quarta-feira, 16 de março de 2011

Corinthians e Flamengo se inspiram na Espanha por divisão de TV


* * * Extraído do Portal IG * * *

Negociação separada dá a Real Madrid e Barcelona valores muito superiores a rivais, mas enfraquece campeonato

Marcel Rizzo, iG São Paulo

A iniciativa do Corinthians de negociar separadamente os direitos de transmissão de TV tem como inspiração o Barcelona, clube que alguns diretores visitaram em 2008, pouco depois de Andrés Sanches assumir a presidência. Barça e Real Madrid negociam sozinhos seus contratos com as emissoras espanholas e são os clubes do mundo que mais arrecadam, com R$ 324 milhões por temporada cada.

"Negociando separado consigo um valor bem maior do que a proposta oferecida pela Rede TV", disse o presidente corintiano Andrés Sanchez. O clube teria aproximadamente R$ 45 milhões por ano dos R$ 516 milhões que a emissora pagará anualmente para transmitir os Brasileiros de 2012 a 2014. Apesar de ter vencido a concorrência, a Rede TV não sabe se transmitirá o evento porque exigiu que os 20 associados do Clube dos 13 assinem o contrato. Além do Corinthians, outros nove times já anunciaram que pretendem negociar separadamente.

Tomando como inspiração o Campeonato Espanhol, Corinthians e Flamengo podem usar como arma na negociação o fato de terem as maiores torcidas do Brasil e, com isso, audiências mais elevadas. A diretoria de marketing do Corinthians já conversou com as Redes Globo e Record e avalia que consiga R$ 70 milhões por temporada. Valor pífio ainda se comprado com que recebem os clubes europeus. Veja abaixo a lista dos dez maiores:

Os que mais faturam com televisionamento (temporadas 2009/2010):

Clubes

Valor pago por temporada

Barcelona (ESP)

R$ 324,8 milhões (€ 140 milhões)

Real Madrid (ESP)

R$ 324,8 milhões (€ 140 milhões)

Internazionale (ITA)

R$ 174 milhões (€ 75 milhões)

Juventus (ITA)

R$ 174 milhões (€ 75 milhões)

Milan (ITA)

R$ 174 milhões (€ 75 milhões)

Manchestrer United (ING)

R$ 135 milhões (€ 58,2 milhões)

Liverpool (ING)

R$ 131,7 milhões (€ 56,2 milhões)

Chelsea (ING)

R$ 125 milhões (€ 53,9 milhões)

Arsenal (ING)

R$ 121,8 milhões (€ 52,5 milhões)

Everton (ING)

R$ 117,3 milhões (€ 50,6 milhões)


Com R$ 70 milhões por temporada, equivalente a € 30 milhões, o Corinthians receberia menos do que a equipe mais "pobre" da Premier League, a primeira divisão inglesa: o Middlesbrough ganhou R$ 80,9 milhões, ou € 34,9 milhões, pela temporada 2009/2010.

Diferença
Na Inglaterra, na Alemanha e na França, a diferença entre o que ganha o clube em primeiro da lista para o último não ultrapassa 50%. A negociação nesses três países é coletiva, como é feito no Brasil atualmente, sob comando do Clube dos 13. Na Espanha, onde o acordo é no lema "cada um por si", o pequeno Xerez, na temporada 2009/2010, ganhou equivalente a 8,5% do valor recebido por Real Madrid e Barcelona.

"Uma negociação separada por até fortalecer os maiores, mas prejudica os menores. Não há vantagem. O ideal é a união", disse Ataíde Gil Guerreiro, diretor de marketing do Clube dos 13.

O Coritiba parece ter percebido isso. Atualmente o clube recebe R$ 11 milhões por ano, valor que poderia chegar a mais de R$ 25 milhões caso opte por assinar com a Rede TV. Os paranaenses anunciaram que negociariam separadamente, mas esteve na sede do Clube dos 13 no dia 11 de março, quando o envelope da Rede TV, única emissora que participou da concorrência, foi aberto.

"Estamos avaliando todas as situações. Ainda vou analisar o que vai ser melhor para o clube", disse o presidente do Coritiba, Jair Cirino, após o encontro.

