sexta-feira, 31 de julho de 2015

Transitar no corredor de ônibus vira infração gravíssima



* * * Extraído do Portal G1 * * *

Diário Oficial publicou lei que altera o Código Brasileiro de Trânsito.
Motorista pode ter carro apreendido e perde 7 pontos na carteira.


A presidente Dilma Roussef sancionou alterações no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que a partir desta sexta-feira (31) passa a considerar infração gravíssima transitar em faixas e vias exclusivas de ônibus no Brasil.
Deste modo, o motorista que for pego dirigindo em corredores de transporte coletivo, nos horários proibidos, pode ter o veículo apreendido, além de perder 7 pontos na carteira de habilitação e pagar multa de R$ 191,54 (Correção: o G1 errou ao informar que o valor é R$ 574, que é o valor da multa gravíssima multiplicado por 3, o que só ocorre quando há previsão de agravamento da multa, o que, segundo o Denatran, não se aplica a este caso. A informação foi corrigida às 13h37).

Até então, trafegar na faixa exclusiva à direita era considerado infração leve (3 pontos) e nos corredores à esquerda da via, grave (5 pontos). Em nenhum dos casos estava prevista a apreensão do veículo.
A mudança no artigo 184 do CTB foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31), com três artigos vetados pela presidente Dilma Rousseff. A lei entra em vigor a partir da publicação.
As multas por invasão às faixas exclusivas cresceram mais de 60% em São Paulo nos 5 primeiros meses de 2015, comparado ao mesmo período de 2014.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), de janeiro a maio de 2015 foram aplicadas 702.540 multas contra 434.415 infrações cometidas no ano anterior.
Táxis, ônibus e caminhões
Segundo o texto publicado no Diário Oficial, a partir de agora taxistas e motoristas que exercem atividade remunerada podem ser multados se forem pegos fazendo a cobrança da tarifa com o carro em movimento. A infração, que não estava prevista no CTB, é considerada média e rende multa.
Além disso, os motoristas habilitados nas categorias C, D ou E, que incluem caminhoneiros e condutores de ônibus ou vans, serão obrigados a fazer um "curso preventivo de reciclagem", quando somarem 14 pontos no período de um ano. Após o curso, os pontos serão zerados e o profissional poderá ser chamado novamente para a "reciclagem" apenas depois de 1 ano.

Tags: CET, G1, Multa, Prefeitura, Trânsito, Veículos

Fenômeno da "lua azul" poderá ser visto nesta sexta-feira



* * * Extraído do Portal UOL * * *

O fenômeno da "lua azul", algo que acontece aproximadamente a cada três anos e que não voltará a ocorrer até janeiro de 2018, poderá ser visto no céu na noite de sexta-feira (31), o último dia do mês julho.
Como lembra o Observatório Naval dos Estados Unidos em seu site, o fenômeno da "lua azul" acontece quando há uma segunda lua cheia dentro de um mesmo mês do calendário.
Cada ciclo lunar dura aproximadamente 28 dias, por isso, quando a lua cheia acontece no início do mês, é provável que haja uma segunda no final. Isso é o que vai ocorrer neste mês de julho, que teve sua primeira lua cheia no dia 2 e terá uma segunda, a "azul", nesta sexta-feira, dia 31.
O fenômeno se chama "lua azul", mas o astro não será visto nessa cor, mas em tons de cinza, branco e prateado, os que normalmente se veem na superfície do satélite natural da Terra.
Segundo os especialistas, a lua apresentou a cor azul em muito poucas ocasiões, por efeito de pó, cinza ou fumaça na atmosfera da Terra devido a grandes erupções vulcânicas e incêndios florestais.
A última "lua azul" ocorreu no dia 31 de agosto de 2012.
Envie suas melhores imagens!
Queremos receber suas melhores fotos da Lua Azul. Assim que ela aparecer no céu, clique a lua e envie para o Whatsapp da redação do UOL Notícias. O número é  (11) 97500-1925. As melhores imagens serão publicadas.
Tags: Ciclo lunar, Ciência, Curiosidades, Lua azul, UOL

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Uruguaio Ghiggia morre 65 anos após gol na final da Copa de 1950


