8ºC, as variadas temperaturas não tiveram "efeito algum na redução temporária ou permanente das bactérias".

Na verdade, eles não encontraram nenhuma evidência de que a água quente tem qualquer benefício adicional, e observaram que ela pode, em vez disso, aumentar a "capacidade de irritação" de diferentes sabonetes, causando dermatite de contato.

"A temperatura da água usada para lavar as mãos não deve ser guiada pelo efeito antibacteriano, mas pelo conforto", escreveram os pesquisadores, "que é água morna. O uso de água morna em vez de quente também tem benefícios econômicos".

A CONCLUSÃO

Não foi provado que a água quente elimina mais germes que a água fria na hora de lavar as mãos.

Tradução: Gabriela d'Avila

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio ganha Olimpíadas de 2016 e Brasil já se prepara para gastar R$ 25,9 bi

Lello Lopes
Em Copenhague (Dinamarca)
Depois de três tentativas fracassadas, o Brasil finalmente ganhou a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos. Agora, o governo brasileiro pode se preparar para colocar a mão no bolso. O projeto brasileiro é estimado em R$ 25,9 bilhões, cifra sem precedentes na história do esporte nacional.

2016: RIO SERÁ A SEDE OLÍMPICA

  • Reuters

    Lula foi trunfo brasileiro, discursando na Dinamarca

  • AP Photo/Silvia Izquierdo

    Carioca participa da festa em Copacabana, no Rio

Dinheiro para isso, garantem as autoridades, existe. "Entre as dez maiores economias do mundo, só o Brasil nunca organizou os Jogos Olímpicos", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles também fez coro. "Nós temos a 10ª maior economia do mundo e o Banco Mundial prevê que seremos a quinta até 2016. Já somos o quinto maior mercado publicitário do mundo e ainda estamos crescendo. E graças ao descobrimento do maior campo petroleiro do mundo, temos também grande reserva de petróleo. Nossa força econômica traz a certeza que podemos ter os jogos olímpicos".

O Rio de Janeiro bateu nesta sexta-feira Madri na rodada final da disputa para conquistar o direito de organizar os Jogos de 2016. Com isso, encerra um sonho que começou em 1992 e que já custou mais de R$ 180 milhões só em candidaturas. Chicago e Tóquio também foram superadas pelos cariocas.

Com a vitória, o Rio se torna a primeira cidade sul-americana a ser sede de uma Olimpíada. Além disso, faz o Brasil repetir os feitos de México, Alemanha e Estados Unidos, que organizaram, com diferença de dois anos, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo.

A caminhada brasileira rumo à sede da Olimpíada se iniciou em 1992, com a frágil campanha de Brasília para abrigar os Jogos de 2000. O Rio entrou na disputa duas vezes, para as Olimpíadas de 2004 e 2012, antes de sair finalmente vencedor.

A campanha Rio 2016 começou tímida. Na fase inicial da candidatura, o Rio de Janeiro ficou em quinto lugar na avaliação realizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), atrás até mesmo de Doha, que não foi à fase final porque proprôs os Jogos em um período de extremo calor.

Com o tempo, a candidatura carioca entrou nos eixos. A campanha maciça feita pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, frente aos membros do COI, aliada à influência do ex-presidente da Fifa João Havelange e o corpo a corpo realizado por Pelé fizeram com que o Rio conquistasse os votos decisivos da eleição.

A apresentação desta sexta-feira também influenciou no resultado. O Brasil se defendeu em quatro idiomas (inglês, francês, espanhol e português) e contou com discursos de Havelange, Nuzman, Sergio Cabral (governador do Rio), Eduardo Paes (prefeito da cidade), Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), Isabel Swan (medalhista olímpica) e do presidente Lula, que pediu ao COI "vencer o desafio" de expandir os Jogos Olímpicos.

"O Lula disse que nunca tinha participado de um momento tão bonito. Ele é um personagem fantástico, nunca vi alguém com um amor tão grande pelo Brasil", disse o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O discurso do presidente Lula e o projeto do Rio de Janeiro comoveram os membros do Comitê Olímpico Internacional. Na votação, a cidade de Chicago, que era apontada até como favorita, foi a primeira a ser eliminada. O resultado provocou reações de surpresa e festa no centro de imprensa do Bella Center, onde a eleição foi realizada.

Logo em seguida foi a vez de Tóquio ser eliminada, para a tristeza dos atletas japoneses que acompanharam a apuração ao lado dos jornalistas. Ficaram para a final Rio de Janeiro e Madri. E, após uma hora de espera, a cidade brasileira foi finalmente anunciada como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agora, com a vitória, o Rio de Janeiro precisa acabar com a desconfiança de que cometerá os mesmos erros do Pan. Para colocar os Jogos Pan-Americanos de 2007 de pé o Rio gastou bem mais do que estava previsto no orçamento e não entregou alguns pontos chaves do projeto, como a melhoria na rede de transporte.

O transporte, aliás, é um dos pontos fracos do projeto para 2016. O sistema de hotelaria da cidade também causa preocupação, uma vez que o Rio ainda não tem a garantia de que todos os quartos prometidos serão entregues.

Para resolver os problemas, o Rio de Janeiro apostou no maior orçamento entre as cidades finalistas. A Olimpíada de 2016 vai custar cerca de US$ 14 milhões, com os gastos divididos entre os governos federal, estadual e municipal e a iniciativa privada.