Na Espanha, após pressão do governo, Real Madrid e Barcelona abriram mão de parte do que recebiam, cerca de 24%, que será agora rateado entre os clubes menores. Das últimas 26 edições do Campeonato Espanhol, os gigantes venceram 22. O dinheiro da TV dividido sem critério, para o governo, é parte da explicação para este predomínio. E que pode servir de espelho para o Brasil.

Tags: Corinthians, Flamengo, Real Madrid, Barcelona, Transmissão de TV


terça-feira, 15 de março de 2011

Governo do Paraná decreta estado de calamidade pública para duas cidades atingidas por chuvas

Edson Osvaldo Melo
Especial para o UOL Notícias
Em Curitiba

O governo do Paraná decretou nesta manhã (15) estado de calamidade pública para mais dois municÍpios atingidos pelas chuvas: Antonina e Morretes, no litoral do Estado. O objetivo do governador Beto Richa (PSDB) ao assinar a medida é o de agilizar as liberações de recursos destinados ao atendimento emergencial destas localidades.

A contratação de serviços após a publicação deste decreto poderá ser realizada sem a necessidade de abertura de licitações. A medida visa a realização de obras de recuperação e outras ações que são necessárias ao atendimento dos municÍpios atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias.

No sábado (12), o próprio município de Morretes já havia decretado calamidade pública (até então, só a prefeitura poderia abrir mão de licitações).

Segundo o governo do Estado, a Mineropar fará sobrevoos diários na cidade para verificar os escorregamentos. Até agora, já foram identificados 50 escorregamentos em Antonina, o município que mais teve estes acidentes de risco devido às fortes chuvas que castigaram o litoral paranaense.

Tags: Estado de calamidade pública, chuva, Governo do Paraná, Morretes

Marcos nega ser 'chinelinho', revela fim do prazer de jogar e diz que já deveria ter parado

Do UOL Esporte

Em São Paulo

Em seu último ano de carreira, Marcos já gastou mais tempo no departamento médico do que em campo em 2011. Dos 15 jogos oficiais feitos pelo Palmeiras nesta temporada, o goleiro atuou em apenas três, e seu retorno não tem data certa para acontecer.

Apesar de ser um dos maiores ídolos da história do clube, Marcos não tem se livrado das críticas dos torcedores mais radicais por não entrar em campo. Por isso, ele tenta lutar contra o rótulo de 'chinelinho'.

"Quando você fica muito tempo no departamento médico, você fica parecendo chinelinho, parece que está acomodado ali. E eu estou brigando mais uma vez para voltar. Os médicos me deram uma esperança de que dá pra voltar e jogar algumas partidas até o final do ano, então eu estou nessa esperança", comentou o camisa 12 em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta terça-feira.

Após superar várias lesões ao longo da carreira, Marcos tem um problema crônico no joelho esquerdo, uma artrose, como ele revelou, e são as dores fortes que o têm impedido de jogar. Mais do que isso, ele reconhece que as dores já o fizeram perder o prazer em praticar o futebol.

"São 18 anos fazendo a mesma coisa, com prazer, mas a partir de agora começou a não ser mais prazer, as dores não deixam, não dá pra ter prazer com dor. É uma coisa que chega para todo mundo", lamentou o goleiro. "Não posso reclamar da vida e muito menos do meu corpo. Eu abusei demais dele nesses 18 anos e agora ele está cobrando. Então nada mais justo do que dar um descanso pra ele".

Marcos encerrará a carreira no final deste ano, mas ele admitiu que deveria ter feito isso mais cedo. "Eu tenho artrose no joelho, ele nunca mais vai ficar bom, isso é público e notório. Agora eu estou tentando ver se consigo chegar até o final do ano. No final do ano eu vou chegar no limite. Eu acho até que o limite foi no ano passado, esse ano já está de bônus, mas no final do ano com certeza vou ter que dar um repouso para o meu corpo, até para ter uma sequência de vida sem ter problemas nem ter que colocar prótese".