* * * Extraído do UOL * * *

Do UOL, no Rio de Janeiro
16/07/201518h44

Morreu na tarde desta quinta-feira, aos 88 anos e vítima de uma parada cardíaca, o ex-jogador Alcides Ghiggia, autor do gol uruguaio que derrubou o Brasil na final da Copa do Mundo de 1950. E quis o destino que o carrasco partisse justamente na data que ele ajudou a tornar histórica: 16 de julho.
A informação, que começou a circular nas redes sociais no final da tarde de quinta, foi confirmada pelo jornal uruguaio "El Pais". Carrasco brasileiro no "Maracanazzo", Ghiggia era o último jogador vivo que disputara a decisão do Mundial de 50.
Alcides Edgardo Ghiggia foi um dos melhores atacantes dos anos 40 e 50, jogando sempre pela direita, com dribles rápidos, cortes secos e chutes colocados.  Era peça indispensável no ataque do Peñarol, onde ganhou fama a partir de 48.
Em 1957, Ghiggia se naturalizou italiano e chegou a vestir a camisa da Azzurra, mas não conseguiu ajudar o time a se classificar para a Copa de 58, na Suécia, onde o Brasil conquistaria seu primeiro título mundial, com Pelé ainda adolescente.

Estrela do Peñarol e ídolo na Itália
Depois de ganhar dois títulos nacionais com a camisa do Peñarol, o ponta direita foi vítima do próprio temperamento, na temporada de 52, quando agrediu um árbitro e acabou suspenso por um ano.
Cumprida a suspensão, chegou o momento de mudança de ares para o atacante impetuoso. No começo da temporada de 53, Ghiggia foi transferido para a Roma e, quatro anos depois, era o capitão do time.
Pela Roma, foi campeão do torneio que deu origem à Copa da Uefa, em 61, embora não tivesse participado da grande final contra o  Birmingham City, da Inglaterra.
Em oito temporadas com a camisa da Roma, Ghiggia marcou 15 gols. Mas, apesar do talento ofensivo, o uruguaio não conseguiu conquistar o Scudetto pela Roma: sua melhor classificação foi um terceiro lugar, na temporada de 1955.
Em 1961, Ghiggia completou 35 anos e se transferiu para o Milan. Um dos mais velhos do time, ele ainda teria fôlego para conquistar o Scudetto daquele ano. Com a medalha na mala, ele retornou ao Uruguai logo em seguida para vestir a camisa do Danúbio. Jogou até os 41 anos e se aposentou em 1965.
Algoz do Brasil, amigo dos brasileiros
Apesar da fama de algoz da seleção brasileira, o ex-atacante do Peñarol tinha muitos amigos no Rio de Janeiro.
Ele e outros jogadores uruguaios vinham com frequência ao Brasil e costumavam  passar dias agradáveis no sítio do craque Zizinho.
Nesses encontros, uma regra era seguida como mandamento religioso: ninguém podia falar de futebol. Ninguém podia  mencionar a final de 1950, tida como o maior desastre na história do esporte brasileiro: "tragédia do Maracanã", para os brasileiros. "Maracanazo", para os uruguaios e vizinhos de língua espanhola.
Amável em suas lembranças, o ex-atacante era preciso na narrativa: "Ninguém entendia como mantínhamos amizade com os brasileiros, mas era verdade. Quero voltar ao Rio de Janeiro para ver a Copa 2014 e ver o Maracanã de novo", desejava Ghiggia na sua entrevista em abril de 2012 ao UOL Esporte, concedida ao repórter Bruno Freitas, no Uruguai.
"De futebol não se falava. Se falava de outras coisas, mas de futebol, não. Quando vinham aqui a Montevidéu, comíamos um belo assado com eles", recordou-se Ghiggia.
O grupo de uruguaios era pequeno. Junto com Ghiggia vinham ao Brasil o capitão Obdulio Varela e goleiro Maspoli. O ex-atacante se lembrou que os parceiros brasileiros no sítio de Zizinho eram o artilheiro Ademir de Menezes e o goleiro Moacyr Barbosa.
A crônica da época culpou o goleiro Barbosa pelo fracasso brasileiro naquela final. Barbosa foi massacrado até sua morte em 2000. Nesse ponto, o atacante Ghiggia se transforma em um defensor generoso.
"Estive uma vez com o Barbosa, no Rio de Janeiro. Lamento muito o que se passou com ele. Colocaram a culpa só nele. No futebol, quando se perde, perdem os 11. Quando se ganha, ganham os 11. Não um só", argumentou Ghiggia.
Foi a última entrevista concedida a um veículo brasileiro e marcada por "bons momentos e frases secas", escreveu o repórter. Durante a conversa, Ghiggia se revelou solidário aos torcedores, que sofreram tanto com a derrota de 1950.
Para Ghiggia, a Copa de 2014 poderá, com uma provável vitória do Brasil, enterrar para sempre o pesadelo vivido na romântica Rio de Janeiro. Esse era o pensamento amigável do matador uruguaio, que marcou um gol impossível, sem ângulo e mergulhou o Maracanã em profunda tristeza.
Neymar é irreverente. Messi, o melhor
Ghiggia nunca se desligou do futebol. Como um velho bruxo de ataque, ele foi chamado a comparar o argentino Messi a outros jogadores dos anos 50 e 60, durante a conversa de abril.