Enquanto isso, o clima é de festa. A expectativa é que 100 mil pessoas compareçam à praia de Copacabana para comemorar a vitória carioca. Em Copenhague, a festa será realizada no hotel SKT Petri, quartel-general da delegação brasileira na cidade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Hino Nacional será obrigatório nas escolas


Você é capaz de cantar o hino nacional inteiro, sem errar? Muita gente não.Por isso, a partir de agora, os alunos do ensino fundamental de todo o Brasil terão de ensaiar pelo menos uma vez por semana.




Giovana Teles - Brasília








Na maioria dos colégios é raro reunir os alunos para cantar o hino nacional. Mas quando Muria, diretora de uma escola pública de Brasília era criança em Minas Gerais, a história era outra, tinha hora cívica toda semana.

"Era a mão direita no peito, no coração e a gente cantando, olhando pra bandeira nacional", conta Múria Lopes Franco, diretora.

A partir de agora, Múria vai poder fazer aqui no colégio algo parecido com o que ela viveu quando era estudante.

Uma lei federal obriga que todas as escolas, públicas e particulares, do primeiro ao nono ano do ensino fundamental, toquem o hino nacional pelo menos uma vez por semana.

"Aprender o hino nacional é positivo porque desenvolve nas pessoas um sentido de pertencimento a nação brasileira. É importante que nós entendamos o que significam essas palavras, às vezes, completamente difíceis e que compõem o hino nacional", comenta Gilberto Lacerda Santos, professor UNB.

São as palavras difíceis, fora de uso, que complicam a vida dos alunos. Por isso, aqui a garotada apoia a nova lei.

"É como se fosse um respeito ao próprio país a gente saber o hino", diz Liana Caíres, 12 anos.

"Mas na minha opinião tinha que ser todo dia na entrada, assim os alunos poderiam gravar o hino na cabeça", comenta Alex Moreira, 13 anos.

Em outra sala, lançamos o desafio: "Sozinho ninguém se arrisca?", pergunta a repórter.

Vitor se arriscou e cantou bonito. A turma seguiu...

Morre, aos 75 anos, a atriz Dirce Migliaccio


Da Redação




São Paulo - Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 75 anos, a atriz Dirce Migliaccio. Segundo a secretaria municipal da Saúde, ela estava internada com quadro de pneumonia e infecção urinária desde o último dia 8, quando deu entrada na enfermaria do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Dez dias depois, ela foi transferida para o Hospital Municipal Álvaro Ramos, em Jacarepaguá, onde faleceu.

Em abril deste ano, Dirce também precisou ser hospitalizada após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A atriz ficou mais conhecida por ter interpretado a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, em 1977, e uma das irmãs cajazeiras da telenovela "O Bem-Amado", de Dias Gomes. Ela é irmã do também ator Flávio Migliaccio, que acaba de interpretar Karan Ananda em "Caminho das Índias".

(com informações da Agência Estado)


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Descoberto fóssil que altera teorias sobre dinossauros


Fonte: Portal Terra.



Ligia Hougland


Direto de Washington



A descoberta de um novo dinossauro na região nordeste da China surpreendeu paleontólogos ao indicar que é preciso reavaliar as atuais teorias sobre a evolução dos grandes predadores pré-históricos. O dinossauro, que é uma miniatura do tiranossauro rex, foi batizado de raptorex (rapto é o termo comumente usado para pequenos dinossauros e rex significa "rei").


O raptorex, apesar de ter vivido há cerca de 125 milhões de anos, e aproximadamente 60 milhões de anos antes do tiranossauro rex, já apresentava as principais características do maior e mais conhecido dinossauro. Isso contradiz as teorias de que as características físicas do tiranossauro rex, como cabeça desproporcionalmente grande em relação ao torso, braços pequenos e pés longilíneos eram resultado do processo evolutivo e de crescimento da espécie.


Todas estas características estão presentes no raptorex, apesar de este ser uma miniatura do seu gigantesco descendente. Até mesmo o cérebro do raptorex exibe bulbos olfatórios grandes, indicando um olfato altamente desenvolvido, assim como o do tiranossauro rex.


"É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria", diz Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor do estudo sobre o raptorex.


Os paleontólogos dizem que um raptorex adulto não passava de 3 metros de altura e 60 quilos. Vivia em uma região de lagos perto da Mongólia e se alimentava de pequenos dinossauros, pássaros e tartarugas.


Os braços curtos eram secundários na caça e permitiam que o raptorex corresse com mais agilidade para atacar sua presa. "Em um animal tão veloz e com cabeça tão grande, algo tem de ser sacrificado e, neste caso, assim como no caso do tiranossauro rex, os braços foram colocados em segundo plano", afirma Stephen Brusatte, co-autor do estudo e paleontólogo do Museu Americano de História Natural.


"Todas estas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso¿, diz Sereno. Segundo os autores do estudo, mesmo os braços diminutos do tiranossauro rex não eram inúteis nem apenas vestígios do processo evolutivo, mas faziam parte de um modelo especialmente desenvolvido para capturar e liquidar outros animais. Há três anos, o esqueleto, em condições quase que perfeitas, foi comprado no mercado negro por Henry Kriegstein, um colecionador de fósseis, e encaminhado a Sereno. O paleontólogo concordou em estudar o espécime desde que este fosse, depois disso, devolvido à China.


"Foi uma descoberta completamente inesperada. O que sabíamos sobre a evolução dos dinossauros era simplista ou mesmo errado", afirma Brusatte.