No último sábado, o técnico Luiz Felipe Scolari afirmou que Marcos talvez voltasse a treinar nesta semana e que, conforme evoluísse seu quadro, poderia jogar no domingo, dia 20 de março, contra o São Caetano. Essa possibilidade, porém, está praticamente descartada, e Marcos acredita que conseguirá voltar aos treinos com bola só na semana que vem.

Tags: Palmeiras, goleiro Marcos, jogos oficiais, prótese

Sites de notícias lucram mais que jornais nos EUA, diz estudo


Leitores já preferem a internet, que vem ganhando espaço rapidamente, segundo o instituto de pesquisa de mídia Pew Research Center



iG São Paulo


Pela primeira vez, mais norte-americanos estão lendo notícias na Internet do que em jornais impressos. Com maior audiência, os veículos online também tiveram receita publicitária superior aos resultados dos jornais online nos Estados Unidos em 2010. As afirmações são do estudo "State of the News Media", elaborado pelo instituto de pesquisa Pew Research Center, que analisa tendências mundiais da mídia.


Entre os norte-americanos entrevistados, 46% disseram que preferem ler notícias em sites de Internet, enquanto 40% afirmam que têm preferência pelo jornal impresso. "As pessoas estão gastando mais tempo com a notícia do que nunca. Mas quando se trata da plataforma de leitura, a web está ganhando terreno rapidamente, enquanto outros setores estão perdendo", diz o estudo, que está na oitava edição.


Acompanhando a tendência, a receita publicitária de jornais impressos caiu 6,4% nos Estados Unidos em 2010, passando a US$ 22,8 bilhões (R$ 38,2 bilhões). Nos últimos quatro anos, a queda foi de 46%. Enquanto isso, o faturamento com publicidade dos sites de notícias cresceu 13,9% no ano passado e atingiu US$ 25,8 bilhões (R$ 43,2 bilhões).


"Pela primeira vez, mais dinheiro foi gasto com publicidade online do que com propagandas no jornal impresso", diz o Pew Research Center. "Enquanto menos norte-americanos estão lendo jornais impressos, mais estão usando celulares e computadores em formato tablet, como o iPad, para obter notícias e informações locais."


Segundo o estudo, a circulação dos impressos caiu 5% nos dias da semana e 4,5% aos domingos. A estimativa dos pesquisadores é que as receitas dos jornais fiquem estáveis ou caiam ligeiramente em 2010, depois de terem tido uma queda de 10% de 2003 a 2009.


Os pesquisadores também preveem o corte de empregos nos jornais impressos. "Esperamos uma perda de cerca de 1.100 a 1.500 pessoas, ou 3% a 4% do total." Enquanto isso, os veículos online estão contratando funcionários, segundo o estudo, que cita os sites AOL, Yahoo! e "The Huffington Post", que foi comprado pela AOL por US$ 315 milhões (R$ 528 milhões).


Tags: notícias, internet, jornais, AOL, Yahoo!

Possível fim do visto do Brasil para EUA: como ficaria o turismo entre os dois países?

* * * Extraído do Portal UOL * * *

SÃO PAULO – Entre os dias 19 e 23 de março, Barack Obama vem para a América Latina para visitar Brasil, Chile e El Salvador. De acordo com a embaixada do país, o presidente dos Estados Unidos se reunirá com líderes e falará à população para tratar de uma grande variedade de temas.

Por aqui, uma das expectativas é que a presidente Dilma Rousseff e Obama falem da inclusão do Brasil no Visa Waiver Program (VWP), que contém as nações que não necessitam de visto para entrar em território norte-americano. "Hoje, o maior beneficiário dessa medida seria o Brasil. É óbvio que ainda vamos ter o impacto no número de brasileiros viajando para os Estados Unidos, mas a possibilidade de crescimento do contrário vai ser bem maior", afirma o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), Eduardo Barbosa.

Ele explica que os EUA já ocupam uma das primeiras posições dos destinos mais procurados pelos brasileiros. "Os números de brasileiros lá estão atingindo o mesmo número dos que vão a Argentina, ou seja, 1 milhão por ano", compara.

Porém, o americano será mais estimulado sem a necessidade do visto. O Brasil até já investe para atrair esse turista, que é o que mais viaja no mundo todo, mas ainda há dificuldades, como podemos observar em cruzeiros marítimos. "As companhias que param seus navios em nossos portos terão mais facilidade para desembarcar os cruzeiristas americanos para eles gastarem aqui", explica.