"É difícil comparar o argentino a outros jogadores de meu tempo", disse o uruguaio. "Não tenho dúvida de que ele seja o melhor do mundo neste momento, mas me divirto também com o futebol irreverente de Neymar", elogiou Ghiggia. "Neymar é muito hábil para jogar, é rápido pelas pontas e não tem medo de driblar. Me diverte", disse o uruguaio.
Do Mundial de 1950, Ghiggia guardava poucos objetos. Da final, restava uma gravação radiofônica que descreve e eterniza a vitória contra o Brasil. A emoção aguda o impediu de continuar saboreando aqueles momentos épicos que só um esporte de massa pode proporcionar.
"Faz muitos anos que passou o Mundial. Sempre que chega 16 julho penso nos companheiros, penso nos adversários. Tenho as gravações em casa e não escuto. Minha senhora não deixa eu escutar porque diz que me emociono. A verdade é que passou, tive uma época dentro do futebol, contribuí com um campeonato do mundo, e nada mais", disse o ex-atacante.


Tags: Copa de 50, Futebol, Ghiggia, Luto, Notícia, Pelé, UOL

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Falece aos 55 anos o presidente da Nintendo, Satoru Iwata


* * * Extraído do Portal UOL * * *

Do UOL, em São Paulo
12/07/201521h04

Satoru Iwata foi o quarto presidente e CEO da Nintendo, assumindo o cargo em 2002
A Nintendo informou por meio de um comunicado oficial que Satoru Iwata, presidente e CEO da companhia, faleceu ao 55 anos, no último dia 11 de julho.
De acordo com a empresa, o executivo faleceu por conta de um "crescimento nas vias biliares".
Iwata passava por problemas de saúde desde 2014, quando precisou se afastar de suas atividades por alguns meses por complicações que, na época, não foram detalhadas. O executivo não participou da edição 2015 da E3, maior feira de games do mundo, que aconteceu em junho, em Los Angeles.
A Nintendo não revelou quem assumirá as posições de presidente e CEO. Por ora, Genyo Takeda e Shigeru Miyamoto permanecem em seus postos de diretores representativos da empresa. O cargo de CEO da Nintendo of America, que era ocupado por Iwata desde 2013, também está vago.

Trajetória de sucesso
Nascido em 6 de dezembro de 1959, na cidade de Sapporo, no Japão, Iwata entrou para o estúdio HAL Laboratory logo após sair da universidade. Como programador, ele ajudou a criar games clássicos como "Kirby", "Balloon Fight" e "EarthBound". Em 1993, ele assumiu o posto de presidente da empresa.
Com a proximidade da HAL Laboratory com a Nintendo, Iwata tornou-se homem de confiança do então presidente da gigante dos games, Hiroshi Yamauchi. Iwata entrou para a Nintendo em posição de liderança em 2000, e foi escolhido como sucessor de Yamachi na ocasião de sua aposentadoria, em maio de 2002.


Sob a liderança de Iwata, a Nintendo teve anos de muito sucesso, com o console Wii e o portátil Nintendo DS tornando-se líderes absolutos de vendas.
Atualmente, a Nintendo tem duas plataformas ativas no mercado, o Wii U e o Nintendo 3DS, e prepara a revelação de uma terceira para 2016. Batizado provisoriamente de NX, o novo console deverá ser apresentado no início do ano que vem. 