Com e sem o visto

Para um americano viajar para o Brasil ou um brasileiro ir para os EUA, é necessário um planejamento com certa antecedência. Afinal, ambos precisam apresentar uma série de documentos – como vínculos empregatício e de moradia –, ir pessoalmente ao consulado dos países que vão visitar e pagar uma taxa. São custos financeiros e de tempo que dificultam a decisão de viajar em cima da hora.

Para se ter uma ideia, o processo para um brasileiro tirar o visto começa com o pagamento de uma taxa de R$ 38. Depois disso, é fornecida uma senha para acessar todas as informações por teleatendimento e pelo site da embaixada americana. A senha tem validade de 180 dias após o pagamento e, caso seja necessário reagendar a entrevista, é preciso adquirir uma nova senha.

Em seguida, é o momento de agendar uma entrevista em um dos consulados e preencher o formulário no site https://ceac.state.gov/genniv. Tanto a página de confirmação do agendamento quanto a do formulário devem ser impressas e levadas no dia da entrevista.

De acordo com o portal da embaixada dos Estados Unidos, hoje, a fila de espera para agendar a entrevista do visto em cada consulado é de:

· Brasília: 64 dias

· Recife: 2 dias

· Rio de Janeiro: 73 dias

· São Paulo: 14 dias *

Na possibilidade de o visto não ser mais necessário, Eduardo explica que o passageiro vai precisar apenas entrar no site do departamento de imigração antes de embarcar e cadastrar seus dados básicos sobre a viagem. "Não vai precisar procurar o consulado previamente. Será um cadastro pela internet, sem custos e que dura dois anos", detalha.

Pontos a favor

O visto foi instituído principalmente como ferramenta de combate à imigração ilegal. Porém, Eduardo acredita que a crise que ainda permanece nos EUA, o bom momento da economia brasileira e a demanda por trabalhadores ser maior aqui do que lá são motivos que anulam a preocupação com a imigração ilegal.

Soma-se a isso o fato de a rejeição dos pedidos de visto de brasileiros ser muito pequena. De acordo com os dados preliminares do governo dos EUA, o Brasil teve, em 2010, 5,2% de rejeição de vistos da categoria B (visitantes de negócios, empregados domésticos, estudantes acadêmicos, pesquisadores, férias, turismo e tratamento médico). "Normalmente o país que está com uma demanda tão pequena de recusas é liberado para fazer parte do programa Visa Waiver", explica Eduardo.

Por isso, existe muita expectativa para que o visto não seja mais exigido. E as vantagens são percebidas nos diversos segmentos do turismo, como no de férias e também no de negócios. Eduardo lembra o exemplo da Coreia do Sul, que foi incluída recentemente no VWP e conseguiu incrementar seus negócios com os Estados Unidos.

Outro exemplo é o acordo de isenção de vistos que o Brasil assinou com a Rússia, no ano passado. "Tem uma companhia russa que está viajando com voos fretados para o Rio de Janeiro. Eles começaram isso em janeiro deste ano, fruto dessa política de isenção de vistos", conta.

Liberdade nos céus

Outro debate em torno do turismo entre o Brasil e os EUA está relacionado com o acordo de céu livre, que faz com que não seja necessário um acordo bilateral para incremento de voos entre os dois países.

"Eles querem que isso seja feito de forma livre: se a companhia decidir aumentar a oferta aérea, ela poderá tomar essa decisão independente de uma reciprocidade", explica Eduardo. Ele lembra que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) já articula políticas para ampliar a concorrência entre as companhias aéreas e, assim, melhorar os serviços e os preços para o consumidor.

De qualquer forma, os céus abertos para voos entre os dois países, sem dúvida, também são um tema em pauta. "Estamos muito esperançosos de que esses pontos sejam debatidos, pois é de interesse dos dois países e, com certeza, vai incrementar muito os negócios entre Brasil e Estados Unidos", afirma confiante.

* Informações visualizadas no dia 14 de março de 2010.

Tags: Visto do Brasil para os EUA, turismo, Barack Obama