Repercussão
"Rezarei pela alma de Satoru Iwata, que fez grandes contribuições para a indústria de games", afirmou Shuhei Yoshida, da Sony Computer Entertainment, através de seu perfil no Twitter.
Vice-presidente de relações com desenvolvedores da marca PlayStation, Adam Boyes também lamentou a morte de Iwata. "Estou muito triste. Como um fã da Nintendo desde os tempos do NES, meus pensamentos vão para sua família, amigos e fãs", disse.
Robert Bowling, ex-diretor de comunidade da Infinity Ward responsável por "Call of Duty", afirmou: "Obrigado Satoru Iwata por seus talentos no desenvolvimento de jogos e pela genialidade de sua liderança. Sentiremos sua falta".
Larry Hryb, representante da Microsoft, disse: "Descanse em paz, Satoru Iwata. Tive a chance de conhecê-lo, e ele foi tão cortês que eu ativei meu modo fanboy. Hoje a indústria perdeu uma enorme força".
"A vida é limitada, não importa quem você seja. Não duramos para sempre, mas o que fizemos não desaparece e ficará para sempre no coração de alguém", afirmou o produtor Tak Fuji, no Twitter.
O designer Hideki Kamiya, de "Resident Evil 2" e "Bayonetta", publicou uma foto sua ao lado de Iwata com os dizeres: "No meu coração para sempre".
Peter Moore, da Electronic Arts, lamentou: "Que dia terrivelmente triste. Iwata-san era um cavalheiro. Uma perda gigantesca para a indústria".
O designer de "Tekken", Katsuhiro Harada, disse: "Fiquei sabendo dessa notícia logo após chegar em casa, e fiquei sem palavras. Devo muito ao Iwata-san".

Tags: Game, Luto, Nintendo, Satoro Iwata, UOL, Vídeo Game

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Avenidas Jacu-Pêssego e Aricanduva terão limite de velocidade de 50 km/h


* * * Extraído do Portal G1 * * *

Vias são importantes eixos de trânsito na Zona Leste de São Paulo.
Redução valerá a partir do dia 3 de agosto.


Márcio PinhoDo G1 São Paulo

As avenidas Jacu-Pêssego e Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo, terão novos limites de velocidade a partir de 3 de agosto. A velocidade máxima permitida vai cair dos atuais 60 km/h para 50 km/h.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo secretário de Transportes da cidade, Jilmar Tatto. O novo limite valerá para todos os tipos de veículos.
As avenidas seguirão procedimento semelhante ao adotado nas marginais Pinheiros e Tietê, que passarão a ter limites de 70 km/h nas pistas expressas, 60 km/h nas centrais e 50 km/h nas locais. A mudança nas marginais valerá a partir do dia 20.
Estudo
Tatto apresentou nesta quarta números para defender a redução da velocidade. Segundo ele, diminuir o limite de velocidade significa reduzir acidentes e congestionamentos.
O secretário citou um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina que mostra que a letalidade é diretamente proporcional à velocidade do veículo. A 32 km/h, por exemplo, o índice de mortes nos acidentes estudados é de 5%, e a 64 km/h é de 85%.
As marginais são as vias com maior número de mortes em acidentes - em 2014 morreram 40 na marginal Tietê e 33 na Marginal Pinheiros.
Outro dado diz respeito ao espaço necessário para frear com segurança. Ele é de 170 metros para veículos a 90 km/h e de 85 metros para veículos  a 85 km/h. Ainda segundo o secretário, um veículo a 90 km/h ocupa uma área equivalente a 465 metros quadrados, ou seja, área que não pode ser ocupada por veículos próximos em razão do risco de colisão. O número é bastante maior que os 14 metros quadrados ocupados pelo automóvel parado.
"Na medida que você diminui a velocidade, mais espaço você ganha. Reduzir velocidade significa diminuir o congestionamento nas cidades", afirma.
Tatto citou ainda redução de 71% no número de mortos na região central de SP, onde em outubro foi implantada a área 40, com novo limite de 40 km/h. A comparação levou em conta as 7 mortes registradas entre agosto e setembro e as 2 ocorridas entre novembro e dezembro do ano passado - dezembro costuma ter trânsito menor em razão das férias escolares e dos feriados de Natal e Ano Novo.


Tags: CET, G1, Rodovias, Trânsito